<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><title>tascuela</title><description>tascuela</description><link>https://www.tascuela.com/home</link><item><title>Benje Tinto 2017</title><description><![CDATA[Vinho sem qualquer tipo de pudor e timidez em relação ao que pretende ser e oferecer. Vinho leve, fresco, pouco extraído de cor e com baixo teor alcoólico, de escorrer pela goela abaixo. O terroir vulcânico é indissociável, mais no nariz não tanto em boca, com menor percepção, na minha opinião, que o seu irmão Táganan. Muito directo, preciso, salino, fluido e guloso, apaixonante, assemelha-se em corpo aqui e ali com alguns Pinot Noir do Velho Continente, contudo pode não ter a estrutura que<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5f1ffdb747f444af93217363f9df3ceb%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_5f1ffdb747f444af93217363f9df3ceb%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/09/19/Benje-Tinto-2017</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/09/19/Benje-Tinto-2017</guid><pubDate>Thu, 19 Sep 2019 10:57:37 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5f1ffdb747f444af93217363f9df3ceb~mv2.jpg"/><div><div>Vinho sem qualquer tipo de pudor e timidez em relação ao que pretende ser e oferecer. Vinho leve, fresco, pouco extraído de cor e com baixo teor alcoólico, de escorrer pela goela abaixo. O terroir vulcânico é indissociável, mais no nariz não tanto em boca, com menor percepção, na minha opinião, que o seu irmão Táganan. Muito directo, preciso, salino, fluido e guloso, apaixonante, assemelha-se em corpo aqui e ali com alguns Pinot Noir do Velho Continente, contudo pode não ter a estrutura que estes apresentam para se aguentar alguns anos. É um vinho que se consome relativamente jovem, despretensioso, macio, fresco, com fruto vermelho muito subtil. Tem o selo de qualidade da </div>Envinate<div>, e certamente não é consensual, um vinho fora que está fora do mainstream. Vão existir os que adoram e os que detestam, o que é certo é que são vinhos únicos e distintos, excelente expressão do microclima atlântico em altitude das Ilhas Canárias. Eu cá gosto bastante de virar uma garrafa de </div>Benje sem pensar muito.</div><div>Castas: Listán Negro</div><div>Região: DO Ycoden-Daute-Isora, Tenerife, Ilhas Canárias</div><div>Teor Alcoólico: 12% Vol</div><div>PVP: +/- 17,50€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_57d5405fccff44fdbb1df4be8e72f97a~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_6f3c753eb3c7460bbca9be8c45ce05f9~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Terras de Tavares Reserva 2007</title><description><![CDATA[Todos os amantes de vinho que começam a escrutinar o que despejam para o vidrão tornam-se a modos que hipócritas, sensaborões, craques, loucos por qualquer coisa que desperte a sua curiosidade, verdadeiras hienas num frenesim por novidades, queremos tudo o que se afaste do padrão normal do comum dos mortais. Isso faz com que os enófilos sejam, afinal de contas, humanos, e uns verdadeiros chatos. Contudo, tantas são as vezes que o que procuramos está mesmo ali, ao nosso lado, tão perto de nós, o<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_32b686bfb1b64bbcb493dd74eef78136%7Emv2.jpg/v1/fill/w_489%2Ch_367/d82464_32b686bfb1b64bbcb493dd74eef78136%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/09/14/Terras-de-Tavares-Reserva-2007</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/09/14/Terras-de-Tavares-Reserva-2007</guid><pubDate>Sat, 14 Sep 2019 20:12:28 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_32b686bfb1b64bbcb493dd74eef78136~mv2.jpg"/><div>Todos os amantes de vinho que começam a escrutinar o que despejam para o vidrão tornam-se a modos que hipócritas, sensaborões, craques, loucos por qualquer coisa que desperte a sua curiosidade, verdadeiras hienas num frenesim por novidades, queremos tudo o que se afaste do padrão normal do comum dos mortais. Isso faz com que os enófilos sejam, afinal de contas, humanos, e uns verdadeiros chatos. Contudo, tantas são as vezes que o que procuramos está mesmo ali, ao nosso lado, tão perto de nós, o melhor, a excelência. Eu assumo mea culpa, eu próprio divago muito além fronteiras em busca de vinhos com perfil com que me identifico actualmente.</div><div>Não sou dos melhores conhecedores dos vinhos de João Tavares de Pina, o nome conheci primeiramente pela extravagância da sua pessoa e por referência dos seus vinhos por alguns amigos. Hoje, após alguns anos, já provei alguns vinhos do seu portefólio, poucas sem dúvida, mas que cunharam a certeza que este produtor faz vinho para quem gosta verdadeiramente aprecia vinho na sua verdadeira essência.</div><div>Ao beber este Terras de Tavares Reserva de 2007, sinto que o mesmo foi desenhado e arquitectado para o meu palato, para o meu gosto, perfil, um vinho tão perfeitamente imperfeito, que os picuinhas vão achar aqui e ali o defeito Y e Z. Eu considero-o fabuloso, ao bebê-lo senti-me como que catapultado para as vinhas da Quinta da Boavista, vinho terroso, autêntico, com identidade e assinatura de classicismo do Dão<div>. Mostra-se com uma jovialidade de invejar, grande equilíbrio entre os aromas da fruta pura e os inerentes ao estágio e evolução muito positiva em garrafa, notando-se algumas notas resinonas, de bosque e um frescor de aroma, ligeiro animal e couro. Na boca temos um lado muito vinoso, rústico, em que o tanino fino ainda marca presença, boa acidez e mineralidade a perspectivarem largos anos em plena forma. O final de boca seco, profundo, persistente e salivante, colocam este tinto do Dão num patamar elevadíssimo, só possível para alguns pares, muito poucos. Um projecto vinícola que permite concluir que o potencial nacional e regional reside nesta visão de respeito pela história e herança material e sócio-cultural. Se mais pequenos produtores seguissem um caminho idêntico, os nossos vinhos cresceriam ainda mais e estaríamos bem melhor sem dúvida. Este foi o vinho tinto do Dão que mais prazer me deu beber num passado recente. Para uma experiência degustativa optimizada o vinho melhora com um arejamento prévio.</div></div><div>Castas: Lote de Touriga Nacional e Jaén</div><div>Região: Dão</div><div>Teor Alcoólico: 14% Vol</div><div>PVP: +/- 20€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_221e052d4add45eeb6d2b34500ba9c09~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_aa5e115b18844e84a4c6cfacd784b78d~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_582d52dfde654552a496cd5f37164f99~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Pequenos Rebentos à Moda Antiga 2016</title><description><![CDATA[Márcio Lopes é dos enólogos mais dinâmicos e enérgicos da actualidade, com projectos no Douro, na região dos Vinhos Verdes, e inclusive na Ribeira Sacra, Galiza. Aposta em recriar vinhos do antigamente, com rusticidade e oriundos de vinhas antigas, onde recorre a práticas de viticultura conscienciosas, e vinificações e processos enológicos minimalistas. A aposta na diferenciação qualitativa nos seus brancos na região dos Vinhos Verdes é de aplaudir, é este o caminho que muitos pequenos<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_9f9d203833484011bf29210b3791cd47%7Emv2.jpg/v1/fill/w_489%2Ch_367/d82464_9f9d203833484011bf29210b3791cd47%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/09/12/Pequenos-Rebentos-%C3%A0-Moda-Antiga-2016</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/09/12/Pequenos-Rebentos-%C3%A0-Moda-Antiga-2016</guid><pubDate>Thu, 12 Sep 2019 21:14:23 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_9f9d203833484011bf29210b3791cd47~mv2.jpg"/><div>Márcio Lopes é dos enólogos mais dinâmicos e enérgicos da actualidade, com projectos no Douro, na região dos Vinhos Verdes, e inclusive na Ribeira Sacra, Galiza. Aposta em recriar vinhos do antigamente, com rusticidade e oriundos de vinhas antigas, onde recorre a práticas de viticultura conscienciosas, e vinificações e processos enológicos minimalistas. A aposta na diferenciação qualitativa nos seus brancos na região dos Vinhos Verdes é de aplaudir, é este o caminho que muitos pequenos produtores deveriam seguir. Podemos não produzir muito, mas produzir bom, melhor, e de excelência. Deixem lá o gás para as grandes companhias.</div><div>Pequenos Rebentos à Moda Antiga 2016 <div>é um blend de uva Alvarinho, Avesso e Arinto da região dos Vinhos Verdes que faz jus ao nome que emprega, existe nervo e cunho ancestral no perfil de vinho apresentado. Tem um nariz discreto, mineral, fresco, pouco impositivo. Em boca não recorre à frutinha abundante que surge massivamente na maioria das referências regionais, mostra-se com acidez equilibrada, muito profundo e seco, com ligeira salinidade e notas cítricas a persistirem em boca.  A fermentação decorre com leveduras autóctones, com posterior estágio de 9 meses sobre borras e em barrica usada. Não se recorre a qualquer filtração e minimiza-se a adição de sulfuroso. É um vinho que ganha com o estágio em garrafa, penso que este 2016 crescerá ainda mais com o tempo de cave. Já o tinha provado em tempos, mas bebendo agora com mais estágio nota-se que evoluiu e ganhou outra dimensão. Os parabéns ao enólogo pela excelente expressão de terroir e crescente aposta na produção de vinhos autênticos e artesanais. É um vinho feito à moda antiga e que quebra radicalmente com a moda do vinho verde gaseificado, geladinho e foleiro.</div></div><div>Castas: Alvarinho, Avesso e Arinto</div><div>Região: Vinhos Verdes</div><div>Teor Alcoólico: 12,5% Vol</div><div>PVP: +/- 17€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_455115a1e51e4acaa5b1b7ab8f488881~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b2dc2b6b98a94315881978d9bdbd2327~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Fillaboa Selección Finca Monte Alto 2015</title><description><![CDATA[Este albariño não será certamente das melhores referências das Rias Baixas, até porque a quantidade e qualidade dos albariños dali oriundos é vasta. Serve sim este vinho para, quase que de forma aleatória, confirmar e sugerir aos que me lêem, que se trata de um perfil deste monocasta que me apraz muito mais beber, fugindo por certo ao perfil do grosso dos alvarinhos nacionais, focando-se muito mais na mineralidade, delicadeza e estrutura, em detrimento da tropicalidade e sobreposição da fruta,<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_86f0b7d8931d44c0b3a98dd74a4c117c%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_86f0b7d8931d44c0b3a98dd74a4c117c%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/09/02/Fillaboa-Selecci%C3%B3n-Finca-Monte-Alto-2015</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/09/02/Fillaboa-Selecci%C3%B3n-Finca-Monte-Alto-2015</guid><pubDate>Wed, 04 Sep 2019 13:46:08 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_86f0b7d8931d44c0b3a98dd74a4c117c~mv2.jpg"/><div>Este albariño não será certamente das melhores referências das Rias Baixas, até porque a quantidade e qualidade dos albariños dali oriundos é vasta. Serve sim este vinho para, quase que de forma aleatória, confirmar e sugerir aos que me lêem, que se trata de um perfil deste monocasta que me apraz muito mais beber, fugindo por certo ao perfil do grosso dos alvarinhos nacionais, focando-se muito mais na mineralidade, delicadeza e estrutura, em detrimento da tropicalidade e sobreposição da fruta, dotando-se de vinhos mais equilibrados e harmoniosos, e sobretudo o que interessa, mais gastronómicos. Ganham até com o tempo de cave, 3 a 5 anos de garrafa aprumam as suas características e prazer de consumo.</div><div>Fillaboa Selección Finca Monte Alto 2015</div><div>Como eu gosto, nada de frutinha maricas a dominar o vinho, tem um aroma cítrico com fruta em bom patamar de maturação, mas que por vezes, mostra um outro lado mais herbáceo, que algumas pessoas poderão associar erradamente a um certo verde, pouca maturação da uva, que desvanece com a oxigenação. Em boca temos acidez alta, mineralidade proeminente, e um lado vegetal muito interessante que o consegue separar de outros albariños galegos. Consegue empregar volume e estrutura, revelando-se crocante em boca e que permite nesta fase suportar variadíssimos pratos, se bem que para mim um bom robalo do mar grelhado, ou um arroz de garoupa são gastronomia perfeita para este vinho. Um vinho de parcela da região das Rias Baixas, que faz jus à reconhecida qualidade dos vinhos brancos desta sub-região da Galiza.</div><div>Este vinho surge de vinhas de uma parcela única, Monte Alto, com cerca de 30 anos de idade e 6 hectares, uma das parcelas mais emblemáticas de Fillaboa, a uma elevação de cerca de 150 metros acima do nível do mar, solo arenoso, e com abundância de pedras por causa da sua proximidade com o Rio Minho.</div><div>Castas: Albariño</div><div>Região: Rias Baixas, Galiza, Espanha</div><div>Teor Alcoólico: 13,5% Vol</div><div>PVP: 18€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_263573309fa942eea4f3ac78415e2063~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5bfd53f644104fe5999db7cf0773475c~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Magma Verdelho 2015</title><description><![CDATA[Não é todos os dias que bebemos um vinho açoriano, muito menos um Verdelho autóctone da Ilha Terceira, região de Biscoitos. Este projecto teve início na parceria dos enólogos/produtores Diogo Lopes e Anselmo Mendes, numa perspectiva de recuperar e dinamizar o potencial das vinhas D.O.C. Biscoitos, localizadas a norte da Ilha Terceira. Começou com uma parceria de enologia com a Adega Cooperativa local, e em 2015 por cunho e empreendedorismo pessoal de ambos, surgiram os vinhos Magma.Cor amarela<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_9a3f4a623d714923ba270788b2fec2c0%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_9a3f4a623d714923ba270788b2fec2c0%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/29/Magma-Verdelho-2015</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/29/Magma-Verdelho-2015</guid><pubDate>Thu, 29 Aug 2019 14:12:35 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_9a3f4a623d714923ba270788b2fec2c0~mv2.jpg"/><div>Não é todos os dias que bebemos um vinho açoriano, muito menos um Verdelho autóctone da Ilha Terceira, região de Biscoitos. Este projecto teve início na parceria dos enólogos/produtores Diogo Lopes e Anselmo Mendes, numa perspectiva de recuperar e dinamizar o potencial das vinhas D.O.C. Biscoitos, localizadas a norte da Ilha Terceira. Começou com uma parceria de enologia com a Adega Cooperativa local, e em 2015 por cunho e empreendedorismo pessoal de ambos, surgiram os vinhos Magma.</div><div>Cor amarela dourada intensa, um nariz vibrante, muito salino, com ligeira sensação vulcânica, onde se sente verdadeiramente a mineralidade da pedra vulcânica, fruto seco, e a espaços algum mel que pode ser confundido ou associado a algum perfil evolutivo. Na boca, essa sensação mel é inexistente, desaparece, manifesta acidez quanto baste, apesar de pecar um pouco nesse aspecto a meu ver. Acaba por se elevar pela presença de algum vegetal, herbáceo, fruta branca cítrica madura e de caroço, harmonioso e salino, que o torna envolvente em toda a mucosa bucal, verdadeiramente enigmático e único. Temos um vinho fora de qualquer registo habitual, que não tem par, e é um verdadeiro desafio à prova, onde aliamos intensidade de sabores e aromas a um surpreendente prazer em beber, fluidez em copo, num conjunto que acaba por estar bem definido, ligado e integrado. Em modo conclusivo, afirmo estar perante um vinho branco adulto num excelente momento, ou então estou simplesmente na presença de uma boa garrafa, não consigo aferir mais que isso. </div><div>Castas: Verdelho</div><div>Região: Biscoitos, Ilha Terceira, Açores</div><div>Teor Alcoólico: 12,5% Vol</div><div>PVP: +/- 18€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_7c24d69df3d54ffea56891d1114bbbdc~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_f657bf49b1c444519e765b678011603c~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Fedellos do Couto Bastarda 2016</title><description><![CDATA[O vinho tinto é talvez o tipo de vinho em que sou mais exigente nos dias que correm. E isso deve-se ao facto de andar a beber muito mais vinhos brancos, logo quando é altura de beber tinto sou mais picuinhas, criterioso. Sem rodeios, tenho procurado vinhos com mais baixo teor alcoólico, com frescura e boa acidez, perfil de extracção e concentração moderados, que os tornem mais gastronómicos e de fácil beberico à mesa a par de uma boa refeição. Na época de Verão, quando o calor aperta, esse<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_9f9a4274c665491a8b5a2afcc14aa36e%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_9f9a4274c665491a8b5a2afcc14aa36e%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/27/Fedellos-do-Couto-Bastarda-2016</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/27/Fedellos-do-Couto-Bastarda-2016</guid><pubDate>Tue, 27 Aug 2019 14:23:25 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_9f9a4274c665491a8b5a2afcc14aa36e~mv2.jpg"/><div>O vinho tinto é talvez o tipo de vinho em que sou mais exigente nos dias que correm. E isso deve-se ao facto de andar a beber muito mais vinhos brancos, logo quando é altura de beber tinto sou mais picuinhas, criterioso. Sem rodeios, tenho procurado vinhos com mais baixo teor alcoólico, com frescura e boa acidez, perfil de extracção e concentração moderados, que os tornem mais gastronómicos e de fácil beberico à mesa a par de uma boa refeição. Na época de Verão, quando o calor aperta, esse requisito torna-se então obrigatório. Falo de perfis como alguns Pinot Noir e Cabernet Franc franceses, alguns blends das Ihas Canárias (Bodegas Suertes del Marqués e Envinate), perfis de Mencía/Jaén na Galiza e Bierzo, entre outras possibilidades. </div><div>Recentemente provei um monocasta Bastardo trazido por uma amigo, o Fugitivo Bastardo 2018 da Casa da Passarella, produtor centenário no Dão. Encontra-se ainda muito jovem, a precisar de tempo de garrafa para ganhar outra estrutura e dimensão, mostra-se nesta fase ainda muito directo. Contudo, insere-se no perfil que referi anteriormente, e que me fez impulsionar a ida à garrafeira pessoal em busca de um outro Bastardo, Fedellos do Couto Bastarda 2016. Este tinto da região da Ribeira Sacra, já com algum estágio de garrafa, pareceu-me estar num excelente espaço temporal para o bebericar.</div><div>É um vinho que pauta sem dúvida pela diferença, perfil discreto no aroma, muito delicado. Tem uma boa estrutura em boca, mostrando de um lado volume e presença, e do outro frescura, mineral, salino. Boas nuances de fruta vermelha fresca, a que se junta alguma sensação especiada de pimenta. Mostra também um lado vegetal muito rico e elegante, um toque de rusticidade que me seduz. É um vinho que ganha com o arejamento, convém abrir antecipadamente e decantar, onde cresce imenso e mostra o verdadeiro potencial da uva Bastardo de perfil mais natural. Julgo ser um vinho feito à imagem das gentes do antigamente, para beber, desfrutar, não para alinhar em modas.</div><div>Castas: Bastardo</div><div>Região: Ribeira Sacra (Sin D.O.), Galiza, Espanha</div><div>Teor Alcoólico: 12,5% Vol</div><div>PVP: +/- 27,50€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_4a11fb5ff26843609430835b4f26f5a9~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e32df505d3ea480ba7787df48592a6e5~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Anselmo Mendes Curtimenta 2014</title><description><![CDATA[Anselmo Mendes é nome incontornável em Portugal no que toca ao mundo dos vinhos. Quando palavras como "alvarinho", ou expressões como "vinho verde" surgem à baila, o nome Anselmo Mendes surge na pole position. Tudo isto com inteira razão e mérito próprio, o homem é referência nos grandes vinhos brancos portugueses. Abri esta semana um Anselmo Mendes Curtimenta 2014, e fiquei rendido, uma superior evolução em garrafa, exemplo de excelência. Muito sucintamente, para quem não está familiarizado com<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5916c254d6ce4a6c924d7854e040e37d%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_5916c254d6ce4a6c924d7854e040e37d%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/23/Anselmo-Mendes-Curtimenta-2014</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/23/Anselmo-Mendes-Curtimenta-2014</guid><pubDate>Fri, 23 Aug 2019 14:04:44 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5916c254d6ce4a6c924d7854e040e37d~mv2.jpg"/><div>Anselmo Mendes<div> é nome incontornável em Portugal no que toca ao mundo dos vinhos. Quando palavras como &quot;alvarinho&quot;, ou expressões como &quot;vinho verde&quot; surgem à baila, o nome Anselmo Mendes surge na pole position. Tudo isto com inteira razão e mérito próprio, o homem é referência nos grandes vinhos brancos portugueses. Abri esta semana um </div>Anselmo Mendes Curtimenta 2014, e fiquei rendido, uma superior evolução em garrafa, exemplo de excelência. Muito sucintamente, para quem não está familiarizado com o termo &quot;branco de curtimenta&quot;, basicamente é o processo de vinificação um vinho branco como de um tinto se tratasse, fermentando as uvas sem separar as partes sólidas e películas, aumentando-se assim o contacto pelicular com o mosto, e dando origem a vinhos brancos com mais cor, tanino e austeridade, mas ganhando elegância e poder de envelhecimento em garrafa.</div><div>Fruta branca limpa no nariz e em boca, subtileza, alguma maturação discreta, o processo de Curtimenta dá-lhe estrutura e mais músculo, mas sem perder a verticalidade de um bom alvarinho<div>. A boca tem volume, dimensão, profundidade, presença, paixão. Serão supérfluas as palavras para descrever superior abordagem à uva rainha, um hino ao bom alvarinho português. Com 5 anos, parece-me estar num excelente momento, não sei se melhorará, se já esteve melhor inclusive, penitencio-me sim por não ser portador de mais garrafas deste néctar. O contacto pelicular, numa vinificação de charme e cuidada, dão origem a um vinho branco de elite, uma referência em território nacional, digno de ser apreciado com um banquete condizente. Todos que me conhecem sabem a minha paixão crescente por alguns albariños, fundamentalmente da região das Rías Baixas, mas se por cá apostássemos mais em perfis qualitativos como este, a fronteira para Espanha ficaria muito mais longe. </div></div><div>Castas: Alvarinho</div><div>Região: Vinhos Verdes</div><div>Teor Alcoólico: 12,5% Vol</div><div>PVP: +/- 22€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_87bc68ad0b8f4002a7cea5ab53b081d1~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_ae1416d0e8da4c3191b629cebd3b9dd4~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5ac0ae98b66c4e719f09463cfacdff09~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Gallinas &amp; Focas 2016</title><description><![CDATA[Tem uma expressão de fruta vermelha muito evidente no nariz, abundante, destaca-se, quase parecendo um Garnacha continental. O perfil pouco extractivo confere-lhe elegância e subtileza, muito gentil e sedoso em boca, com tanino macio e boa acidez, amplitude e preenchimento, mas é sobretudo a salinidade que acaba por ligar este vinho com a fruta vermelha, tornando-o salivante, fresco e com grande persistência de boca. Os 14% de volume de álcool passam completamente ao lado neste tinto insular,<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_96e818030a2f483b8b725b0e4d26f2b5%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_96e818030a2f483b8b725b0e4d26f2b5%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/21/Galinas-Focas-2016</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/21/Galinas-Focas-2016</guid><pubDate>Wed, 21 Aug 2019 11:30:05 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_96e818030a2f483b8b725b0e4d26f2b5~mv2.jpg"/><div>Tem uma expressão de fruta vermelha muito evidente no nariz, abundante, destaca-se, quase parecendo um Garnacha continental. O perfil pouco extractivo confere-lhe elegância e subtileza, muito gentil e sedoso em boca, com tanino macio e boa acidez, amplitude e preenchimento, mas é sobretudo a salinidade que acaba por ligar este vinho com a fruta vermelha, tornando-o salivante, fresco e com grande persistência de boca. Os 14% de volume de álcool passam completamente ao lado neste tinto insular, imperceptíveis. É um vinho muito guloso, e uma excelente entrada pessoal nos vinhos de Maiorca, prazeroso.</div><div>Este vinho além da componente vínica inerente ao mesmo, onde se atesta a sua qualidade superior, comporta uma vertente social a qual não me deixa indiferente, e que de seguida partilho convosco.</div><div>&quot;Um vinho de qualidade notável, Gallinas &amp; Focas também é um esforço de caridade. Este vinho tinto espanhol original é o resultado da colaboração entre a Vinícola 4kilos, com sede em Maiorca, e a Fundació Amadip Esment, uma organização sem fins lucrativos dedicada a melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência intelectual. A vindima de 2016 deste vinho tinto de Maiorca é a mais interessante, um varietal de Manto Negro (com pequena percentagem de Syrah), uma variedade nativa maiorquina proveniente de vinhas de 25 anos plantadas em solos argilo-calcários. O manto Negro é cultivado seguindo procedimentos ecologicamente correctos e técnicas de intervenção mínima. Colhidas à mão, as uvas foram desengaçadas e maceradas por 25 dias. Em seguida, 70% deles fermentaram em cubas, enquanto o restante fermentou em barricas de carvalho francês de 500 litros. Ambos foram fermentados com leveduras nativas, utilizando parcialmente a técnica de maceração carbónica. Depois disso, a Gallinas &amp; Focas 2016 completou a fermentação maloláctica e envelheceu por 12 meses em barricas de carvalho francês de 500 litros. Finalmente, foi envelhecido ainda por 6 meses em cubas de carvalho francês de 4.000 litros, e por um período mínimo de 6 meses na garrafa.&quot;.</div><div>Castas: Manto Negro e pequena quantidade de Syrah</div><div>Região: Maiorca, Ilhas Baleares</div><div>Teor Alcoólico: 14% Vol</div><div>PVP: +/- 20€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_95292f62885d48ad87c8fc37ed2421b7~mv2_d_1500_1396_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e0f7ed25860b4002af64fa7ce4d1dca1~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_38ab9cd7eedb4d9ab932bf7bc4cf944f~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_eb27e6327aec467183bf16c90f940d37~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Zarate Albariño 2010</title><description><![CDATA[Muitas vezes o vinho branco, tirando alguns terroirs de eleição no Velho Mundo, França, fundamentalmente, causa-nos alguma dúvida, um certo atrito e desconfiança, no que toca à capacidade de envelhecimento positivo. Tenho insistido na casta alvarinho e no seu poder de envelhecimento nobre, quando plantado nos melhores terroirs. Este Zarate Albarino 2010, vinho branco de entrada das Bodegas Zarate, produtor referência nas Rías Baixas, é prova cabal. Apresenta-se em Agosto de 2019 imaculado, com<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_921066c4466747fbabc94331b2cc4c64%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_921066c4466747fbabc94331b2cc4c64%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/19/Zarate-Albari%C3%B1o-2010</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/19/Zarate-Albari%C3%B1o-2010</guid><pubDate>Mon, 19 Aug 2019 11:31:08 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_921066c4466747fbabc94331b2cc4c64~mv2.jpg"/><div><div>Muitas vezes o vinho branco, tirando alguns terroirs de eleição no Velho Mundo, França, fundamentalmente, causa-nos alguma dúvida, um certo atrito e desconfiança, no que toca à capacidade de envelhecimento positivo. Tenho insistido na casta alvarinho e no seu poder de envelhecimento nobre, quando plantado nos melhores terroirs. Este </div>Zarate Albarino 2010, vinho branco de entrada das Bodegas Zarate<div>, produtor referência nas Rías Baixas, é prova cabal. Apresenta-se em Agosto de 2019 imaculado, com uma frescura intocável, onde a complexidade e envolvência no aroma e boca fazem perceber que o vinho cresceu, com fruta muito delicada, amadureceu, tornou-se adulto, mas sem perder nervo. A salinidade arrebata-nos assim que o vinho dá entrada na boca, mineral, guloso, acidez média, com presença e persistência surpreendentes para um vinho de 2010. O yin e o yang juntam-se, estamos um pouco mais próximos da perfeição. Recentemente bebi um Tras da Vina 2012, do mesmo produtor, vinho de parcela, e apesar de objectivamente estarmos na presença de um vinho superior, com mais valências e conteúdo, acabo por considerar e concluir que provavelmente este colheita de 2010 superou melhor o desafio do tempo, o que adaptando mais ou menos o discurso, acaba sempre por nos surpreender tendo em conta o binómio expectativa/realidade. Podemos pegar sempre numa referência de entrada, mais barata, e obter uma experiência global mais satisfatória no futuro. O vinho não é uma ciência exacta, temos que saber relativizar muita coisa e estar preparados para o erro na maioria das vezes, só assim aprendemos algo mais.</div></div><div>Cheers!</div><div>Castas: Albarino</div><div>Região: Rías Baixas, Galiza, Espanha</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 11,50€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_daddf8d3c0a14717b29200aec7f8b5be~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Suertes del Marqués Trenzado 2017</title><description><![CDATA[Esta nova colheita apresenta-se muito distinta, diferente de lotes anteriores. No momento que o bebi, há umas semanas atrás, ainda as Bodegas Suertes del Marqués não tinham lançado o Trenzado 2018. Actualmente já está no mercado. Após ter provado várias garrafas do 2015, sinto estar na presença de um vinho ainda mais fresco, com mais acidez, com componente frutada mais destacada, citrinos, sinto tangerina, casca de laranja, em que tudo conjugado e envolto com as ligeiras notas vulcânicas de<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_49ce00f510f14767bc5aa48a2eea741b%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_367/d82464_49ce00f510f14767bc5aa48a2eea741b%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/12/Suertes-del-Marqu%C3%A9s-Trenzado-2017</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/12/Suertes-del-Marqu%C3%A9s-Trenzado-2017</guid><pubDate>Mon, 12 Aug 2019 11:18:48 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_49ce00f510f14767bc5aa48a2eea741b~mv2.jpg"/><div>Esta nova colheita apresenta-se muito distinta, diferente de lotes anteriores. No momento que o bebi, há umas semanas atrás, ainda as Bodegas Suertes del Marqués não tinham lançado o Trenzado 2018. Actualmente já está no mercado. Após ter provado várias garrafas do 2015, sinto estar na presença de um vinho ainda mais fresco, com mais acidez, com componente frutada mais destacada, citrinos, sinto tangerina, casca de laranja, em que tudo conjugado e envolto com as ligeiras notas vulcânicas de enxofre, fazem deste Trenzado 2017, um vinho engraçado, aprazível, fácil de beber, elegante e bastante enigmático. Secura em boca, grande final, profundo e cremoso, algum carácter vegetal, onde a mineralidade e salinidade são bandeiras hasteadas em permanência. Certamente é um vinho onde não encontramos par comparativo, que merece ser provado por enófilos curiosos e que buscam vinhos autênticos e com selo de distinção.</div><div>Suertes del Marqués Trenzado 2017</div><div>Uvas da casta Lístan Blanco (90%), Pedro Ximénez e Vidueño (6%) e uma mistura de outras castas (4%), de vinhas do Vale de La Orotava em cotas de atitude entre 350 e 700 metros. O Lístan Blanco e Pedro Ximénez provêem de vinhas muito velhas, 40% do mosto fermenta em tanques de cimento, e os restantes 60% em barricas de carvalho francês de 500 litros, sobre as próprias borras e com recurso a bâttonage. O vinho posteriormente estagia durante 8 meses.</div><div>Castas: Lístan Blanco (90%), Pedro Ximénez e Vidueño (6%) e uma mistura de outras castas (4%)</div><div>Região: Vale de La Orotava, Tenerife, Ilhas Canárias</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 17€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_3b45bb16b5314f5f81676b5124581984~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_81a83ceb4fad4f7584144275b7073b54~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Quinta da Serradinha Espumante Bruto Natural 2005</title><description><![CDATA[Entramos num tema que me apraz falar, vinhos da minha região, a rara DOC Encostas de Aire. A Quinta da Serradinha situa-se nas imediações da cidade de Leiria, onde António Marques da Cruz segue as ideologias de viticultura biológica dos seus antepassados, muito antes de termos como biológico, biodinâmico, orgânico ou natural, se tornarem virais, aproveitamentos desmedidos perante a legislação permissiva. Os poucos hectares de vinha que cultiva, com exposição fundamentalmente a Sul, sofrem<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_842a1ff3b3684abd8bf8ebe5ce7116bd%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_842a1ff3b3684abd8bf8ebe5ce7116bd%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/05/Quinta-da-Serradinha-Espumante-Bruto-Natural-2005</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/08/05/Quinta-da-Serradinha-Espumante-Bruto-Natural-2005</guid><pubDate>Mon, 05 Aug 2019 11:41:45 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_842a1ff3b3684abd8bf8ebe5ce7116bd~mv2.jpg"/><div>Entramos num tema que me apraz falar, vinhos da minha região, a rara DOC Encostas de Aire. A Quinta da Serradinha situa-se nas imediações da cidade de Leiria, onde António Marques da Cruz segue as ideologias de viticultura biológica dos seus antepassados, muito antes de termos como biológico, biodinâmico, orgânico ou natural, se tornarem virais, aproveitamentos desmedidos perante a legislação permissiva. Os poucos hectares de vinha que cultiva, com exposição fundamentalmente a Sul, sofrem influência das brisas marítimas do Atlântico, que em conjugação com solos argilo-calcários, conseguem aportar aos vinhos uma frescura, acidez e mineralidade únicas. </div><div>A primeira vez que provei este Espumante foi no último Simplesmente Vinho no Porto. Confesso que na altura, como é comum neste registo, não me entusiasmou muito. As condições de serviço, tempos de abertura de garrafas, saturação do provador, entre outros factores, influenciam muito as provas. Contudo, já tinha adquirido uma garrafa desta dita colheita de 2005, decidi levar para férias e completamente solto partir para prova sem grandes expectativas. Resultado, este espumante arrebatou-me.</div><div>Um vinho base de cor âmbar, dourado, adulto, com nariz contido e uma ténue oxidação nobre, que em nada depreciativa, jamais, muito pelo contrário. Em boca apresenta boa bolha, média, uma mousse que envolve o palato, e onde o vinho se expande, com volume e amplitude de boca. Não lhe falta acidez, mostrando bastante frescura, um lado acre e vegetal, com mineralidade que lhe proporciona final de boca longo, seco. A cor ligeiramente mais carregada que o vinho apresenta em nada se poderá associar ao que realmente percepcionamos na prova, temos vinho com matéria, e a frescura e mousse de um bom espumante. Não sei que castas compõem o lote mas diria que estamos na presença de um espumante de uva Arinto, até porque a casta Arinto, Fernão Pires e Encruzado são as castas brancas que o António trabalha na Quinta.  Dificilmente encontraremos outro vinho espumante com estas características por terras portuguesas.</div><div>Castas: Desconhecidas</div><div>Região: Encostas de Aire</div><div>Teor Alcoólico: 12,5% Vol</div><div>PVP: +/- 24€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_af7c97bf61fe429fb8bb596592ff73c4~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_4a91741fa54e48e5908f6f7b6660956e~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>E quando ultrapassas a barreira dos 25€, continuas a beber Chenin Blanc ou pensas logo em Chardonnay?</title><description><![CDATA[Este título vem a propósito de uma brincadeira num círculo de amigos. O universo enófilo para mim não reside, nem nunca poderá consistir, num débito de rótulos de vinhos mais ou menos exclusivos, deverá consistir sim na partilha e confluência de interesses de pessoas, que em alguns casos até se tornam amigos próximos. Não há nada melhor que tainadas, com muitos e variados vinhos de referência, e picanços entre nós, tudo com boa disposição e sentido de humor. No final, o vinho é o que menos<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2ba2eb77755f44468d5b7b0ac8345080%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_2ba2eb77755f44468d5b7b0ac8345080%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/07/24/E-quando-ultrapassas-a-barreira-dos-25%E2%82%AC-continuas-a-beber-Chenin-Blanc-ou-pensas-logo-em-Chardonnay</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/07/24/E-quando-ultrapassas-a-barreira-dos-25%E2%82%AC-continuas-a-beber-Chenin-Blanc-ou-pensas-logo-em-Chardonnay</guid><pubDate>Wed, 24 Jul 2019 11:01:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2ba2eb77755f44468d5b7b0ac8345080~mv2.jpg"/><div>Este título vem a propósito de uma brincadeira num círculo de amigos. O universo enófilo para mim não reside, nem nunca poderá consistir, num débito de rótulos de vinhos mais ou menos exclusivos, deverá consistir sim na partilha e confluência de interesses de pessoas, que em alguns casos até se tornam amigos próximos. Não há nada melhor que tainadas, com muitos e variados vinhos de referência, e picanços entre nós, tudo com boa disposição e sentido de humor. No final, o vinho é o que menos importa, tratamento anti-stress e a verdadeira razão de tudo isto.</div><div>No meio e núcleo desta rebaldaria, um dos profetas exclamou em mais que uma ocasião a seguinte afirmação: &quot;...por 25€ compro e bebo Chardonnay, não Chenin...&quot;. Não consigo ter esta assertividade nem esclarecimento, até porque, apesar de ir bebendo com regularidade, conheço muito pouco. Contudo, Chenin do Vale do Loire, e Chardonnay de Chablis, ainda que aqui alargo vastamente a área geográfica, estão nas minhas predilecções de vinhos brancos. Farto-me de massacrar este amigo por causa desta afirmação em moldes de dogma, gosto bem de gozar o prato, pego em tudo. </div><div>Dito tudo isto, o que acham vocês? </div><div>Trago aqui um grande exemplo, um Chenin acima de 25€ que dá na boca a muitos Chardonnay desse patamar de preço, François Chidaine Les Bournais 2014. Para mim é muito simples, obviamente existem mais referências qualitativas de Chardonnay quando subimos a fasquia de preço, mas não me digam que Chenin passa a segundo plano. Tragam-no que eu bebo, existem vinhos fenomenais.</div><div>François Chidaine Les Bournais 2014</div><div>Como não é dos vinhos mais secos deste produtor de Montlouis-Sur-Loire esperava mais sensação de açúcar residual e alguma evolução, mas ao invés surpreendeu-me pela frescura demonstrada, a acidez e mineralidade destes vinhos superam qualquer possível maleita do tempo. Apesar do vinho provir de vinhas jovens, menos de 20 anos, François Chidaine consegue oferecer uma referência cheia de carácter e com complexidade, alcançando todas as valências que um vinho deverá apresentar. Apresenta uma componente aromática muito interessante, notas de flores brancas, mescladas com fruta cítrica, e uma ligeira sensação de mel. A boca é verdadeiramente elegante, sedosa, com preenchimento, a permanecer bastante tempo em boca, em que a entropia de acidez e salinidade nos mostram diferentes camadas ao longo da prova. Este é um Chenin Blanc de patamar de excelência, que vale muito bem o dinheiro empregue nele, uma referência.</div><div>Castas: Chenin Blanc</div><div>Região: Montlouir-Sur-Loire, Vale do Loire</div><div>Teor Alcoólico: 13,5% Vol</div><div>PVP: +/- 29€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_94eff70594d5485faaf17ecec2581c1e~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_f35945d6ac4d45f9921b373aec977ed5~mv2.jpeg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_099453c868c44f7cb417fd4de4578ec6~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Martín Códax Vindel 2015</title><description><![CDATA[As Bodegas Martín Códax situam-se na localidade de Vilariño, Pontevedra, no coração do Vale do Salnés, o epicentro da sub-região das Rias Baixas na Galiza. Já fiz referência a esta casa noutras ocasiões, é um dos produtores mais conhecidos e consagrados na Galiza, tendo registado uma grande expansão e modernização nas últimas décadas.Quanto ao Vindel 2015 propriamente dito, não poderemos considerar um vinho superlativo, mas prima pela elegância e subtileza no nariz e principalmente em boca. Não<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e67c097db34740dd83ee4beeaa15bab8%7Emv2.jpg/v1/fill/w_489%2Ch_367/d82464_e67c097db34740dd83ee4beeaa15bab8%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/07/18/Mart%C3%ADn-C%C3%B3dax-Vindel-2015</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/07/18/Mart%C3%ADn-C%C3%B3dax-Vindel-2015</guid><pubDate>Thu, 18 Jul 2019 21:16:14 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e67c097db34740dd83ee4beeaa15bab8~mv2.jpg"/><div>As Bodegas Martín Códax situam-se na localidade de Vilariño, Pontevedra, no coração do Vale do Salnés, o epicentro da sub-região das Rias Baixas na Galiza. Já fiz referência a esta casa noutras ocasiões, é um dos produtores mais conhecidos e consagrados na Galiza, tendo registado uma grande expansão e modernização nas últimas décadas.</div><div>Quanto ao Vindel 2015 propriamente dito, não poderemos considerar um vinho superlativo, mas prima pela elegância e subtileza no nariz e principalmente em boca. Não estamos perante exagero de fruta chata, muito vincada e pronunciada, temos antes aromas cítricos discretos, e uma presença em boca que cresce à medida que o vinho percorre o palato. O mais curioso neste Vindel é que no início da prova parece-lhe faltar matéria e estrutura, mas em poucos segundos, apodera-se das papilas conferindo prolongamento e dimensão, com uma acidez e mineralidade crescentes à medida que flui em boca. Nota-se também um ligeiro lado vegetal e uma ténue doçura, tudo isto num registo, como já referi, altamente linear e agradável. É um alvarinho ideal para quem procura vinhos menos expressivos e mais contidos, menos impositivos, que não se sobreponham à comida. Afinal de contas o vinho está de mãos dadas com a gastronomia, nem outra coisa faz sentido. Não é barato, supera ligeiramente os 30€, não sendo a melhor relação qualidade-preço no que toca a albariños das Rias Baixas, contudo vale bem experimentar. </div><div>O Martín Códax Vindel é um vinho de parcela, parcela Agro de Tremoedo, optando-se por uma viticultura que visa obter vinhas de muito baixo rendimento, mas com bagos de uva albariño com qualidades aromáticas únicas. A colheita é feita manualmente, a fermentação é realizada a temperatura controlada (17ºC) em inox e posteriormente em barricas de carvalho francês de 225 litros. Terminada a fermentação, o vinho repousa e estagia em depósitos de inox por um período mínimo de um ano.</div><div>Castas: Albariño</div><div>Região: Rias Baixas, Espanha</div><div>Teor Alcoólico: 12,5% Vol</div><div>PVP: +/- 33€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_06f2dcec37f74c6b8fd2bf605ce9abcf~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b08c471ecdf44cfa8b1e36413ffddf84~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_0cea157c17894bf0acc936dc96dd06e8~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Herdade da Rocha Boutique Lodge - Olive Residence and Suites</title><description><![CDATA[Volto hoje para falar de uma das minhas experiências de Enoturismo mais recentes em território português. Já passava algum tempo desde a última partilha, mas o Enoturismo de habitação é uma das actividades lúdicas que me agrada imenso. Este sector tem crescido imenso, qualidade cada vez mais patente, a arte de bem receber é marca em Portugal. Já seguia o projecto da Herdade da Rocha, e em particular a vertente turística e hoteleira, com um forte destaque arquitectónico. Independentemente da<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_fd5291dde85a4f188d6070e9e35c2786%7Emv2_d_1500_1500_s_2.jpg/v1/fill/w_489%2Ch_489/d82464_fd5291dde85a4f188d6070e9e35c2786%7Emv2_d_1500_1500_s_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/07/17/Herdade-da-Rocha-Boutique-Lodge---Olive-Residence-and-Suites</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/07/17/Herdade-da-Rocha-Boutique-Lodge---Olive-Residence-and-Suites</guid><pubDate>Wed, 17 Jul 2019 07:00:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_fd5291dde85a4f188d6070e9e35c2786~mv2_d_1500_1500_s_2.jpg"/><div>Volto hoje para falar de uma das minhas experiências de Enoturismo mais recentes em território português. Já passava algum tempo desde a última partilha, mas o Enoturismo de habitação é uma das actividades lúdicas que me agrada imenso. Este sector tem crescido imenso, qualidade cada vez mais patente, a arte de bem receber é marca em Portugal. Já seguia o projecto da Herdade da Rocha, e em particular a vertente turística e hoteleira, com um forte destaque arquitectónico. Independentemente da vertente vínica e gastronómica inerente às minhas experiências, as estadias em locais distintos, harmoniosos e apaixonantes, consiste em factor determinante nas minhas escolhas. A Herdade da Rocha situa-se junto ao Crato, no Alto Alentejo, distanciado a cerca de 50 km de Marvão e 35 km de Castelo de Vide. A oferta de alojamento ao público só iniciou actividade em 2017, já a vertente vitivinícola remonta a sua génese a 2009. A família Rocha, proprietária do grupo Antarte, ligado ao ramo do mobiliário, adquiriu este monte com cerca de 56 hectares em 2006, tendo em 2009 iniciado a plantação de vinhas e 2012 foi o ano da sua primeira colheita. Entretanto iniciou a produção de vinhos próprios na Adega da Herdade, e hoje já oferece um portefólio vasto que inclui variados vinhos tintos, brancos e um rosé, distribuídos entre as marcas Herdade da Rocha e Couto Saramago.</div><div>Como toda a propriedade está emergida num imenso olival, a madeira de oliveira é tema dominante na decoração e concepção de todo o espaço, o que para uma família com credenciais no ramo do mobiliário é ouro sobre azul, criam-se bases para a nascença de um local de requinte. Mária Rocha teve, e tem, papel fulcral em todo este projecto Herdade da Rocha e Olive Residence and Suites. Ela é a obreira e responsável por dinamizar toda a actividade da Herdade.</div><div>O edifício principal do Olive Residence and Suites alberga a recepção, o restaurante com salão interior e esplanada com vista para o jardim, uma sala de estar comum, uma sala de convívio, e 4 quartos com terraço virado para as vinhas. No exterior temos o jardim, a maravilhosa piscina rodeada por palmeiras, e 4 suites independentes com varanda, equipadas com sala e sofá-cama, tornando-se ideais para pequenas famílias.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_84ab2458f5234204bbe1f249710c2bfc~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b11eb52c7e20408395327afb21ea02f5~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_89e1ce2085cc45e595d0b4ebab782cbb~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c06d18a8922b4726beb47425d973e89e~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_11b89967762040f2a07c512b2aa7684c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_3bcfc18b9cc34dcea7196b474a7990b3~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_78471a0c359f4cc3a5dc808a14fa51b3~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_387b581acb8c48fb83b94863a8f5dae1~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_0d8903ad5d8347fcb7dcf7d852027021~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c93029ac9edb4ef88e9d8802988a384c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2d24d1f0925041a386c38b999838750a~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c720b983c3d24623be08e90636d39049~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_70766b0375f14627b265b388af0d6222~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_100c36545b204eadaacd792187657540~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_1d0c4179930b4757a5918624ad82f09f~mv2.jpg"/><div>Actividades</div><div>Para quem gosta de espaço e natureza, este é o local certo. Estamos rodeados por oliveiras e vinhas, poderemos sempre optar por um momento de relaxamento na piscina, pedir ao staff a possibilidade preparar uma cesta para piquenique nas vinhas ou em redor das gigantes pedras graníticas, contemplando as paisagens e beneficiando de toda a tranquilidade circundante.</div><div><div>Estão também disponíveis bicicletas gratuitas que nos permitem percorrer os 56 hectares do Monte, e para quem não dispensa qualquer actividade relacionada com vinhos, uma visita à Adega mais cool, inspiradora e artística que visitei até hoje. Arte e design com o cunho empresarial e inovador da Antarte estão presentes em qualquer detalhe ou pormenor. </div>Esquecendo todos os aspectos técnicos e de modernidade presentes para a produção de vinhos, esta Adega prima e destaca-se sem dúvida alguma pela sua beleza artística, arquitectónica e decorativa. As imagens falam por si, felizes os cachos de uvas que têm a oportunidade de passar por este espaço.</div><div>Recentemente, no mês de Junho, foi inaugurado o &quot;Retiro da Paz&quot;, homenagem a Ramos Horta, prémio Nobel da Paz, patrono do espaço. É um espaço com um pequeno monumento destinado ao retiro, espiritualidade e meditação.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_4ab4ebca124f490892139cc7cd903bae~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_beb4a69efe8a461e8f5a89542f7ac437~mv2_d_1500_1500_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5edbed0e67b64f14b1b5dc79f7eeb049~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_71eaee23ec054634997cf6c47fbaf140~mv2_d_1500_1500_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c800cf66c7da4f8d81df44bae594f399~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_9379567ed7654690bee2063a7f18e9af~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a78cc3dbf8e34585a2537c651505bf9e~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b3ae0af18df4469f985e33567f993404~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_ecfbf24e34374caba4f4f6776af6950a~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_abd1f83b979f480db989701c716afcc7~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_d287ac42eaf0465b9fc41d12fbf85b36~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_24dd625da97440c6bcb77a5f66255383~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_68566047dcf44b609244927690080b80~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_8911bee0176c478582ee4775533aa69b~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_68b934ebd57444ffbb3f7546e2abbc81~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_010675e2f0714016946457af175d1ab6~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_21c572f06c2643079a330849610b4158~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_67d591469c774a8ea492b16c5363d8cd~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_f88560b2d8f14ec9a5289c8c96c12734~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_f86377f8f2074243a157c0b722353846~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_690b43c1212a43ecaba4da6044e93709~mv2_d_1500_1500_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5ee3c7d3330f4fb8b0cac625ffedc92a~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_545e63f9a3ea4831a8e247d608979e3b~mv2.jpg"/><div>Restaurante e Enogastronomia</div><div><div>A unidade hoteleira oferece a possibilidade de almoços e jantares com aviso prévio, oferecendo um menu mais ou menos fixo, onde se recorrem a produtos tipicamente alentejanos confeccionados com chancela contemporânea e inovadora pelo chef residente, sem nunca descurar a autenticidade do sabor. Estão também disponíveis petiscos variados, sempre harmonizados com os vinhos da casa. Durante a nossa estadia optámos por jantar na Herdade, tendo escolhido como pratos principais o naco de carne maturada e o hambúrguer &quot;waygu&quot;. Para sobremesa optámos por um doce tradicional na região, uma autêntica delícia, tecolameco com sorvete de laranja. A escolha do vinho foi da minha responsabilidade, </div>Herdade da Rocha Amphora Wine 2018, um vinho de talha feito com Touriga Franca, que se apresentou jovem como seria de esperar, nariz com boa presença de fruto vermelho, notas ligeiras de argila em boca, revela-se sedoso, com elegância e profundidade. Apresenta a meu ver uma mineralidade superior, não muito habitual em vinhos alentejanos.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_66e37185cd2a44b399897a2716ef37df~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a39531b231124d5badb72c11cd3dc545~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_368a32add4864df8bd6678cf491e8a67~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b7a301ba1c654a529b636f139c6661be~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_bc32773bbfde44c18e648e6a72f1be15~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_064d694e3aaa4c749d602471336b9730~mv2.jpeg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_db20799ff262409c84bec8d3bb51e9ad~mv2.jpg"/><div>O que fazer na Região</div><div>Não me poderei alongar muito neste aspecto, já que aproveitei o fim-de-semana para relaxar na Herdade, contudo, o Crato mesmo ali ao lado, oferece múltiplas opções gastronómicas, culturais e turísticas, umas sazonais, outras durante o ano inteiro. A única saída que que realizámos foi para um almoço rumo ao Restaurante Regada na localidade de Alpalhão. Vi este restaurante na Internet ao recorrer ao Google. Chamou-me a atenção as recomendações de locais e a existência de pratos tipicamente alentejanos, um dos quais decidi degustar, Arroz de Lebre com sangue, feito como se de uma cabidela se tratasse. Mostrou-se um prato com muito equilíbrio, não muito intenso e condimentado, acompanhado com vinho branco da casa. Fica a dica para futuras visitas.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_fdbde2c068b241b781fca16a3af7c61d~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_14dbf1c4686b4fd7b33bfaacd3c7f957~mv2.jpg"/><div>O Verão ainda nem vai a meio, e como até tem estado bastante tímido, aqui fica uma sugestão para os meses que se seguem.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_49d5c44808e24bdea802700d59b9e048~mv2_d_1920_1920_s_2.jpg"/><div><a href="https://herdadedarocha.pt/pt/home">HERDADE DA ROCHA</a> Lugar Couto do Saramago 7430-019 Crato - Portugal</div><div>+351 910 988 603 geral@herdadedarocha.pt</div><div>Galeria de Fotos</div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2eb7ff54dba946809812b0bf78d007d5~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2cd38396af49409ebc9ffb645e282fdf~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_dfb6c66a06cb433d9caf475ce3bcd429~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c12a779f02994fb4a08dea5f9349f6ae~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_79e07c016c60407187034c25b9c99905~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_017029ea0819419b886739410d1231d0~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_46854a250e2147578117605a77d7a37e~mv2_d_1500_1500_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e12f9d41ebc4438cbe50b79119e4ae0c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_6e80d8f5dff746b5bb72cd1d77f2ab61~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_ad4da081b60648849124fd3a2a941062~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_dd1faf96d62e4bd1a02b42d8436652f9~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e46f2bc9f59e4a6ea60a0221351b5db3~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_6ddd85db0d334edfb738a62c54749f9f~mv2_d_1500_1500_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_759fb51998dd45858efc7f0adc92e2ab~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_f9a75b38dfb34527b274e6a79cb3ec2e~mv2_d_1500_1500_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b2ae47c4a9964004b970a83beec33b54~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a5349c9082e64cd78bf3ae45ce351dd3~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e399926795c74cbd943b91fc0e1f09a6~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_1db0b14249444224a08c8d9635fa04bc~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_7039a355ca53450e81d34a4d9334305c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c1331240597a4dc78fa2df0fb0d8d515~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_095ce50781ba43ab82c24ac0ec7c8ac3~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_db879cf6663b4909ab2e5d32f8c98ed8~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e40a734d417444859246bae89b95dbb9~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_072637c19273449eb956dc218d47a49b~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_d9c4d133422848549492add01c56f4c7~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_4d56334519634c46a0f966a6dff5695f~mv2.jpg"/></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Em Cru 2017</title><description><![CDATA[Os Goliardos somam e seguem. É este grupo de pessoas irreverentes que vem agitando o panorama vínico em Portugal. Sempre fiéis à sua ideologia e conceito do que deverá ser um vinho genuíno e autêntico, conseguem reunir referências dos melhores e mais exclusivos produtores nacionais e internacionais do ramo dos vinhos naturais e da viticultura biodinâmica. Graças aos Goliardos, conseguimos ter acesso a vinhos fora da caixa, com abordagens e mentalidades inovadoras dos seus intervenientes,<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_3eb8ee982b774528a01f3f6e95ad845f%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/07/04/Em-Cru-2017</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/07/04/Em-Cru-2017</guid><pubDate>Fri, 05 Jul 2019 14:13:24 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_3eb8ee982b774528a01f3f6e95ad845f~mv2.jpg"/><div>Os Goliardos<div> somam e seguem. É este grupo de pessoas irreverentes que vem agitando o panorama vínico em Portugal. Sempre fiéis à sua ideologia e conceito do que deverá ser um vinho genuíno e autêntico, conseguem reunir referências dos melhores e mais exclusivos produtores nacionais e internacionais do ramo dos vinhos naturais e da viticultura biodinâmica. Graças aos Goliardos, conseguimos ter acesso a vinhos fora da caixa, com abordagens e mentalidades inovadoras dos seus intervenientes, verdadeiros rising stars dentro e além fronteiras. Faço votos que mantenham sempre a ideologia e sucesso que os rodeia.</div></div><div>Já não é de hoje a parceria que Os Goliardos mantêm com a Quinta da Pellada, onde criaram referências de vinhos próprios, atendendo à sua visão de respeito e intervenção minimalista, tanto na vinha, como em todo o processo enológico, vinhos com identidade e cunho pessoal, que reportem uma verdadeira expressão desde a raiz da videira até à uva, e da uva ao copo. O Em Cru pertence a essa gama de vinhos dos Goliardos, um monovarietal de Encruzado, que procura repercutir ao máximo tudo isto que mencionei. A colheita 2017, já a provei em diferentes ocasiões, e foi nesta última investida que senti que entramos no momento em que se encontra merecedor de destaque, afinal falamos de um encruzado, e feito de forma crua, e que precisa de tempo em cave para explanar todo o seu potencial.</div><div>Começa a entrar na fase adulta, a ganhar maturidade. Precisa ser apreciado com tempo, de abrir e oxigenar, ganha com temperatura ligeiramente mais elevada. A &quot;agulha&quot; em boca ainda está lá, contudo ganhou volume e preenchimento de boca, o nariz também evoluiu, já se sentem algumas notas vegetais menos evidentes em novo.</div><div>A partir deste momento passei a olhar para este Em Cru 2017 de uma forma muito séria, que venham as próximas garrafas.</div><div>Castas. Encruzado</div><div>Região: Dão</div><div>Teor Alcoólico: 13% vol</div><div>PVP: +/- 13€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a650e788e5c84c56b567eef5dbf22667~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_6c594c707d5e48ea9bca7ed55afb2dae~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_abe3e40c762647eab2704f73e7c55313~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Raúl Pérez Ultreia Mencía 2014</title><description><![CDATA[A proximidade da sub-região de Bierzo com o Atlântico faz com que se consigam vinhos com determinada frescura, que aliada a alguma protecção montanhosa a norte, permite que as uvas se desenvolvam com bom grau de maturação, surgindo vinhos geralmente com menos teor alcoólico que em outras sub-regiões do território de Castilla y León, mas com equilíbrio de fruta e com bom corpo. O solo, predominantemente granítico, confere a mineralidade graciosa característica nos seus vinhos. Não podemos falar<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_86d10e1cd2d34607b9057a481bdd964a%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_86d10e1cd2d34607b9057a481bdd964a%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/28/Raul-P%C3%A9rez-Ultreia-Mencia-2014</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/28/Raul-P%C3%A9rez-Ultreia-Mencia-2014</guid><pubDate>Tue, 02 Jul 2019 11:12:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_86d10e1cd2d34607b9057a481bdd964a~mv2.jpg"/><div>A proximidade da sub-região de Bierzo com o Atlântico faz com que se consigam vinhos com determinada frescura, que aliada a alguma protecção montanhosa a norte, permite que as uvas se desenvolvam com bom grau de maturação, surgindo vinhos geralmente com menos teor alcoólico que em outras sub-regiões do território de Castilla y León, mas com equilíbrio de fruta e com bom corpo. O solo, predominantemente granítico, confere a mineralidade graciosa característica nos seus vinhos. Não podemos falar de Bierzo sem referir a casta Mencía, uva predominante nos seus vinhos tintos, grande parte deles monovarietais. Têm surgido exponencialmente grandes vinhos, com elegância e recorte, vinhos finos, com grande aptidão gastronómica e de envelhecimento. Raúl Pérez em muito tem contribuído para esse reconhecimento qualitativo, tanto em projectos pessoais, como é o caso deste Ultreia Mencía 2014<div>, como em várias parcerias com outros viticultores e vignerons de Bierzo e da Galiza. Nariz com bastante fruta, fruto vermelho maduro muito limpo, guloso, convidativo a provar. A cor elucida a preocupação em não obter um vinho com sobre-extracção, obrigado Raúl. A boca é bastante elegante, sedosa, ainda assim com bastante vivacidade, taninos macios, prolongamento médio mas com grande preenchimento e dimensão de boca. Um vinho de altíssimo valor, que não precisa de muitos anos de cave para se exprimir com grande potencial. Altíssimo valor pelo preço médio de venda ao público, cerca de 16€.</div></div><div>Castas: Mencía</div><div>Região: Bierzo, Espanha</div><div>Teor Alcoólico: 13,5% Vol</div><div>PVP: +/- 16€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_f126348970294fb79ed9fe1be0f053fb~mv2_d_1500_1500_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_d1de9df1c0d64ee89f0ce2ea52cd7db7~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Cíes Albariño 2016</title><description><![CDATA[O Cíes Albarino é um vinho de Rodrigo Méndez, viticultor bastante reconhecido nos vinhos galegos. As uvas provém de vinhas com diferentes idades e exposições solares distintas, todas localizadas no Concelho de Meano, Pontevedra. A viticultura praticada é de índole biodinâmica, e a relação muito próxima de Rodrigo com o seu amigo e sócio, Raúl Pérez, contribuiu para atingir um patamar qualitativo elevado nos vinhos do seu projecto pessoal e familiar nas Bodegas y Vinedos Rodrigo Méndez. Com Raúl<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_93879d58567a4e9bbe628701802e11ac%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_93879d58567a4e9bbe628701802e11ac%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/27/C%C3%ADes-Albari%C3%B1o-2016</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/27/C%C3%ADes-Albari%C3%B1o-2016</guid><pubDate>Thu, 27 Jun 2019 16:40:08 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_93879d58567a4e9bbe628701802e11ac~mv2.jpg"/><div><div>O Cíes Albarino é um vinho de Rodrigo Méndez, viticultor bastante reconhecido nos vinhos galegos. As uvas provém de vinhas com diferentes idades e exposições solares distintas, todas localizadas no Concelho de Meano, Pontevedra. A viticultura praticada é de índole biodinâmica, e a relação muito próxima de Rodrigo com o seu amigo e sócio, Raúl Pérez, contribuiu para atingir um patamar qualitativo elevado nos vinhos do seu projecto pessoal e familiar nas Bodegas y Vinedos Rodrigo Méndez. </div>Com Raúl Pérez partilha outro projecto no Vale do Sálnes, onde formaram a Bodega Forjas del Sálnes, e de onde nascem grandes referências regionais como Leirana, Leirana Finca Genoveva, ou Goliardo A Telleira e Goliardo Caino.</div><div>O nome Cíes, poderá indiciar-nos por associação que as vinhas são oriundas daquela pequena ilha idílica, mas não é o caso. Aviso já que este vinho está muito elegante e muito equilibrado, aqui provado na colheita de 2016. Nariz fechado ao início, mas depois de o vinho abrir revela apontamentos cítricos, só quanto baste, boa acidez e de fundo mineral. A acidez bem integrada torna o vinho bastante harmonioso, um vinho sério, equilibrado, bastante mineral e de final de boca muito longo, onde por vezes são perceptíveis diferentes camadas, talvez pela presença de uvas de diferentes estádios de maturação. Tem estrutura e frescura, tem tudo, está um vinho adulto e de valor. Um produto autêntico e criterioso e a preço cordial.</div><div>Dito isto, não é para vocês, uma vez que não gostam!</div><div>Castas: Albarino</div><div>Região: Rias Baixas</div><div>Teor Alcoólico: 12,5% Vol</div><div>PVP: +/- 16€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_772da4585cbe4d0e9657b2a9c7a68973~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_3b80219f2ab74d53bd591939459d90d0~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Luís Pato Vinha Formal Branco 2010</title><description><![CDATA[Luis Pato é nome forte nos vinhos bairradinos, nome inconfundível no panorama vínico nacional e um dos obreiros na afirmação da região vitivinícola da Bairrada. A Bairrada tem um terroir único e de eleição, com forte influência das brisas atlânticas, e quando bem respeitado, consegue oferecer-nos dos vinhos mais carismáticos e longevos em território nacional. A região já viveu altos e baixos, passou por diferentes fases, em décadas mais recentes com apostas avulsas em castas estrangeiras<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_361044e397974dbea5e92ddb58e95087%7Emv2.jpeg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_361044e397974dbea5e92ddb58e95087%7Emv2.jpeg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/24/Vinha-Formal-Branco-2010</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/24/Vinha-Formal-Branco-2010</guid><pubDate>Wed, 26 Jun 2019 13:51:57 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_361044e397974dbea5e92ddb58e95087~mv2.jpeg"/><div>Luis Pato é nome forte nos vinhos bairradinos, nome inconfundível no panorama vínico nacional e um dos obreiros na afirmação da região vitivinícola da Bairrada. A Bairrada tem um terroir único e de eleição, com forte influência das brisas atlânticas, e quando bem respeitado, consegue oferecer-nos dos vinhos mais carismáticos e longevos em território nacional. A região já viveu altos e baixos, passou por diferentes fases, em décadas mais recentes com apostas avulsas em castas estrangeiras importadas, desvirtuando a meu ver, a herança e unicidade nacional. Contudo, nos últimos anos, assistimos a um revitalizar da identidade própria nos vinhos da Bairrada, com elevação da uva tinta Baga e das castas brancas regionais como Maria Gomes, Bical, Cercial ou Sercialinho. Só assim conseguiremos brilhar e distinguir-nos no mercado mundial de vinhos. Luís Pato tem sido fiel às origens e herança adquirida, hoje falamos do seu Vinha Formal Branco 2010, provado este mês de Junho.</div><div>A cor amarela palha dourada indicia-nos, em primeira mão, que o vinho já sofreu uma ténue oxidação. Quando o levamos ao nariz, confirmamos esse processo de evolução oxidativa, contudo essa oxidação não se sobrepõe em momento algum à fruta madura presente, que se mantém discreta, coerente e subtil. A barrica, por sua vez, já passou para segundo plano, completamente integrada no conjunto. Na boca aferimos a frescura que a Bairrada confere aos seus vinhos, apresentando simultaneamente volume e preenchimento, com boa acidez a torná-lo bem gastronómico. É um vinho com estrutura e cabedal para enfrentar algumas culinárias mais exigentes.</div><div>Considero o Vinha Formal Branco uma referência e um bom exemplo de vinho e produtor que se mantém fiel à sua identidade e perfil regional, não embarcando em modas. É um prazer poder apreciá-lo com alguns anos de estágio em cave, sendo este um aspecto que me entusiasma no mundo dos vinhos, prová-los em diferentes etapas da sua vida, perceber as fases ascendentes e descendentes do seu ciclo de vida.</div><div>Castas: Bical</div><div>Região: Bairrada</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 15€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a2f2145ef228488e92e1a5a7f6a3ddb2~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_8cc6888c353948b393ed086143a8837b~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2b80ba6d65c64234896fc1c6a87e881a~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_68285e3216794d5997d2cdb3094bf1b1~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Fazenda Agricola Augalevada Mercenario Parcela Eiravedra 2017</title><description><![CDATA[Bye bye Spring, Hello Summer time. Último artigo que publico antes de entrarmos na época veraneante, o que muitos apelidam de silly season. Vamos lá começar o Verão em grande, um dos vinhos brancos que bebi recentemente que mais me surpreendeu, Fazenda Agricola Augalevada Mercenario Parcela Eiravedra 2017, do produtor Fazenda Agrícola Augalevada, sediado na região de Ribeiro.O nariz é muito discreto, ao primeiro impacto estranha-se, mas claramente percebemos que estamos na presença de albarino,<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_ea59b13599834036bfe4ca0276cab809%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_ea59b13599834036bfe4ca0276cab809%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/18/Fazenda-Agricola-Augalevada-Mercenario-Parcela-Eiravedra-2017</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/18/Fazenda-Agricola-Augalevada-Mercenario-Parcela-Eiravedra-2017</guid><pubDate>Tue, 18 Jun 2019 14:06:26 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_ea59b13599834036bfe4ca0276cab809~mv2.jpg"/><div><div>Bye bye Spring, Hello Summer time. Último artigo que publico antes de entrarmos na época veraneante, o que muitos apelidam de silly season. Vamos lá começar o Verão em grande, um dos vinhos brancos que bebi recentemente que mais me surpreendeu, </div>Fazenda Agricola Augalevada Mercenario Parcela Eiravedra 2017, do produtor Fazenda Agrícola Augalevada, sediado na região de Ribeiro.</div><div>O nariz é muito discreto, ao primeiro impacto estranha-se, mas claramente percebemos que estamos na presença de albarino, distinto, sem exacerbação se aromas frutados ou florais, muito contido e vegetal, na onda dos vinhos freak. Este é um albarino da seita! Na boca, acidez e mineralidade cortantes, muito vegetal, extremamente seco e guloso, activador das glândulas salivares, um vinho branco com nervo e sem dúvida destinado a palatos que apreciam um branco com pujança e tensão, possui menos de 2 gramas/litro de açúcar residual. A fruta é muito limpa e subtil, citrinos de mãos dadas com ligeiro vegetal e especiarias fornecidas pela fermentação e estágio em ânfora e barricas de carvalho de 500 litros. As uvas provêem de vinhas velhas, com cerca de 70 anos de idade, localizadas na povoação de Xil, Valle del Salnés, Rias Baixas. Apreciei muito este estilo de vinho, que nos seduz e convida a um bom manjar. Com uma frescura e acidez que impressionam, limpa qualquer gordura em boca. Peixe grelhado, peixe no forno, marisco, alguns queijos, facilmente se torna par ideal à mesa com múltiplas iguarias. Para mim, e até ver, é o albarino surpresa e descoberta de 2019.</div><div>Agora que venha o Verão!</div><div>Castas: 100% Albarino</div><div>Região: Sem D.O. (Rias Baixas, Valle del Salnés, Galiza)</div><div>Teor Alcoólico: 12% Vol</div><div>PVP: +/- 16,50€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_ab5cad69289c47e4ab2b72e31c661378~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b80099036b0b49c6ad3cdb4ec9d8afce~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_4873e1308f2a4b948fda60d1409b140e~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e6f12e32ba944ab787e0b5a99c80bfba~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_58300bfefbab4617ba3a0f0819f044f3~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Vidonia Branco 2016</title><description><![CDATA[Depois de ter provado pela primeira vez há cerca de um ano o Vidonia 2015, voltei a beber este vinho, agora na colheita de 2016. Ao primeiro impacto denota-se um vinho menos profundo que a colheita de 2015, talvez com menos matéria, com alguma turbidez, mas ganha mais em elegância e prolongamento de boca. Fico com a sensação que a colheita anterior denotava mais maceração, e aqui procurou-se um perfil mais contido, mas mantendo-se salino e salivante. O nariz tem a marca insular indubitável,<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b801eaab67d8498ea45aebdda6624e0b%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_b801eaab67d8498ea45aebdda6624e0b%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/17/Vidonia-2016</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/17/Vidonia-2016</guid><pubDate>Mon, 17 Jun 2019 14:05:22 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b801eaab67d8498ea45aebdda6624e0b~mv2.jpg"/><div><div>Depois de ter provado pela primeira vez há cerca de um ano o Vidonia 2015, voltei a beber este vinho, agora na colheita de 2016. Ao primeiro impacto denota-se um vinho menos profundo que a colheita de 2015, talvez com menos matéria, com alguma turbidez, mas ganha mais em elegância e prolongamento de boca. Fico com a sensação que a colheita anterior denotava mais maceração, e aqui procurou-se um perfil mais contido, mas mantendo-se salino e salivante. O nariz tem a m</div>arca insular indubitável, vulcânico presente, mas mais discreto e subtil, com alguma cinza e pólvora. Em boca, alguma austeridade e envolvência mineral a transmitir secura, com bastante frescura alicerçada pela salinidade e acidez genuínas. Continua com bastante complexidade e carácter enigmático, mas com um perfil mais &quot;Continental&quot; e que diria mais consensual, mas mantendo-se linear e afirmativo ao longo de toda a prova.</div><div>Se tiverem curiosidade, aqui fica o <a href="https://www.tascuela.com/single-post/2018/07/31/Vidonia-Branco-2015">link</a> referente à prova do Vidonia 2015.</div><div>Vidonia Branco 2016</div><div>Vidonia 2016 é feito exclusivamente de uvas Listán Blanco, vinhas centenárias em solos argilosos a 350 a 450 metros de altitude. Fermentação em barricas de carvalho usado de 500 litros, onde o vinho estagiou por um período de dez meses. Foram produzidas 5600 garrafas.</div><div>Castas: Listán Blanco</div><div>Região: Ilhas Canárias, Tenerife, Valle de la Orotava</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 25€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_50a585c12d6e439380934e4e5b7f512d~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5a3adf04991f4e6db512e24e277c39d5~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b7935da25b384849bb7e416cd6c189fd~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_31b9177ad99b4ebd9adfb01ac6f1be29~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_87492d2741b2495e9bbc36b364caf2d3~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Táganan Tinto 2017</title><description><![CDATA[Os vinhos oriundos das Ilhas Canárias vieram para ficar, tudo graças a produtores que idealizaram um conceito de respeito pelo micro-terroir local, aliado a vinhos de fácil trato, prazenteiros e de alto valor enogastronómico. Qualquer enófilo que não contactou, ou ouviu falar dos vinhos insulares da Envinate ou da Bodega Suertes del Marqués, anda arredado das tendências de consumo actuais e viradas para um futuro muito próximo, vinhos com pouca intervenção, sem adição de químicos, com pouca<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_ffe85d0c5ed146a7aceb3fb53aeab49a%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_651/d82464_ffe85d0c5ed146a7aceb3fb53aeab49a%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/14/T%C3%A1ganan-Tinto-2017</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/14/T%C3%A1ganan-Tinto-2017</guid><pubDate>Fri, 14 Jun 2019 12:37:04 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_ffe85d0c5ed146a7aceb3fb53aeab49a~mv2.jpg"/><div><div>Os vinhos oriundos das Ilhas Canárias vieram para ficar, tudo graças a produtores que idealizaram um conceito de respeito pelo micro-terroir local, aliado a vinhos de fácil trato, prazenteiros e de alto valor enogastronómico. Qualquer enófilo que não contactou, ou ouviu falar dos vinhos insulares da </div>Envinate ou da Bodega Suertes del Marqués, anda arredado das tendências de consumo actuais e viradas para um futuro muito próximo, vinhos com pouca intervenção, sem adição de químicos, com pouca extracção e de baixo teor alcoólico, feitos para serem bebidos até 4 a 5 anos máximo, com perfil jovem, vinosos, gulosos, de beber sem parar, já que são salivantes, tanto os brancos como os tintos. Hoje refiro-me à nova colheita de Táganan, o Táganan Tinto 2017<div>. Taganana é o nome da zona vitivinícola no Noroeste de Tenerife onde estão localizadas as vinhas velhas que dão lugar a este Táganan. São vinhas muito velhas, indígenas, enraizadas em plena rocha vulcânica, respeitando a flora e terroir circundantes, num microambiente selvagem. Como grande parte dessas vinhas estão localizadas em encostas viradas para o Atlântico (mesmo ali a um pé de distância), tanto a agricultura como vindima são feitas com recurso à mão-de-obra humana e força animal. </div></div><div>Táganan Tinto 2017</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2de3a28ba83d4bf7936a3d7c968d2bbf~mv2.jpg"/><div>Vinhas com idades compreendidas entre 50 e 150 anos com uvas de Listán Negro, Listán Gacho, Tintilla, Baboso, Vijariego Negro, Negramol, Moscatel Negra, entre outras. As uvas fermentam em tanques de cimento com 30% de cacho inteiro, ou seja usam engaço. Posteriormente o vinho é decantado para barricas de 500 e 228 litros onde estagia por 11 meses.</div><div>O aroma evidencia fruto vermelho fresco, alguma nota de cinza e pedra vulcânica molhada, com nuances de especiarias pelo meio, alguma complexidade, que vamos aferindo à medida que o vinho abre e evolui no copo. Com cor pouco carregada, na boca mostra elegância, textura e fortíssima salinidade, que lhe dá um prolongamento de boca muito engraçado, convidando o provador a voltar a beber. Na boca, fruta vermelha limpa e madura a sobressair, em boa harmonia com o vegetal e herbáceo, equilíbrio. Para os &quot;picuinhas&quot; anti-terroir vulcânico e enopiços, tenham calma, aqui não há enxofre exacerbado no vinho, ele tem sim, um surpreendente carácter salino que nos deixa água na boca.</div><div>Agora resta ver como se comportam estes vinhos com uns anos, lá voltaremos.</div><div>Castas: Listán Negro, Listán Gacho, Tintilla, Baboso, Vijariego Negro, Negramol, Moscatel Negra, entre outras</div><div>Região: Ilhas Canárias, Tenerife</div><div>Teor Alcoólico: 12% Vol</div><div>PVP: +/- 18€</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Enóphilo Wine Fest Coimbra 2019</title><description><![CDATA[Decorreu no passado sábado, dia 8 de Junho, no Convento de São Francisco em Coimbra, a segunda edição do Enóphilo Wine Fest nesta cidade. Realizando-se num fim-de-semana prolongado, com muitas famílias a fazerem umas mini-férias, foi uma aposta arriscada, mas uma vez mais, o Enóphilo mostrou-se sólido na região Centro. Com cerca de 30 produtores nacionais, permitiu uma degustação vasta e variada todos a os enófilos presentes, com vinhos dos vários cantos do Continente e até das Ilhas (Açores). A<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a9c77d60663d482dba0e4ae2a8fe39c7%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/12/En%C3%B3philo-Wine-Fest-Coimbra-2019</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/06/12/En%C3%B3philo-Wine-Fest-Coimbra-2019</guid><pubDate>Wed, 12 Jun 2019 14:17:02 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a9c77d60663d482dba0e4ae2a8fe39c7~mv2.jpg"/><div>Decorreu no passado sábado, dia 8 de Junho, no Convento de São Francisco em Coimbra, a segunda edição do Enóphilo Wine Fest<div> nesta cidade. Realizando-se num fim-de-semana prolongado, com muitas famílias a fazerem umas mini-férias, foi uma aposta arriscada, mas uma vez mais, o Enóphilo mostrou-se sólido na região Centro. Com cerca de 30 produtores nacionais, permitiu uma degustação vasta e variada todos a os enófilos presentes, com vinhos dos vários cantos do Continente e até das Ilhas (Açores). A par da feira generalista propriamente dita, decorreram três provas especiais. Participei na prova de Vinhos nascidos no Mar, e Douro e as suas castas. Estas provas, únicas e muito raras, são sempre algo que capta o interesse de enófilos mais atentos, e para ser sincero, é uma das mais valias que reconheço na marca Enóphilo e nos seus eventos propriamente ditos. A par disso, a presença de pequenos e médios produtores, que num ambiente mais intimista e sem serem abafados pelas grandes marcas, conseguem chegar aos consumidores reais, mostrar o seu produto e potencial, que noutras ocasiões e em particular nos eventos de magnitude superior, se torna mais difícil tanto para eles, como para nós consumidores.</div></div><div>Não vou ser exaustivo em descrições, apenas mencionar alguns produtores e vinhos que aos meus olhos se destacaram e que tive oportunidade e tempo de provar, uns pela novidade pessoal e qualidade evidenciada, outros já com créditos firmados, que apresentaram novas colheitas e referências de destaque.</div><div>Família Hehn Titan of Douro Quinta de Pancas Terras de Mogadouro Quinta da Costa do Pinhão</div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_21838f16bd1e45bfb0694193165e65bc~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_0d64440fa3d7413badde4eada5e1c89c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e70fec09a52143598e76442e697ebc75~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_dc4de4b8f4334af394ef87513e2243dd~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2d5d9df2aad64f67983e397551e12b93~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_81a500fd7aee4827a98b4c149a7b33ad~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_7858bfb525da4fd2b3491cdda41ebe6e~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_99e76804dc284319a669ef67d656d16d~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_39f8ddb443314c359181952ba39d6348~mv2.jpg"/></div><div>Vinhos nascidos no Mar - Azores Wine Company</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_0f5ce8b6020e4c3e8f5ec9520101c1b1~mv2.jpg"/><div>Arinto dos Açores 2018 Ainda muito fresco no nariz, salinidade, mineral, com volume de boca e acidez, altamente gastronómico, com algum volume e presença de boca, garantindo prolongamento e que certamente crescerá e engrandecerá com tempo de garrafa.<div>Arinto dos Açores Sur Lies 2018</div> Mais presença em boca, mais volume, quase com aquela percepção como se tivesse tido algum estágio de barrica, nariz muito salino e iodado.Verdelho O Original 2018 Nariz discreto, muito vegetal em boca, com muita secura, é um vinho que primeiro se estranha mas depois entranha, um dos meus favoritos, que necessita de tempo para ser entendido e devidamente compreendido, e que para quem gosta de enogastronomia, um vinho branco desafiante.Terrantez do Pico 2018 Mais volume em boca, com um ténue toque de doçura. Nariz característico iodado, vinho único e de carácter exclusivo insular.Rosé Vulcânico 2018 Vinhas velhas com castas como Syrah e Merlot, Saborinho e Agronómica. Uma vez mais a salinidade em evidência, bem fresco, fruta fresca ténue sem exacerbação, pronunciado carácter vulcânico, leve de cor, sem grande extracção, muito gastronómico.</div><div>Tinto Vulcânico 2017</div><div>Também proveniente de vinhas velhas, é um vinho tinto muito diferente do que encontramos em solo Continental, sem grande concentração de cor, pouco extraído, com aromas de fruto vermelho maduro mesclado com notas iodadas e sal, dando-lhe forte presença de boca, salivante.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_69edd22b11a042e5a154b5f8069577c7~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5713d30ce28946d183086ea20f828692~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_39d3844260b24850ae8040802813936b~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c72d4c289444469fb5cf3bc845f55211~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c1a54b4892e44a7eaa00b2caa240e387~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_abf753d4ab2b483eaee91e08a94b32cd~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c1475097a36041f6bfb4162cf6f264a5~mv2.jpg"/><div>Douro e as suas castas - ViniLourenço</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e58f54d0f7a34e0a884b62b22619ac7f~mv2.jpg"/><div>Apesar de não ser grande conhecedor dos vinhos deste produtor, nem acompanhar muito o panorama dos vinhos do Douro no passado recente, achei muito interessante participar nesta mostra, ainda mais tratando-se de vinhos da sub-região do Douro Superior, em altitude, e um projecto que procura explorar e caracterizar vinhos monocastas de castas autóctones durienses, usadas maioritariamente em vinhos de lote, e muitas vezes desconhecidas do público em geral.</div><div>A primeira parte da prova consistiu em provar vinhos brancos sem madeira da colheita de 2017, um Rabigato, um Viosinho, um Donzelinho e um Samarrinho. Destaco o Rabigato, pelo seu nariz intenso e cheio de frescura, com um kick de acidez em boca, e o Viosinho, com mais volume de boca, mais presença, nariz com alguma fruta e floral, sendo mais profundo que os outros. Os outros monocastas gostaria de vê-los com atenção no futuro com mais colheitas, evolução de garrafa, mas felicito a aposta de risco na diferença e herança cultural.</div><div>A segunda parte da prova foi dedicada a tintos, Tinto Cão Reserva 2014, Touriga Nacional 2015, Tinta Roriz 2015 e Sousão 2015. Destaco o Tinta Roriz, que apesar de ser um vinho com mais concentração (apesar da cota alta de altitude), fornece tanino, adstringência, com identidade e pujança.</div><div>Em suma, foi uma tarde enófila muito bem passada, e não posso deixar de agradecer à organização, e em especial ao Luís Gradíssimo, por insistirem em apostar na região Centro, descentralizando esta tipologia de evento, mesmo com as dificuldades e resistências de todo esse processo organizativo.</div><div>Que venha o próximo Enóphilo de Coimbra, parabéns!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Maritávora N.° 5 Colheita Branco 2014</title><description><![CDATA[Brancos, dêem-me vinhos brancos, ando cada vez mais embebido por estes vinhos. Uma irredutível e incansável paixão de descoberta, vejo-me embrenhado em alguns dos terroirs de eleição, e pontualmente experimento algumas referências em regiões menos apetecíveis. Poderia dizer desta forma se procurasse falar num registo mais racional, mas vou optar por proferir, “mais condizentes com o meu perfil”. Vale o mesmo, mas fica mais educado dizer desta maneira. O Douro foi em tempos, a minha região de<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_12f44240f6a34ed193d34de6e5ae9bc5%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_12f44240f6a34ed193d34de6e5ae9bc5%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/05/30/Marit%C3%A1vora-N%C2%B0-5-Colheita-Branco</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/05/30/Marit%C3%A1vora-N%C2%B0-5-Colheita-Branco</guid><pubDate>Fri, 31 May 2019 14:04:16 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_12f44240f6a34ed193d34de6e5ae9bc5~mv2.jpg"/><div><div>Brancos, dêem-me vinhos brancos, ando cada vez mais embebido por estes vinhos. Uma irredutível e incansável paixão de descoberta, vejo-me embrenhado em alguns dos terroirs de eleição, e pontualmente experimento algumas referências em regiões menos apetecíveis. Poderia dizer desta forma se procurasse falar num registo mais racional, mas vou optar por proferir, “mais condizentes com o meu perfil”. Vale o mesmo, mas fica mais educado dizer desta maneira. O Douro foi em tempos, a minha região de eleição, e sempre que visito aquele local mágico e idílico tudo me sabe bem, não há volta a dar. Contudo a evolução e percurso pessoal tornou-me grosso modo desviante dos vinhos do Douro, e hoje consumo alguns vinhos de produtores específicos e sobretudo situados no Douro Superior, com Muxagat à cabeça. Os vinhos </div>Maritávora Craft Wines sempre acompanhei de perto e também de inserem nesse lote restrito. Desta vez decidi abrir um branco, colheita de 2014, o Maritávora N.º5. </div><div>Maritávora N.° 5 Colheita Branco 2014</div><div>A primeira impressão é de jovialidade e frescura que se confirmou no decurso de toda a prova. As vinhas estão situadas no Concelho de Freixo de Espada-à-Cinta, a cerca de 500 metros de altitude, em solo de xisto, o que permite incutir ao vinho mineralidade, alguma acidez e uma boca harmoniosa e completa. Com 5 anos não apresenta qualquer sinal de evolução negativa, muito pelo contrário, mostrando-se óptimo e num grande momento para consumo. Aqui não temos exacerbação de componente frutada, excelente balanço entre a fruta branca madura e as outras valências presente num vinho branco que lhe permite oferecer prazer e carisma à mesa, acidez, mineralidade e secura de boca. Um vinho muito decente pelo preço de mercado que apresenta, opção muito válida na região.</div><div>Castas: Códega do Larinho, Rabigato e Viosinho</div><div>Região: Douro</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 8,50€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_64556f83e1e84c06b77d03481a7f2325~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_849c9691bbd84fbea3965f82abd21c22~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Eulogio Pomares Maceración Con Pieles 2016</title><description><![CDATA[Este é um vinho que já comprei já há algum tempo, englobado numa senda de compras fora de portas na tentativa de descobrir abordagens distintas à uva alvarinho, sair um pouco do registo português, e perceber como os espanhóis trabalham o albarino. Diria que Eulogio Pomares está para o albarino galego como Anselmo Mendes está para o alvarinho de Monção e Melgaço. Ele é um dos obreiros dos grandes vinhos brancos na Galiza, mestria exímia a lidar com esta uva branca, apresentando-se ligado<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_60e5452f6bef4ada978e3a8d817ad93d%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_60e5452f6bef4ada978e3a8d817ad93d%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/05/23/Eulogio-Pomares-Maceraci%C3%B3n-Con-Pieles-2016</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/05/23/Eulogio-Pomares-Maceraci%C3%B3n-Con-Pieles-2016</guid><pubDate>Thu, 23 May 2019 07:15:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_60e5452f6bef4ada978e3a8d817ad93d~mv2.jpg"/><div><div>Este é um vinho que já comprei já há algum tempo, englobado numa senda de compras fora de portas na tentativa de descobrir abordagens distintas à uva alvarinho, sair um pouco do registo português, e perceber como os espanhóis trabalham o albarino. Diria que </div>Eulogio Pomares<div> está para o albarino galego como Anselmo Mendes está para o alvarinho de Monção e Melgaço. Ele é um dos obreiros dos grandes vinhos brancos na Galiza, mestria exímia a lidar com esta uva branca, apresentando-se ligado maioritariamente às Bodegas Zarate, uma casa centenária, de onde saem alguns dos melhores exemplares da região.</div></div><div>São vinhos de índole altamente gastronómica, de elevada mineralidade e frescura, e com presença e profundidade em boca invejáveis, salivantes. Quando começamos a lidar com algumas destas referências, desculpem-me o termo e salvaguardando excepções, começamos a olhar para alguns dos nossos alvarinhos como sendo um bocado &quot;amaricados&quot;. Já falei disso no passado, e o panorama a meu ver tem mudado bastante, com jovens produtores nacionais a revitalizarem a região vinícola do Minho, com abordagens qualitativas condizentes com o potencial da casta. Estamos a crescer, mas ainda estamos longe.</div><div><div>Este albarino, </div>Eulogio Pomares Maceración Con Pieles 2016<div>, pertence a uma série de vinhos de um projecto pessoal do enólogo e despertou-me a atenção por ser um vinho inserido na categoria dos orange wines, vinhos de curtimenta, que acaba por ser uma abordagem e um perfil diferente no albarino. Quis conhecer e beber, ainda mais um vinho vindo de um produtor de renome.</div></div><div>Eulogio Pomares Maceración Con Pieles 2016</div><div>É um vinho de cor âmbar, que se torna até difícil de avaliar pela sua singularidade, que considero arrebatador, e que vincula a meu ver, a casta albarino/alvarinho como uma casta branca nobre. Excelente nariz, algum floral rústico, mas não muito marcante, apresenta depois em boca uma excelente estrutura e envolvência conferindo-lhe volume e dimensão. O que me surpreende é a frescura que detém, que lhe concede uma elegância inesperada, com um final de boca fresco, mineral, afirmativo, sentindo-se por vezes um ligeira nota de mel, mas que não lhe retira a rugosidade característica dos albarinos de Eulogio Pomares. Merece ser aberto com antecedência e apreciado com a devida calma e atenção.</div><div>Grande vinho para ser partilhado à mesa!</div><div>Castas: Albarino</div><div>Região: Rias Baixas, Espanha</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 37€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_053cc3bd613b4662919edcfa73a066d0~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e6265d01c116451f8e4307d4d63dcce6~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Jean François Ganevat Les Chalasses Marnes Bleues 2015</title><description><![CDATA[O primeiro que diga que não deseja provar certos "rótulos" mente à descarada. Que se chegue à frente quem não concorde com esta afirmação. Todos nós, enófilos desmedidos, temos uma costela hipócrita, e por mais que digamos que não ligamos a certos rótulos, vinhos menos acessíveis e mais exclusivos, a verdade é que gostaríamos de os provar. Eu sou um novato nestas andanças, e dentro do perfil pessoal que tenho construído, Ganevat é um produtor que está no top de preferências daqueles vinhos<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_285bc505fb5a4919ad1b3138776e18a6%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_285bc505fb5a4919ad1b3138776e18a6%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/05/15/Jean-Fran%C3%A7ois-Ganevat-Les-Chalasses-Marnes-Bleues-2015</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/05/15/Jean-Fran%C3%A7ois-Ganevat-Les-Chalasses-Marnes-Bleues-2015</guid><pubDate>Wed, 15 May 2019 14:15:14 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_285bc505fb5a4919ad1b3138776e18a6~mv2.jpg"/><div>O primeiro que diga que não deseja provar certos &quot;rótulos&quot; mente à descarada. Que se chegue à frente quem não concorde com esta afirmação. Todos nós, enófilos desmedidos, temos uma costela hipócrita, e por mais que digamos que não ligamos a certos rótulos, vinhos menos acessíveis e mais exclusivos, a verdade é que gostaríamos de os provar. Eu sou um novato nestas andanças, e dentro do perfil pessoal que tenho construído, Ganevat é um produtor que está no top de preferências daqueles vinhos inscritos numa &quot;bucket list&quot;, uma obrigatoriedade pessoal de prova, quer seja para confirmar mitos, quer seja para desmistificá-los.</div><div><div>Ganevat é um nome incontornável em França e no Mundo, um produtor biodinâmico ultra-perfeccionista, que procura elevar e expressar ao máximo os terroirs e parcelas onde se situam as suas vinhas. É em Jura que o seu Domaine se situa, uma região localizada entre a Borgonha e a fronteira com a Suiça, e onde além do ubíquo Chardonnay, é com a uva </div>Savagnin que consegue alcançar o expoente máximo dos seus vinhos.</div><div>Jean François Ganevat Les Chalasses Marnes Bleues 2015</div><div>Da fraca amostra de vinhos Jura que já provei, este primeiro contacto com os vinhos do produtor claramente mostram uma elegância e fineza totalmente únicas, sem presença de marcadores oxidativos como verifiquei em em alguns Savagnin. Provém de vinhas centenárias, nariz muito rico, alguma manteiga, com muita complexidade, citrinos, fruta branca de caroço e notas vegetais, e em que sente também algum fruto seco, amêndoa. Em boca, consegue uma envolvência estrondosa, com uma acidez vibrante a acompanhar uma mineralidade invejável e um final de boca profundo, intenso, duradouro, arrebatante. É um vinho tão delicado mas ao mesmo tempo tão completo, tão cheio, replecto de textura e persistência. Estava à espera de um grande vinho, e apanhei um vinhaço, bebia disto todos os dias! É vinho de topo, ao nível dos melhores Grand Cru de Chablis.</div><div>Castas: Savagnin Blanc</div><div>Região: Côtes du Jura, França</div><div>Teor Alcoólico: 14% Vol</div><div>PVP: +/- 60€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_1a033e7090ff4a38b8c8c20d907e2746~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_893f393a4c1244b5a5f95afb88eb769b~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a595e7b5d8324b5ab4e5d4e0d167aacf~mv2.jpeg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>La Bruja de Rozas 2016</title><description><![CDATA[Quem como eu tem procurado por abordagens diferentes no país vizinho, procurando projectos vínicos com identidade forte e respeito pela herança, certamente já ouviu falar de Comando G Viticultores. É um produtor muito recente, só surgiu em 2008, uma união de forças e filosofias idênticas de dois homens, Dani Landi e Fernando García. O nome da empresa, Comando G, foram buscá-lo a uma série de desenhos animados muito famosa em Espanha nos anos 80.Obviamente os espécimes que nasceram e cresceram na<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_526725e5f46240418b71d807edc8b8ac%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_526725e5f46240418b71d807edc8b8ac%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/29/La-Bruja-de-Rozas-2016</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/29/La-Bruja-de-Rozas-2016</guid><pubDate>Mon, 29 Apr 2019 16:37:11 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_526725e5f46240418b71d807edc8b8ac~mv2.jpg"/><div>Quem como eu tem procurado por abordagens diferentes no país vizinho, procurando projectos vínicos com identidade forte e respeito pela herança, certamente já ouviu falar de Comando G Viticultores. É um produtor muito recente, só surgiu em 2008, uma união de forças e filosofias idênticas de dois homens, Dani Landi e Fernando García. O nome da empresa, Comando G, foram buscá-lo a uma série de desenhos animados muito famosa em Espanha nos anos 80.</div><div>Obviamente os espécimes que nasceram e cresceram na sua infância na década de 80 são uns predestinados a grandes feitos. Hoje, estes dois amigos e enólogos, fazem dos vinhos mais entusiasmantes de Espanha, em plena Serra de Gredos<div>, situada a menos de 100 km de Madrid, onde conseguiram recuperar e respeitar vinhas centenárias de altitude e de acessibilidade reduzida, completamente envolvidas em pedra e enraizadas em solos graníticos. São fortes impulsionadores da região, onde são porta-bandeira dos &quot;Garnacha de Gredos&quot;, e a sua visão cola-se à escola borgonhesa, com vinhos regionais, de parcelas, e os ditos crus. A sua ideia enológica de vinificação é a que procuro, mínima intervenção, com extracções muito suaves onde se tenta retirar o máximo partido da maturação lenta da uva após o seu ciclo vegetativo.</div></div><div>Este La Bruja de Rozas<div> é o gama de entrada de garnacha do produtor, e uma boa forma de aferir a qualidade patente nestes vinhos e projecto. Consiste num blend de várias vinhas em Puerto Real, sendo classificado como um Vino de Pueblo, o que os franceses gostam de apelidar de Vin de France, para fazer uma analogia grosseira.</div></div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_4e4d412d766348949dc5e8f9237349e5~mv2.jpg"/><div>Comando G - La Bruja de Rozas 2016</div><div>Ataque forte de fruta vermelha fresca, com todo o cesto de fruto vermelho maduro da época que possam imaginar! Cor ténue e translúcida, na boca tem volume e bom preenchimento, com tanino macio, boa acidez e frescura, algum álcool que pelo perfil de vinificação adoptado não se torna tão evidente. Um vinho que se mostra rico e complexo, isto porque, apesar de ser um vinho que flui no copo e se apresenta tão fácil de beber, por outro lado é enigmático, com bastante complexidade e por vezes difícil de decifrar.</div><div>Castas: Garnacha</div><div>Região: Madrid</div><div>Teor Alcoólico: 14,5% Vol</div><div>Preço: +/- 15€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_15c639aed4104389ba2eb828d31c6cf4~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_34c917bb36cb47ab822268851c212087~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_0e8a6e36297f4ab5982325a88755a00e~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Boina Branco 2016</title><description><![CDATA[É a primeira vez que bebo com a devida atenção um vinho pertencente ao projecto Portugal Boutique Winery, uma iniciativa de Nuno Aguiar e António Olazabal Ferreira. Até agora tinha tido provas muito fugazes em eventos, muito no registo toca e foge, muitas vezes por falta de tempo. Já tinha a garrafa em casa há algum tempo, juntamente com o Boina Tinto 2015, achei que este seria um bom momento de prova para o vinho, agora já com algum estágio e descanso em garrafa.Nariz com bastante frescura,<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_8d3d1bcffabc486c8499fad65b7712be%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_8d3d1bcffabc486c8499fad65b7712be%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/29/Boina-Branco-2016</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/29/Boina-Branco-2016</guid><pubDate>Mon, 29 Apr 2019 15:27:07 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_8d3d1bcffabc486c8499fad65b7712be~mv2.jpg"/><div>É a primeira vez que bebo com a devida atenção um vinho pertencente ao projecto Portugal Boutique Winery, uma iniciativa de Nuno Aguiar e António Olazabal Ferreira. Até agora tinha tido provas muito fugazes em eventos, muito no registo toca e foge, muitas vezes por falta de tempo. Já tinha a garrafa em casa há algum tempo, juntamente com o Boina Tinto 2015, achei que este seria um bom momento de prova para o vinho, agora já com algum estágio e descanso em garrafa.</div><div>Nariz com bastante frescura, citrinos e algum vegetal, num conjunto discreto e linear, nada de explosões frutadas pachorrentas. A boca é envolvida por uma acidez pujante, bem vivo, Rabigato a funcionar em pleno, com algum pó de giz e mineralidade elegante, conseguindo proporcionar um prolongamento de boca interessante, bastante secura.</div><div>Um vinho branco duriense que mostra carisma e alta aptidão gastronómica, tendo argumentos para ser flexível e abrangente neste aspecto. É na minha opinião, de grande valor na relação preço/qualidade para a gama onde se insere, algo por vezes difícil de encontrar nos vinhos brancos DOC Douro. Mas o que me apraz mesmo neste Boina Branco 2016 é que apetece beber de forma fluente, não cansa, algo que é sempre uma mais valia e o que procuro verdadeiramente num vinho. Não lhe tiro o chapéu, mas sim a boina, bom vinho e agradável proposta e projecto. Cheers!</div><div>Castas: Viosinho, Rabigato, Códega do Larinho </div><div>Região: Douro</div><div>Teor Alcoólico: 12% Vol</div><div>PVP: +/- 9,50€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_9cbe26d809ed4009b86c8acfb93bb4fa~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_99afaaadfcb64bc4a0974b3e40f8571a~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Lagar de Darei Grande Escolha Branco 2010 e Lagar de Darei Grande Escolha Tinto 2004</title><description><![CDATA[Hoje não estamos para mariquices e grandes alaridos, objectividade e celeridade no que vai ser dito de seguida. Felizmente ainda existem grandes produtores de vinhos em Portugal, que se vão mantendo afastados dos holofotes das passerelles, mas que nos presenteiam com vinhos que gostamos e nos dão mesmo prazer de beber. Na minha região eleita em Portugal, o Dão, são vários os exemplos de elegância e longevidade, e voltei a constatar isso, quando recentemente peguei em dois vinhos da Casa de Darei<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5b99804993324234baafba19b4bb77a3%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_5b99804993324234baafba19b4bb77a3%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/23/Lagar-de-Darei-Grande-Escolha-Branco-2010-e-Lagar-de-Darei-Grande-Escolha-Tinto-2004</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/23/Lagar-de-Darei-Grande-Escolha-Branco-2010-e-Lagar-de-Darei-Grande-Escolha-Tinto-2004</guid><pubDate>Wed, 24 Apr 2019 11:56:59 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5b99804993324234baafba19b4bb77a3~mv2.jpg"/><div><div>Hoje não estamos para mariquices e grandes alaridos, objectividade e celeridade no que vai ser dito de seguida. Felizmente ainda existem grandes produtores de vinhos em Portugal, que se vão mantendo afastados dos holofotes das passerelles, mas que nos presenteiam com vinhos que gostamos e nos dão mesmo prazer de beber. Na minha região eleita em Portugal, o Dão, são vários os exemplos de elegância e longevidade, e voltei a constatar isso, quando recentemente peguei em dois vinhos da</div> Casa de Darei (Mangualde), Lagar de Darei Grande Escolha Branco 2010 e Lagar de Darei Grande Escolha Tinto 2004. Uma pessoa é recente nestas andanças, e é ao pegar em vinhos assim, já com alguns anos de garrafa, que crescemos e evoluímos, aprendemos que nada sabemos afinal.</div><div>Lagar de Darei Grande Escolha Branco 2010</div><div>Nariz muito mineral, vegetal, discreto, não caindo numa expressividade abusiva o que me agrada. Em boca, bom preenchimento, volume, sem presença de carácter oxidativo, com acidez equilibrada, bastante seco, tudo muito bem casado, constituindo um excelente blend do Dão mais remoto. Bela expressão regional, elegância e rigor, vinhos que mostram um cunho próprio e identidade regional, para quem gosta de grandiosos vinhos de hoje, de ontem e de sempre. A Casa de darei pode não ser dos produtores mais comerciais do Dão mas é das mais genuínas e autênticas mantendo-se fiel aos seus princípios ao longo de décadas.</div><div>Castas: Malvasia-Fina, Encruzado, Cerceal-Branco, Verdelho</div><div>Região: Dão</div><div>Teor Alcoólico: 13,5% Vol</div><div>PVP: +/- 12€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a62efc9d6dde4729961a90c45f746f6c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e3211f100c0449c9a67613c7d902ab84~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_04c495dee3fd4426933a38581e8fac97~mv2.jpg"/><div>Lagar de Darei Grande Escolha Tinto 2004</div><div>Com cor muito intensa, é um vinho de tradição, nariz com alguma volátil mas que não me incomoda, advém da vinificação e processos tradicionais. Notas florais e vegetais a mostrar complexidade aromática. Mantém o carácter vinoso dos vinhos desta casa, boa estrutura, robusto mas macio ao mesmo tempo, mas fresco, já com alguma evolução mas muito agradável em boca pela acidez que evidencia, que o sustenta à mesa. Com o tempo de abertura foi decaindo e ficou mais flat, ainda assim com tanino robusto. Um vinho que é fiel à região não embandeirando em modas.</div><div>Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz</div><div>Região: Dão</div><div>Teor Alcoólico: 14,5% Vol</div><div>PVP: +/- 14,5€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2164584ec521457c96e718073dbe2143~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_004c30b1570944f39e67bea4e21ec2cc~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_d15b536cd9b74b929728cec7883fca15~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Quinta Várzea da Pedra Arinto 2015</title><description><![CDATA[Arinto é uma das nossas castas nobres, capaz de trazer singularidade e diferença aos vinhos nacionais, que evidenciam distinção e unicidade. O futuro qualitativo do panorama vínico em Portugal tem que se focar nas nossas castas, na nossa herança, é o que poderemos trazer de único para um mercado tão competitivo. A Quinta Várzea da Pedra situa-se no Bombarral, um projecto muito recente, os seus primeiros vinhos surgiram com a colheita de 2015, no qual se inclui este Arinto. A região, se formos<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_3f924b55787b4bb4bfc723a75852cd21%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/22/Quinta-V%C3%A1rzea-da-Pedra-Arinto-2015</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/22/Quinta-V%C3%A1rzea-da-Pedra-Arinto-2015</guid><pubDate>Mon, 22 Apr 2019 11:28:28 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_3f924b55787b4bb4bfc723a75852cd21~mv2.jpg"/><div>Arinto é uma das nossas castas nobres, capaz de trazer singularidade e diferença aos vinhos nacionais, que evidenciam distinção e unicidade. O futuro qualitativo do panorama vínico em Portugal tem que se focar nas nossas castas, na nossa herança, é o que poderemos trazer de único para um mercado tão competitivo. A Quinta Várzea da Pedra situa-se no Bombarral, um projecto muito recente, os seus primeiros vinhos surgiram com a colheita de 2015, no qual se inclui este Arinto. A região, se formos francos, nunca foi muita famosa nos vinhos de nicho e de produção de marca própria, aliás toda a região Oeste sempre foi virada para o grande consumo, grandes quantidades e qualidads menores, vinho a granel. Daí, sempre que surge algum projecto diferenciador, que aposte na dinamização qualitativa, devemos prestar a atenção devida e aplaudir.</div><div>Quinta Várzea da Pedra Arinto 2015</div><div>Um Arinto com nariz discreto, nada impositivo, focado na mineralidade, que possivelmente deverá estar agora num momento mais prazeiroso do que na sua fase mais inicial, visto ter um perfil mais fechado. É uma colheita que beneficiará pela certa com o tempo de garrafa. Mostra acidez bem forte, que em conjunto com alguma salinidade origina uma secura de boca interessante, salivante, mostrando bons argumentos à mesa. Uma boa proposta para acompanhar peixe grelhado da costa, e uma sugestão para quem pretende diversificar e ir um pouco além do óbvio, não estivéssemos nós na presença de um vinho DOC Óbidos.</div><div>Castas: Arinto</div><div>Região: Óbidos</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 9,50€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_16670f20f0cc41999605481f8c8671d3~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_1678601ddd124315bac4c3634577178a~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a332e69109d64851b558b83a68b1e35a~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Domaine Ostertag Vignoble d'E Riesling 2012</title><description><![CDATA[Comida picante, com características agridoces, sabores exóticos, são tudo pratos e gastronomia que aprecio bastante. A comida asiática fascina-me, conseguem com poucos recursos, inclusive pouca proteína, conceber pratos fabulosos, uso extremoso e genial das especiarias. No que toca a harmonizar esta cozinha com vinhos, os vinhos brancos com alguma doçura residual são escolhas imperativas, e de facto a minha experiência com o Riesling alsaciano, faz com que recorra bastantes vezes a estes vinhos<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_dffb3b767bc14d3fbe299f20e1382776%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_dffb3b767bc14d3fbe299f20e1382776%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/15/Domaine-Ostertag-Vignoble-dE-Riesling-2012</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/15/Domaine-Ostertag-Vignoble-dE-Riesling-2012</guid><pubDate>Tue, 16 Apr 2019 12:52:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_dffb3b767bc14d3fbe299f20e1382776~mv2.jpg"/><div>Comida picante, com características agridoces, sabores exóticos, são tudo pratos e gastronomia que aprecio bastante. A comida asiática fascina-me, conseguem com poucos recursos, inclusive pouca proteína, conceber pratos fabulosos, uso extremoso e genial das especiarias. No que toca a harmonizar esta cozinha com vinhos, os vinhos brancos com alguma doçura residual são escolhas imperativas, e de facto a minha experiência com o Riesling alsaciano, faz com que recorra bastantes vezes a estes vinhos como pares ideais à mesa. O Riesling da Alsácia classificado como mais seco, ainda assim, tem aquele açúcar residual inerente à uva e terroir, que aliado a uma acidez vincada e estrutural, permite uma harmonia ímpar com pratos picantes e especiados.</div><div>No conforto do lar ao fim-de-semana, decidi dar-e a uma experiência gastronómica, Caril Tailandês de Frango e Côco, acompanhado com Domaine Ostertag Vignoble d'E Riesling 2012. Adaptei a receita da Averie Cooks<div> que poderão consultar <a href="https://www.averiecooks.com/thai-chicken-coconut-curry/?fbclid=IwAR0sIMrHcxMeflyy0a4mBoNiYbuRPXQ0N4Ub8HAIJIbeKVBlLA0uzOLf-r8#">aqui</a>. </div></div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5ba45ce073b14693982cf05b8201293f~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c3e60856f5cf47aaae9cb75125f66d7e~mv2.jpg"/><div>O Domaine Ostertag<div> utiliza práticas biodinâmicas há décadas, certificadas desde 1998, contemplando cerca de 15 hectares de vinhas, distribuídas por mais de 80 parcelas e em vários povoados da região, onde se destacam Epfig, Nothalten, Itterswiller, Ribeauvillé e Albé. Neste Vignoble d'E, a letra &quot;E&quot; significa a aldeia de Epfig, e é das vinhas que rodeiam Epfig que provém o vinho. André Ostertag com esta referência de entrada pretende evidenciar mais a casta Riesling que o terroir em si, pese embora a filosofia de viticultura biodinâmica conseguir sempre fornecer complexidade e matéria ao vinho.</div></div><div>Domaine Ostertag Vignoble d'E Riesling 2012</div><div>Tem um nariz muito equilibrado, generoso e perfumado, com citrinos, algum floral e mel, sem sinal significativo de evolução. Em boca evidencia sabores cítricos a lima, toranja, alperce e maçã verde, com um muito ténue apontamento apetrolado, mas com grande acidez, de final mineral e longo. Este vinho resulta perfeitamente com o picante e especiaria do caril, ganhando o conjunto, equilíbrio e harmonia, não se sobrepondo o vinho ao prato, nem o prato ao vinho, ao fim de contas, o que se pretende sempre quando falamos de harmonização vinho/comida. Este Riesling mostrou também bom cabedal para acompanhar um Queijo Curado da Ilha de São Jorge, denotando excelência a envolver a salinidade presente no queijo.</div><div>Fermentação com leveduras indígenas e estágio de um ano sobre borras em tanques de inox.</div><div>Castas: Riesling</div><div>Região: Alsácia, França</div><div>Teor Alcoólico: 12,5% Vol</div><div>PVP: +/- 17.5€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_191c86de17a74decb2f16306620b114c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_9e0faecac63f4dcb91260ab0ff537d36~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b40fc3ef29694d09a35d83973f2b0a20~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_bd98e19fce52443faf5b7d26b338d8ee~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_47367abc57744ba18dd923ccb2e6aaa3~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Martín Códax Lías 2015</title><description><![CDATA[Com a entrada na Primavera, começam-se a perfilar alguns dos perfis de vinhos para a época quente. Os alvarinhos são excelentes para o período primaveril e de verão. Mariscos, peixe grelhado no forno, queijos semi-duros, estão na linha da frente nas harmonizações destes monocastas. O alvarinho é uma das nossas castas rainha, contudo ao longo dos anos incentivámos e continuámos a denegrir e rebaixar a sua imagem, injectando-lhe gás e o selo de vinho inferior. Felizmente o panorama tem mudado, e<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_d1fc308064d34f4493e5aa0da782999c%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/08/Mart%C3%ADn-C%C3%B3dax-L%C3%ADas-2015</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/08/Mart%C3%ADn-C%C3%B3dax-L%C3%ADas-2015</guid><pubDate>Mon, 08 Apr 2019 13:13:20 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_d1fc308064d34f4493e5aa0da782999c~mv2.jpg"/><div>Com a entrada na Primavera, começam-se a perfilar alguns dos perfis de vinhos para a época quente. Os alvarinhos são excelentes para o período primaveril e de verão. Mariscos, peixe grelhado no forno, queijos semi-duros, estão na linha da frente nas harmonizações destes monocastas. O alvarinho é uma das nossas castas rainha, contudo ao longo dos anos incentivámos e continuámos a denegrir e rebaixar a sua imagem, injectando-lhe gás e o selo de vinho inferior. Felizmente o panorama tem mudado, e temos assistindo à revitalização da casta e da região dos vinhos verdes, muitos e bons alvarinhos. Os espanhóis, com o seu albariño, têm conseguido uma dinâmica e história ímpares, conseguiram respeitar a herança e tradição, e de facto neste aspecto estão na linha da frente. Tenho provado muitos e bons albariños, o que me fez reflectir e entender que o fosso ainda existe, mas ao mesmo tempo concluir, que alguns e bons produtores nacionais conseguiram mudar maus vícios, apostando na qualidade e distinção. Veja-se os exemplos de Anselmo Mendes, Quinta do Regueiro, Quinta de Santiago, ou Quinta de Sanjoanne. Hoje já temos muito bom Alvarinho, já existindo a percepção que a qualidade e envelhecimento positivos em alguns destes vinhos podem perfeitamente coexistir com o vinho de corrente de consumo de massas.</div><div>Dito isto, venho falar de um albariño das Rias Baixas, das Bodegas Martín Códax, o Martín Códax Lías 2015, vinho que já bebi por diversas ocasiões, e que considero uma das melhores relações qualidade-preço neste segmento e perfil. É um vinho 100% albariño, vinhas oriundas da região do Val do Salnés, Rías Baixas<div>, tendo sido considerado recentemente pela Associação Espanhola Periodistas y Escritores del Vino (AEPEV), e pelo segundo ano consecutivo, como melhor vinho branco de Espanha sem barrica.</div></div><div>Martín Códax Lías 2015</div><div>Muito limpo no nariz, alguns citrinos, casca de toranja, mas onde se enaltecem algumas notas de fruta branca madura, como pêra e maçã. Esta intensidade e grandioso nariz a muito se deve o estágio sobre borras, com bâttonage nos primeiros 2 meses. Em boca, acrescenta ainda mais presença, afirmativo, com grande volume de boca, alguma untuosidade, um certo vegetal também, e bastante seco no final. Por vezes nota-se a presença de alguma panificação inerente à levedura. Toda esta complexidade tanto no aroma, como no paladar, está perfeitamente integrada numa acidez forte, dando lugar a um conjunto bastante fresco, e altamente gastronómico.</div><div>Castas: Albariño</div><div>Região: Rías Baixas, Espanha</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 16,50€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_50ee9112e1a246deb7db14bc7a99d2be~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_13cc1581577c4c819141ad7417470b26~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_f1f83662457e4997aca358d321f5a346~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a357077637a648fa886e47bdf55d88e2~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>António Madeira Colheita Tinto 2016</title><description><![CDATA[Mesmo para os mais distraídos, António Madeira é um nome cada vez mais no ouvido, muito falado e lido no panorama vínico nacional, um agitador de mentes e filosofia. Consequentemente, a marca António Madeira tem ganho notoriedade e visibilidade, mas não atrelada a injecções de marketing e publicidade, mas sim por manifesta qualidade do produto apresentado, vinhos do Dão de outros tempos, que nos remontam à essência, herança e virtuosismo dos antepassados. Quem conhece o António e os seus vinhos,<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e321ece1810541a2a826a69f53452ada%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_e321ece1810541a2a826a69f53452ada%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/05/Ant%C3%B3nio-Madeira-Colheita-Tinto-2016</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/05/Ant%C3%B3nio-Madeira-Colheita-Tinto-2016</guid><pubDate>Fri, 05 Apr 2019 14:25:40 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e321ece1810541a2a826a69f53452ada~mv2.jpg"/><div>Mesmo para os mais distraídos, António Madeira é um nome cada vez mais no ouvido, muito falado e lido no panorama vínico nacional, um agitador de mentes e filosofia. Consequentemente, a marca António Madeira tem ganho notoriedade e visibilidade, mas não atrelada a injecções de marketing e publicidade, mas sim por manifesta qualidade do produto apresentado, vinhos do Dão de outros tempos, que nos remontam à essência, herança e virtuosismo dos antepassados. Quem conhece o António e os seus vinhos, vê que o seu cavalo de batalha foca-se a 100% na paixão e determinação que manifesta em fazer renascer a tradição e cultura vínica dos seus antepassados.</div><div>Quando inscreve Dão nos seus rótulos, inscreve-o com toda a afirmação e genuinidade, demarcando-se de perfis mais industriais e descaracterizados que assolam a região e país. Faz vinhos como se faziam há décadas atrás, explorando vinhas de parcela em altitude na sub-região da Serra da Estrela, e onde o carisma das vinhas velhas é valorizado, mantendo e dinamizando práticas de viticultura biodinâmica, com respeito pelo terroir e ecossistema circundante, vinificações de intervenção minimalista, sem adições de produtos enológicos industriais. Ao fim ao cabo, confia e entrega o seu trabalho anual na vinha na fermentação espontânea das uvas que produz. Com isto consegue oferecer-nos vinhos autênticos, terrosos, replectos de marcadores primários expressivos, e com a premissa de um envelhecimento positivo em garrafa, tanto em tintos como em brancos.</div><div>António Madeira Colheita Tinto 2016</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_76f22a8f11414604b6059d78a1c7417c~mv2.jpg"/><div>O Colheita é o vinho tinto de entrada no portefólio António Madeira, estendo-se depois pelo Vinhas Velhas, A Palheira e o vinho de parcela A Centenária, a coqueluche. Este António Madeira Colheita 2016 segue o perfil dos anteriores, um carácter vinoso, pouca extracção elevando a frescura, fruta fresca limpa e elegante no nariz, evidenciando grande corpo e presença em boca, com acidez bem presente, forte mineralidade e carácter gastronómico invejável. É um tinto que apraz muito beber e que seca o palato, pede comida, além disso &quot;seca&quot; a garrafa num ápice, é extremamente fácil de beber. As uvas são oriundas de vinhas com cerca de 50 anos, uma mistura de castas autóctones, não se procedendo a adições e manipulações na vinificação. Muitos chamariam a isto &quot;vinho de autor&quot;, eu diria que o António não inventou nada, simplesmente replicou e respeitou as tradições, e a sua influência oriunda de França em muito contribui para isso. Nós, os portugueses, temos um hábito terrível, gostamos de destruir o nosso património material e imaterial.</div><div>Todos que me conhecem ou me seguem via Táscuela, sabem que sou um verdadeiro #daowinelover, vai daí aconselho a provarem os vinhos do António Madeira para perceberem e contactarem com o verdadeiro vinho de terroir, verdadeira expressão em bruto.</div><div>Castas: Blend</div><div>Região: Dão</div><div>PVP: +/- 14€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_88cd76f56a7746aeb0ca282f28c23f59~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_480ec210d2984fd9bae0bb680d1d2630~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_fad6444bd71642f98cd60c2da5abf552~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_9fffd67a2b614b7db893da953016ed61~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Suertes del Marqués Trenzado 2015</title><description><![CDATA[Trenzado é um vinho branco da Bodega Suertes del Marqués, um dos produtores mais reconhecidos nas Canárias, no Valle de La Orotava em Tenerife. Tenho acompanhado recentemente este projecto, e este é daqueles produtores que veio para ficar, que marca a diferença, respeita o terroir e a herança cultural. O Trenzado 2015 é constituído na maioria por uva Listán Blanco, mas também com uma pequena percentagem de Pedro Ximénez e outras castas autóctones, a que lhe atribuem o nome de "Vidueño"<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_6fbae46fdb154c2c855da92e0eb85fc8%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_6fbae46fdb154c2c855da92e0eb85fc8%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/01/Trenzado-2015</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/04/01/Trenzado-2015</guid><pubDate>Tue, 02 Apr 2019 16:21:49 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_6fbae46fdb154c2c855da92e0eb85fc8~mv2.jpg"/><div>Trenzado é um vinho branco da Bodega Suertes del Marqués<div>, um dos produtores mais reconhecidos nas Canárias, no Valle de La Orotava em Tenerife. Tenho acompanhado recentemente este projecto, e este é daqueles produtores que veio para ficar, que marca a diferença, respeita o terroir e a herança cultural. O Trenzado 2015 é constituído na maioria por uva Listán Blanco, mas também com uma pequena percentagem de Pedro Ximénez e outras castas autóctones, a que lhe atribuem o nome de &quot;Vidueño&quot; (Marmarjuelo, Gual, Vijariego Blanco, Verdello e Baboso Blanco). As vinhas de Listán Blanco e Pedro Ximénez ultrapassam os 100 anos de idade, enquanto que as parcelas de &quot;Vidueño&quot; são mais recentes, têm cerca de 15 anos. A fermentação alcoólica é repartida, 40% em tanques de cimento e baldes de plástico com as peles da uva, uma semelhança à nossa curtimenta, e os restantes 60% fermentam em barricas de carvalho francês de 500 litros. Depois no subsequente estágio, 20% repousa nos tanques de cimento e os restantes 80% em barricas de carvalho de francês de 500 litros, barricas essas de segundo, terceiro e quarto anos.</div></div><div>Este maravilhoso vinho branco, Trenzado, vai buscar o nome ao sistema de tranças usado nas Canárias, tradicional e único no mundo, &quot;El Cordon Trenzado&quot;, um cordão múltiplo com vários braços de vinhas entrelaçados em forma de trança. É um vinho genuíno, que tem génese selvagem, reveste-se de misticidade, distinto, obrigatório atestar o carácter intrigante e poder salivante que invoca na prova.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2ed6e6ed195b49e8b36b215d745a8b6b~mv2.jpg"/><div>Suertes del Marqués Trenzado 2015</div><div>O carácter vulcânico no aroma é bastante vincado, a cor apresenta-se ténue, esperava-a mais carregada. Sem qualquer marcador de evolução, algum enxofre no nariz. Na boca torna-se muito fino e elegante com bastante salinidade e presença, bom corpo e grande final de boca, a mostrar persistência e frescura. Considero este Trenzado uma jóia de vinho, muita matéria e essência, terroir num simples copo de vinho, um best buy, um vinho que todos os enófilos deveriam provar, frescura, complexidade, unicidade. Não é um vinho para todos os palatos, mas um vinho sem quaisquer dúvidas para grandes palatos.</div><div>Castas: 90% Listán Blanco, 6% Pedro Ximénez, 4% de outras casta nativas tais como Marmarjuelo, Gual, Vijariego Blanco, Verdello e Baboso Blanco</div><div>Região: Ilhas Canárias, Tenerife, Sub-Região do Valle de La Orotava</div><div>Teor alcoólico: 13,5% Vol</div><div>PVP: +/- 17€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_3f3d567a26ff4b678d7ad25fa448ea02~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_ab5efdeb3e854a7dad0237460d0d04b1~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_195a21ae733d4fab90a3a564f9c93020~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_584ac5db694b49629ffca3b71da5835d~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Arinto dos Açores “Sur Lies” 2014 - Azores Wine Company</title><description><![CDATA[A cor amarelo-dourado palha parece evidenciar numa primeira instância uma certa evolução oxidativa, e de facto sente-se no nariz uma certa oxidação, ténue, não incomodativa, que poderá até estar relacionada com o terroir vulcânico do Pico. Este Arinto dos Açores “Sur Lies” 2014, nas primeiras abordagens ao copo estranha-se, mas depois entranha-se, e acabo a interrogar-me se esta micro-oxidação não acrescentará algum valor ao vinho. Realmente torna-o interessante, o estágio Sur lies (em<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a64a5580ddbb4e5783dd137dddeb72e3%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_a64a5580ddbb4e5783dd137dddeb72e3%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/03/29/Arinto-dos-A%C3%A7ores-%E2%80%9CSur-Lies%E2%80%9D-2014</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/03/29/Arinto-dos-A%C3%A7ores-%E2%80%9CSur-Lies%E2%80%9D-2014</guid><pubDate>Fri, 29 Mar 2019 23:11:51 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a64a5580ddbb4e5783dd137dddeb72e3~mv2.jpg"/><div><div>A cor amarelo-dourado palha parece evidenciar numa primeira instância uma certa evolução oxidativa, e de facto sente-se no nariz uma certa oxidação, ténue, não incomodativa, que poderá até estar relacionada com o terroir vulcânico do Pico. Este </div>Arinto dos Açores “Sur Lies” 2014<div>, nas primeiras abordagens ao copo estranha-se, mas depois entranha-se, e acabo a interrogar-me se esta micro-oxidação não acrescentará algum valor ao vinho. Realmente torna-o interessante, o estágio Sur lies (em português, &quot;sobre as borras&quot;) confere-lhe mais estrutura, talvez com menos finesse e frescura que outros vinhos atlânticos, mas onde a acidez e salinidade lhe conferem alguma sustentação, aliada a um corpo mais complexo, volumoso, macio, traduzindo-se num vinho distinto e bastante diferente dos arintos do Continente. A complexidade aromática vulcânica é interessante, mas para ser muito franco, até esperava um maior impacto.</div></div><div>Em certas alturas no decorrer da prova, a minha inexperiência no perfil destes vinhos açorianos, conjugada por outro lado com um algum conhecimento empírico de prova de Riesling da Alsácia, fez-me lembrar o nariz e boca de alguns Rieslings daquela região francesa, aqueles mais secos, já com uns pares de anos de estágio, e sem aquela sensação de açúcar residual que alguns detêm.</div><div>Este é um ponto que achei por bem referenciar, pois a minha experiência com vinhos brancos dos Açores é diminuta, tanto em novos como com alguns anos de garrafa. Como sempre, uma descrição da minha experiência pessoal perante o vinho no copo. Cheers</div><div>Castas: Arinto dos Açores</div><div>Região: Ilha do Pico, Açores</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 32€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_69fe1749c275436f96aadaf34506f210~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5ce9ce980b394913a750df478096aa4d~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a5c73df3d9d34b9ca7b44b40eaae12e6~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_639367491aaf4b478caf807bf5aee62c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_169662056b81473b8c4f78df3972e479~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Marcado a Ferros Branco 2016</title><description><![CDATA[Eis uma das mais recentes referências do jovem enólogo e produtor Pedro Pimentel. Após o seu projecto pessoal ter despontado no panorama vínico nacional com o Tirado a Ferros, tinto e branco, mantém a sua irreverência e cria uma nova gama de vinhos, como que de irmãos mais novos falássemos, Marcado a Ferros, tinto e branco. Hoje falo do Marcado a Ferros Branco 2016, vinho que já tinha provado durante uma sessão descontraída com uma grupeta de enochatos, só que desta vez com calma e totalmente<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_7c38d5ce8e5b433a8ed620e811ce84c3%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_7c38d5ce8e5b433a8ed620e811ce84c3%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/03/21/Marcado-a-Ferros-Branco-2016</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/03/21/Marcado-a-Ferros-Branco-2016</guid><pubDate>Thu, 21 Mar 2019 14:48:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_7c38d5ce8e5b433a8ed620e811ce84c3~mv2.jpg"/><div>Eis uma das mais recentes referências do jovem enólogo e produtor Pedro Pimentel. Após o seu projecto pessoal ter despontado no panorama vínico nacional com o Tirado a Ferros, tinto e branco, mantém a sua irreverência e cria uma nova gama de vinhos, como que de irmãos mais novos falássemos, Marcado a Ferros, tinto e branco. Hoje falo do Marcado a Ferros Branco 2016, vinho que já tinha provado durante uma sessão descontraída com uma grupeta de enochatos, só que desta vez com calma e totalmente dedicado, provei-o no conforto do meu lar.</div><div>Marcado a Ferros Branco 2016</div><div>A temperatura é sua amiga, ganha em ser bebido não muito fresco, pelos 12 graus aproximadamente. Este foi um aspecto que notei no decurso da degustação, o vinho foi evoluindo. É um vinho muito correcto, inteiro, excelente harmonia e equilíbrio, tudo no sítio. No nariz alguma componente cítrica, floral, a lembrar flores brancas, um ligeiro mel, tudo muito subtil e coerente. Na boca apresenta aptidão gastronómica polivalente, com bom volume e acidez, de final persistente e longo, seco, captando a essência que qualquer vinho deveria ter, ou seja, acompanhar boa comida à mesa. Deparei-me com um binómio, uma certa leveza na boca mas ao mesmo tempo aquela untuosidade que o torna envolvente e bastante presente, cobrindo todo o palato. Não será dos brancos mais acessíveis tanto em preço como em disponibilidade de mercado, rondando os 18,50€ de P.V.P. em garrafeiras, mas a meu ver, vale muito a pena a descoberta, contém uma dose de autenticidade e carisma regionais, de tradição, respeitando e reproduzindo a viticultura e vinificação tradicionais, onde as uvas e o terroir falam por si.</div><div>Perante projectos audazes como este só temos de aplaudir. Cheers!</div><div>Castas:Blend de castas autóctones</div><div>Região: Dão</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 18,50€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5f67dc14a5e84f48b7aaca17be14e9d6~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c6f531cc72b2459cbcf8af9beafc0c3f~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>El Castro de Valtuille Tinto 2015</title><description><![CDATA[Não há malta mais chata e craque que os nossos amigos dos vinhos, somos todos os melhores, bebemos sempre a melhor colheita, nem que tenha sido a única que provámos. Gostas disso? Tens é de beber o 2013, esse é divinal. Ora 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e por aí fora, o que tenho concluído é que as colheitas têm originado sucessivamente grandiosos vinhos, quase sempre melhores que os precedentes. Conhecimento, tecnologia, e algum marketing estão na génese, mas eu até concordo pois é um facto<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_d41d307471e94d9fa3de630f0a7e7654%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_d41d307471e94d9fa3de630f0a7e7654%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/03/18/El-Castro-de-Valtuille-Tinto-2015</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/03/18/El-Castro-de-Valtuille-Tinto-2015</guid><pubDate>Mon, 18 Mar 2019 12:27:06 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_d41d307471e94d9fa3de630f0a7e7654~mv2.jpg"/><div><div>Não há malta mais chata e craque que os nossos amigos dos vinhos, somos todos os melhores, bebemos sempre a melhor colheita, nem que tenha sido a única que provámos. Gostas disso? Tens é de beber o 2013, esse é divinal. Ora 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e por aí fora, o que tenho concluído é que as colheitas têm originado sucessivamente grandiosos vinhos, quase sempre melhores que os precedentes. Conhecimento, tecnologia, e algum marketing estão na génese, mas eu até concordo pois é um facto inegável, os vinhos estão cada vez melhores. Já tinha ouvido falar das </div>Bodegas y Vinedos Castro Ventosa, inserida na rota dos vinhos de Bierzo, Vale de Valtuille, na província de Léon no Noroeste da região de Castilla y Léon. São vinhos e uma região cada vez com maior reconhecimento e muito tem contribuído o enólogo e produtor Raúl Pérez, que assina este vinho, e algumas referências da casa. O meu périplo por algumas regiões emergentes em Espanha continua, e não vejo forma de parar, a qualidade do que tenho bebido impede-me de tal.</div><div>El Castro de Valtuille Tinto 2015</div><div>Nariz muito nobre, grande ataque da fruta vermelha fresca, cativando-nos ao imediato, uma autêntica sedução e amor à primeira vista, pede-nos um golo, aí tentamos resistir e permanecemos um pouco mais a absorver esta frescura de aroma. Em boca vem a subtileza, um enorme preenchimento de boca, bastante secura e amplitude, permanece imenso tempo no palato, muita mineralidade com algum pó de giz, fantástico volume de boca que cobre todas as regiões sensitivas, ou seja oferece uma tremenda longevidade em boca, com uma acidez equilibrada a sustentar e a formar um vinho muito equilibrado e harmonioso, a reflectir o terroir onde se insere e as características da uva Mencía, a nossa Jaen.</div><div>Simplesmente genial e um vinho muito bem feito e autêntico, considero uma das melhores relações preço/qualidade dos tempos mais recentes, tendo em conta os vinhos que tenho provado num paradigma pessoal.</div><div>Castas: Mencía</div><div>Região: Bierzo, Espanha</div><div>Teor Alcoólico: 14% Vol</div><div>PVP: +/- 14,50€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_04d4b70b03b04dd2ba436b8e44deda90~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2c90aa0774f5497596a82111fcac8746~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Lomba dos Ares Tinto 2016</title><description><![CDATA[Vinho e gastronomia são duas coisas que convivem de mãos dadas, e sempre terão uma forte ligação e indissociável, aliás vinho sem comida não faz muito sentido, eu até vou mais longe, não faz qualquer sentido. A experimentação pessoal, e a definição de gosto tem-me levado para um perfil de vinhos menos comercial, e nesse registo e falando de vinhos tintos, a opção actual incide sobre tintos com pouca extracção, pouco álcool e concentração, com acidez e mineralidade que permitem obter vinhos<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_989b2bc021e4424fb765b8e32c0bc1f0%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_989b2bc021e4424fb765b8e32c0bc1f0%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/03/12/Lomba-dos-Ares-Tinto-2016</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/03/12/Lomba-dos-Ares-Tinto-2016</guid><pubDate>Tue, 12 Mar 2019 15:11:35 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_989b2bc021e4424fb765b8e32c0bc1f0~mv2.jpg"/><div>Vinho e gastronomia são duas coisas que convivem de mãos dadas, e sempre terão uma forte ligação e indissociável, aliás vinho sem comida não faz muito sentido, eu até vou mais longe, não faz qualquer sentido. A experimentação pessoal, e a definição de gosto tem-me levado para um perfil de vinhos menos comercial, e nesse registo e falando de vinhos tintos, a opção actual incide sobre tintos com pouca extracção, pouco álcool e concentração, com acidez e mineralidade que permitem obter vinhos elegantes e fáceis de beber, ou seja que nos dêem gozo de beber copo atrás de copo, não nos limitando e bebericar uns tímidos goles.</div><div>Além fronteiras, em Espanha, tenho obtido grandes experiências com tintos da Galiza, Ribeira Sacra <div>e Rias Baixas sobretudo. Vinhos feitos de forma tradicional respeitando a herança e terroir, com castas autóctones, muitos oriundos de vinhas velhas, e onde se procedem a intervenções e enologias minimalistas com o objectivo de reproduzir toda a essência e carácter do terroir. Tenho gostado de alguns produtores, onde encontro elegância, frescura, mineralidade e salinidade, tudo aspectos que valorizo num vinho tinto à mesa, e que permite uma boa harmonização com variadíssimos pratos no dia-à-dia. </div>Fedellos do Couto é um projecto que já falei por aqui em diversas ocasiões, com o seu branco Conasbrancas, ou o tinto de entrada Cortezada.</div><div>Hoje é altura de falar do Lomba dos Ares Tinto 2016, fruta fresca no nariz de enorme qualidade, mineral, expressividade na entrada de boca, e com apenas 12,5% volume de álcool tem uma grandiosa presença em boca sem descurar a elegância, salivante, guloso, com bom final de boca e uma acidez bem equilibrada, fiquei rendido. É isto que procuro num vinho, e Ribeira Sacra é uma região a reter!</div><div>Lomba dos Ares Tinto 2016</div><div>Castas: Lote de Mencia, Garnacha Tintorera, Negreda, Grao Negro, Bastardo, Caiño, Aramón, entre outras</div><div>Região: Ribeira Sacra, Espanha</div><div>Teor Alcoólico: 12,5% Vol</div><div>PVP: +/- 17€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_287b41c022374356ad588985660717ae~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b98f3b18d51b4c8481b0df2c8689d8c0~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Tazem Encruzado 2015</title><description><![CDATA[Acalmem-se as hostes, afinal há grandes vinhos no seio do povo. Muitos são os vinhos que têm caído no meu copo, nacionais e estrangeiros, alguns de acesso ubíquo, outros mais exclusivos. Mas aqui na banca falo, e sempre falarei, de bom vinho, numa esfera de opinião e crítica pessoal, independentemente da sua origem. Portugal ainda consegue oferecer óptimos vinhos a preços justos e condignos. Nesse aspecto o Dão está no topo, encontramos referências a menos de 5€ de altíssima qualidade, vinhos<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_8dc17af86e6949859de96a2352d5d5cf%7Emv2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_8dc17af86e6949859de96a2352d5d5cf%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/03/04/Tazem-Encruzado-2015</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/03/04/Tazem-Encruzado-2015</guid><pubDate>Mon, 04 Mar 2019 16:55:04 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_8dc17af86e6949859de96a2352d5d5cf~mv2.jpg"/><div>Acalmem-se as hostes, afinal há grandes vinhos no seio do povo. Muitos são os vinhos que têm caído no meu copo, nacionais e estrangeiros, alguns de acesso ubíquo, outros mais exclusivos. Mas aqui na banca falo, e sempre falarei, de bom vinho, numa esfera de opinião e crítica pessoal, independentemente da sua origem. Portugal ainda consegue oferecer óptimos vinhos a preços justos e condignos. Nesse aspecto o Dão está no topo, encontramos referências a menos de 5€ de altíssima qualidade, vinhos tremendos para o dia-à-dia, e de alto valor gastronómico. As Adegas Cooperativas muitas vezes são menosprezadas, e eu até entendo em parte esta generalização, já tive várias más experiências com algumas, mas no que toca a Vila Nova de Tazem, meus caros, encontramos autênticas pérolas na relação qualidade/preço.</div><div>Tazem Encruzado 2015</div><div>Recentemente bebi o Encruzado <div>da colheita de 2015, acompanhou uma feijoada de chocos, e a garrafa evaporou, soube a pouco, mais eu tivesse. Este terroir das encostas da Serra da Estrela formou uvas que deram lugar a um vinho com frescura, acidez equilibrada, de aromas delicados de fruta cítrica fresca, com um volume de boca correcto, seco, guloso e salivante. A mineralidade granítica coloca o carimbo de qualidade em mais uma referência desta região vinícola.</div></div><div>Não nasci na sub-região da Serra da Estrela, não tenho raízes familiares por lá, mas tenho muito apreço pelas gentes que nos proporcionam estes pequenos prazeres. Parabéns.</div><div>Castas: Encruzado</div><div>Região: Dão</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 4,50€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_348460273e38472fb2b0e22763d89b9a~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a39cfdf2ef1d446997721e4d26b5c999~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_09e73d3642844e7a9fe0bb1296e6c8f9~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_3f62aa43d1e449aa86c15977b0fd2e7a~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>El Lance 7 Fuentes 2016</title><description><![CDATA[Muito fresco, pouco álcool, alguma sensação funky de redução no nariz que associo e considero inerente ao terroir vulcânico, mas que passa com uma ligeira e rápida decantação. Este aspecto sensorial na prova não se pode dissociar do carácter vulcânico dos vinhos das Canárias. Contudo este El Lance é muito mais que um vinho vulcânico, exibe uma salinidade belíssima e carismática, sedoso em boca, algum fósforo, desafiando-nos a quebrar barreiras. A abordagem enológica de intervenção minimalista na<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_244c964000c24c6ba77c80eb2ec4699f%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg/v1/fill/w_489%2Ch_367/d82464_244c964000c24c6ba77c80eb2ec4699f%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/02/20/El-Lance-7-Fuentes-2016</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/02/20/El-Lance-7-Fuentes-2016</guid><pubDate>Tue, 26 Feb 2019 15:13:42 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_244c964000c24c6ba77c80eb2ec4699f~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div><div>Muito fresco, pouco álcool, alguma sensação funky de redução no nariz que associo e considero inerente ao terroir vulcânico, mas que passa com uma ligeira e rápida decantação. Este aspecto sensorial na prova não se pode dissociar do carácter vulcânico dos vinhos das Canárias. Contudo este </div>El Lance é muito mais que um vinho vulcânico, exibe uma salinidade belíssima e carismática, sedoso em boca, algum fósforo, desafiando-nos a quebrar barreiras. A abordagem enológica de intervenção minimalista na vinificação, aliada a um perfil pouco extractivo e pouca concentração, permite obter vinhos com tremenda frescura e carregados de essência. É o primeiro tinto que bebo das Bodegas Suertes del Marqués, e fiquei rendido ao conceito.</div><div>Os vinhos Bodegas Suertes del Marqués estão inseridos geograficamente no Valle de la Orotava, a Norte da ilha de Tenerife. Este El Lance muda com cada colheita, procurando-se escolher as castas e uvas que melhor se apresentam naquele ano. A colheita de 2016 é um lote de castas autóctones, onde domina o Listán Negro, mas onde estão presentes variedades como Vijariego, Tintilla, Baboso Negro e Malvasia Rosada. As uvas são provenientes de diferentes parcelas de solos de origem vulcânica, entre 300 e 650 metros de altitude e com idades variando de 60 a mais de 100 anos, aldeias e povoados distintos, numa colaboração entre produtores locais. As parcelas destinadas aos vinhos Suertes del Marqués fermentam de forma natural e isoladamente em tanques de cimento a temperatura controlada. No final da fermentação, o vinho é transferido para tonéis de madeira de 500 litros onde realiza a fermentação maloláctica e é envelhecido durante 9 meses sobre borras. O Suertes del Marqués El Lance 2016 é engarrafado sem qualquer colagem ou filtragem.</div><div>Suertes del Marqués El Lance 7 Fuentes 2016</div><div>Castas: Listán Negro, Vijariego, Tintilla, Baboso Negro e Malvasia Rosada</div><div>Região: Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 15€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2b6e79d7ee0e469983b65f53e2249f46~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_36d0d3f40bda4ae7b7edd938ff3b70cf~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_f7ab38c8ee564511b3cca7f0105ca951~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><div>Existe um pormenor muito interessante, o sistema trenzado das videiras, um cordão trançado tradicional, único no mundo. Fica a referência a um site da C.R.D.O do Valle de La Orotava.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_447111984ccd4eada78596de7d99fb62~mv2.jpg"/><div>Foto: www.gobiernodecanarias.org</div><div>&quot;Durante séculos, o Valle de La Orotava preservou o sistema tradicional de condução de cordões múltiplos, fazendo parte do património paisagístico da área local, que aparece nas encostas do Teide e produz os vinhos da Denominação de Origem Valle de La Orotava, uma singularidade especial. O cordão trançado tradicional é único no mundo e é uma trança que é feita com brotos de videira. A altura do solo é de 0,60 a 0,80 metros. O comprimento das videiras varia de 3 a 4 metros em locais estreitos a 15 metros se a videira é velha e tem bastante vigor. Era usado na sua origem como forma de aproveitamento de espaço útil de vinha. Implica um grande trabalho manual em todas as suas etapas, desde a poda até a colheita, uma vez que são a pé francamente e a singularidade do terroir faz do cordão trançado uma tarefa artesanal.&quot; </div><div>Retirado e adaptado de <a href="http://www.dovalleorotava.com/cultivos/cordon-trenzado">www.dovalleorotava.com/cultivos/cordon-trenzado</a></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Álvaro Castro Reserva Encruzado 2012</title><description><![CDATA[São áureos os tempos que decorrem nesta banca tasqueira. O critério, perseverança, e esforço na guarda de alguns vinhos, tem permitido obter experiências fabulosas e enriquecedoras. Que se lixem os eventos e provas de vinhos novos em série, as feiras das vaidades e afins, no final de contas o que nos resta é uma boa garrafa de vinho à mesa e em boa companhia de preferência, experiências únicas de degustação. O prazer que se retira de uma garrafa de vinho, em especial das referências que se<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_3d85be6503144f65865a55ec8b3e1629%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_3d85be6503144f65865a55ec8b3e1629%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/02/20/%C3%81lvaro-Castro-Reserva-Encruzado-2012</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/02/20/%C3%81lvaro-Castro-Reserva-Encruzado-2012</guid><pubDate>Wed, 20 Feb 2019 15:21:34 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_3d85be6503144f65865a55ec8b3e1629~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div>São áureos os tempos que decorrem nesta banca tasqueira. O critério, perseverança, e esforço na guarda de alguns vinhos, tem permitido obter experiências fabulosas e enriquecedoras. Que se lixem os eventos e provas de vinhos novos em série, as feiras das vaidades e afins, no final de contas o que nos resta é uma boa garrafa de vinho à mesa e em boa companhia de preferência, experiências únicas de degustação. O prazer que se retira de uma garrafa de vinho, em especial das referências que se enviam para a cave para degustar mais tarde, é uma experiência multicultural e multidimensional complexa.</div><div><div>Há o aspecto mundano inerente à prova do vinho propriamente dito, mas existe também a componente histórica e cultural da origem do mesmo, e por fim a expectativa que detemos perante a prova e o prazer que advém desse mesmo momento. Um exercício de gestão expectativa/realidade. Quando se adquire o gosto pelos vinhos, tende-se a constituir uma garrafeira própria vasta, a aposta no envelhecimento positivo de certas referências, e a confirmação ou não desse feeling e pressuposto uns anos mais tarde. Os últimos meses têm sido fantásticos neste aspecto, e no que toca a este </div>Álvaro de Castro Reserva Encruzado 2012, têm sido várias as garrafas que tenho virado. Atingiu um patamar evolutivo que considero para além do ponto de inflexão óptimo para consumo, mas para o meu cunho pessoal, mostra uma complexidade tremenda, um conjugar de nuances primárias da fruta madura, aliadas a notas secundárias do estágio e terciárias provenientes do envelhecimento em garrafa, tornando-o rico, guloso, e apaixonante.</div><div>Vai daí meus caros, é rapar e dar cabo de todas as garrafas que existem lá por casa. Não esquecer que na generalidade procuramos um conjunto que tende de ser harmonioso, e a acidez crocante está lá, a fornecer amplitude, dimensão e prolongamento de boca, a sustentar este grande Encruzado.<div> E isto só se consegue com terroir, temos Dão carai! </div></div><div>Álvaro Castro Reserva Encruzado 2012</div><div>Castas: Encruzado</div><div>Região: Dão</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 13€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_394eaa6116c44844bfaf56c34e7e33f8~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Boango Tinto 2013</title><description><![CDATA[A eterna discussão de tinto ou não com bacalhau, algo semelhante de passa com a sardinha. A meu ver a harmonização de tinto com bacalhau não é a ideal, nem é a primeira coisa que me vem à cabeça quando escolho um vinho para beber com estes pratos, mas como se costuma dizer. nisto das harmonizações, a opinião de cada um vale o que vale. Existem regras básicas, algumas maridagens vinho com comida são impensáveis, contudo gosto de arriscar de vez em quando, se bem que para mim um branco gordo e com<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_044ed34bc3ac43fa9de70a23b6188a7d%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_044ed34bc3ac43fa9de70a23b6188a7d%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/02/14/Boango-Tinto-2013</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/02/14/Boango-Tinto-2013</guid><pubDate>Thu, 14 Feb 2019 12:36:38 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_044ed34bc3ac43fa9de70a23b6188a7d~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div><div>A eterna discussão de tinto ou não com bacalhau, algo semelhante de passa com a sardinha. A meu ver a harmonização de tinto com bacalhau não é a ideal, nem é a primeira coisa que me vem à cabeça quando escolho um vinho para beber com estes pratos, mas como se costuma dizer. nisto das harmonizações, a opinião de cada um vale o que vale. Existem regras básicas, algumas maridagens vinho com comida são impensáveis, contudo gosto de arriscar de vez em quando, se bem que para mim um branco gordo e com algum estágio, harmoniza sempre bem com bacalhau. Decidi experimentar este </div>Boango 2013 quando recorri à garrafeira para escolher vinho para acompanhar bacalhau assado. No que respeita ao tinto com bacalhau, se o bacalhau tiver bastante alho, a interacção deste ingrediente com o tanino torna-se estranha, e em algumas circunstâncias, sinistra. Há que acautelar.</div><div>Boango Tinto 2013</div><div>Quanto ao Boango, o tempo em garrafa deu-lhe equilíbrio e maturidade, bebido a solo, e depois com a comida, mostrou altíssimo valor, ainda com aquele carácter rústico que gosto, rico, notória presença da Touriga Franca (minha aposta), tanino médio mas já bem integrado, sem percepção alcoólica nem concentração ou sobrematuração, aspectos hoje muito presentes no perfil da região. Um Douro que evidencia alguma frescura e a perpetuar longevidade de guarda. O Hugo Oliveira e Silva faz bons vinhos, e além de jovem enólogo é um dos pequenos produtores durienses que procura aliar o carácter regional dos vinhos à qualidade e distinção, não embarcando em modas.</div><div>Castas: Lote de castas tintas durienses</div><div>Região: Douro</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 9€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a86f4d7309e74dbd88cc070b3b5a3c0a~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_6bebdf875a134775a733a5bf762825d2~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b651ccae1cd440f2b955f70aba9147e4~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Quinta dos Carvalhais Encruzado 2007</title><description><![CDATA[Quinta dos Carvalhais é um marco e nome com história do Dão, actualmente pelas mãos da gigante Sogrape. Este encruzado já com 12 anos no pêlo, mostra-se um vinho marcado positivamente pela evolução, principalmente em boca. Boa acidez e volume, sem grande percepção de barrica nova, neste caso o processo evolutivo engrandeceu e deu maior harmonia na prova. Isto porque estes encruzados Quinta dos Carvalhais em novos são muito marcados pelo estágio em madeira. Os vinhos com os anos em garrafa<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_93f3f7f9e4c0471f905a46c62f8fc572%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_93f3f7f9e4c0471f905a46c62f8fc572%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/02/11/Quinta-dos-Carvalhais-Encruzado-2007</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/02/11/Quinta-dos-Carvalhais-Encruzado-2007</guid><pubDate>Mon, 11 Feb 2019 12:24:19 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_93f3f7f9e4c0471f905a46c62f8fc572~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div>Quinta dos Carvalhais é um marco e nome com história do Dão, actualmente pelas mãos da gigante Sogrape. Este encruzado já com 12 anos no pêlo, mostra-se um vinho marcado positivamente pela evolução, principalmente em boca. Boa acidez e volume, sem grande percepção de barrica nova, neste caso o processo evolutivo engrandeceu e deu maior harmonia na prova. Isto porque estes encruzados Quinta dos Carvalhais em novos são muito marcados pelo estágio em madeira. Os vinhos com os anos em garrafa envelhecem, prefiro o termo evolução, decorrendo reacções químicas que alteram as suas características organolépticas. No caso deste Quinta dos Carvalhais Encruzado 2007, consegue-se a meu ver, uma degustação mais aprazível bebendo-o agora do que em idade jovem. Um equilíbrio e harmonia mais condizentes com o meu gosto pessoal, motivo pelo qual opto por beber estas referências um pouco mais tarde.</div><div>Quinta dos Carvalhais Encruzado 2007</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e1e84aa9436f4e729c340876ca213925~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div>No nariz a evolução já é notória, marcando presença, com o lado vegetal a revelar-se. Em boca é gordo e volumoso com estrutura e competência para pratos mais exigentes, já com bastante complexidade, onde as notas baunilhadas da madeira nova deram lugar a tostados muito discretos, algum fruto seco e especiaria. A isto junta-se a fruta branca de caroço &quot;madurona&quot;, a subtileza e nobreza da casta, formando-se um conjunto idílico, em que a acidez está bem viva, ainda crocante, forte mineralidade, profundidade e um prolongamento de boca distinto. Uma vez mais é Dão, é elegância, longevidade e identidade. #vikings</div><div>Castas: Encruzado</div><div>Região: Dão</div><div>Teor Alcoólico: 13,5% Vol</div><div>PVP: +/- 15€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c45103fbc3a14d6998177e5bc51af338~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_570fe4b810624aa3966eeb4a4b256e76~mv2_d_3868_2899_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Sciala Vermentino di Gallura Superiore 2016 - Massa de frango e espinafres na frigideira com limão e queijo parmesão</title><description><![CDATA[As segundas-feiras não têm que ser necessariamente aborrecidas e difíceis. E sei do que falo, para alguém que trabalhou o fim-de-semana inteiro, em dia de folga, sabe bem sair da rotina, sempre física e psicologicamente desgastantes. Assim, sacudindo a remela dos olhos, decidi ir à garrafeira sacar um qualquer vinho para o almoço. Foi então que olhei para este Sciala, um vinho que trouxe em 2017 das minhas férias na Sardenha (ver aqui) e que foi adquirido no produtor, Vigne Surrau, aquando de<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_96965fe2676844cbbb1e6e918679324a%7Emv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_651/d82464_96965fe2676844cbbb1e6e918679324a%7Emv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/02/04/Sciala-Vermentino-di-Gallura-Superiore-2016---Massa-de-frango-e-espinafres-na-frigideira-com-lim%C3%A3o-e-queijo-parmes%C3%A3o</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/02/04/Sciala-Vermentino-di-Gallura-Superiore-2016---Massa-de-frango-e-espinafres-na-frigideira-com-lim%C3%A3o-e-queijo-parmes%C3%A3o</guid><pubDate>Mon, 04 Feb 2019 18:11:22 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_96965fe2676844cbbb1e6e918679324a~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><div>As segundas-feiras não têm que ser necessariamente aborrecidas e difíceis. E sei do que falo, para alguém que trabalhou o fim-de-semana inteiro, em dia de folga, sabe bem sair da rotina, sempre física e psicologicamente desgastantes. Assim, sacudindo a remela dos olhos, decidi ir à garrafeira sacar um qualquer vinho para o almoço. Foi então que olhei para este Sciala<div>, um vinho que trouxe em 2017 das minhas férias na Sardenha (<a href="https://www.tascuela.com/single-post/2017/12/02/Vinhos-da-Sardenha-o-lado-menos-conhecido-da-Ilha">ver aqui</a>) e que foi adquirido no produtor, </div>Vigne Surrau, aquando de uma visita à Adega. Trata-se de um Vermentino di Gallura DOCG, provavelmente a zona de onde são provenientes os melhores Vermentinos da ilha, bem lá em cima no Norte. Acabam por ser, no âmbito destes vinhos monocasta, exemplares mais distintos e elegantes, que conseguem expressar uma salinidade e acidez por vezes interessantes. Como são vinhos ainda pouco conhecidos conseguem-se bons preços, tanto junto dos produtores como em garrafeiras.</div><div>Decidida a escolha deste vinho, há que tratar da refeição. Massas italianas é o que me vem à cabeça no imediato, mas pretendo algo simples, rápido, saudável, contudo saboroso. Iphone na mão, uma pesquisa na App da Yummly e lá encontro algo que se enquadra no que pretendo, e sobretudo que harmonize bem com o vinho. Deixo o link a quem estiver interessado <a href="http://www.eatingwell.com/recipe/267768/chicken-spinach-skillet-pasta-with-lemon-parmesan/">(EatingWell - Chicken &amp; Spinach Skillet Pasta with Lemon &amp; Parmesan)</a>. À receita acrescentei nozes e sementes no final aquando do empratamento.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b1d2c6437fb14600b304b23dfcebedae~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><div>Sciala Vermentino di Gallura DOCG Superiore 2016</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e7e0bd8375f44a4e903a824f0bab50e7~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div>Antes de tudo, enquadrando a prova, estamos na presença de um terroir em pleno mar mediterrânico, um clima quente e seco, com ventos marítimos e amplitude térmica elevada, com noites frias e dias quentes.</div><div>Este Sciala possui um ADN claramente frutado, aromas vivos mas elegantes de frutas e flores brancas, pêra, maçã verde, alguns citrinos e toranja. Em boca revelou corpo médio, mas com prova bastante complexa, notável prolongamento em boca, com um toque amargo, também uma ligeira cremosidade crocante a transmitir um ligeiro carácter vegetal e salino que limpa o palato. Um bom equilíbrio entre fruta, estrutura e álcool.</div><div>Eu não sou nenhum expert na cozinha e safei-me, por isso por vezes basta tentar sair da zona de conforto. Cheers!</div><div>Castas: Vermentino</div><div>Região: Sardenha, Itália</div><div>Teor Alcoólico: 14% Vol</div><div>PVP: +/ 17€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_11c7b5d990f842d7942246546df0fc20~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_fc9a0c6417a148eda85f7f5a3d5f3612~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_244cecc1e2e142b3bed41fba8be2901c~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_f47c74fbfbfe49bdb28b11e7c5d5d1a0~mv2_d_2320_3088_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c42350cebc8c4036a29bcf731b473faf~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_d41529e86c484e8ba50c1a668718c5b2~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_abbdde899a294aa995c6dd9bc568ae31~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Robert Klingenfus Pinot Gris Grand Cru Bruderthal 2014</title><description><![CDATA[Foi no decorrer de 2018, em pleno mês de Maio, que visitei a Alsácia. Algo que já falei e escrevi por aqui e se tiverem curiosidade de dar uma olhada, poderão seguir neste link (Alsácia o Berço do Riesling). Durante a minha estadia acabei por fazer a tradicional Rota dos Vinhos da Alsácia, percorrendo vilas e locais históricos e de culto, paisagens e arquitectura pitorescas, e as respectivas vinhas e produtores de renome. Fiquei sediado em Molsheim, mais a Norte, perto de Estrasburgo, célebre<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e273656742b040ceacdead6f7c8e601a%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_e273656742b040ceacdead6f7c8e601a%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/02/01/Robert-Kingenfus-Pinot-Gris-Grand-Cru-Bruderthal-2014</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/02/01/Robert-Kingenfus-Pinot-Gris-Grand-Cru-Bruderthal-2014</guid><pubDate>Fri, 01 Feb 2019 22:47:51 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_e273656742b040ceacdead6f7c8e601a~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div><div>Foi no decorrer de 2018, em pleno mês de Maio, que visitei a Alsácia. Algo que já falei e escrevi por aqui e se tiverem curiosidade de dar uma olhada, poderão seguir neste link (<a href="https://www.tascuela.com/single-post/2018/09/05/Als%C3%A1cia-o-ber%C3%A7o-do-Riesling">Alsácia o Berço do Riesling</a>). Durante a minha estadia acabei por fazer a tradicional Rota dos Vinhos da Alsácia, percorrendo vilas e locais históricos e de culto, paisagens e arquitectura pitorescas, e as respectivas vinhas e produtores de renome. Fiquei sediado em Molsheim, mais a Norte, perto de Estrasburgo, célebre sobretudo por ser o local onde se fabricam os carros Bugatti. No último dia de estadia vagueei pela localidade à procura de um produtor local, daqueles que não fizessem parte das grandes referências, mas que tivessem vinhos próprios para prova, vinhos de garagem. Foi então que encontrei o </div>Domaine Robert Klingenfus, fui muito bem recebido e tive o prazer de fazer uma prova do seu portefólio vínico, tudo em ambiente informal, uma autêntica mostra de portas abertas. Entre outros vinhos, comprei um vinho branco da casta Pinot Gris, Robert Klingenfus Pinot Gris Grand Cru Bruderthal 2014. É um vinho obtido de uma das melhores parcelas do produtor, Bruderthal.</div><div>A uva Pinot Gris deriva geneticamente da Pinot Noir mediante mutação, sendo uma uva com cor mais colorida do que habitual, podendo ser rosada ou até escura. O próprio nome Gris, diz tudo, cinzento.</div><div>Robert Klingenfus Pinot Gris Grand Cru Bruderthal 2014</div><div>Castas: Pinot Gris</div><div>Região: Alsácia, França</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 14€ (no produtor)</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_f0adc398008d450793439ecd90327cf9~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div>Cor amarelo dourado, alguma viscosidade. Estando as vinhas localizadas em pleno coração da Alsácia, clima continental frio, consegue-se a acidez e frescura ideais para o desenvolvimento e optimização desta casta, que neste Grand Cru revela uma ligeira expressividade floral a par com a fruta madura, alperce, pêssego, maçã e algum fruto tropical. Nesta versão molleux, semi-doce, a característica melosa está bem compensada com a frescura e acidez incutida a estes vinhos, notável volume e comprimento de boca, conduzindo a uma exímia harmonização com pratos exóticos. Importante referir que são vinhos distintos e não fáceis de encaixar num consumidor menos habituado a este perfil, mas possuem uma riqueza extraordinária, e a correcta harmonização permite uma melhor experiência degustativa. Daí ter escolhido um prato que habitualmente faço, aliás deve ser dos poucos que &quot;inventei&quot; e sei fazer bem. Deixo a dica!</div><div>Bifes de Perú (cortados grosseiramente em pedaços por mim)</div><div>com leite de côco, caju, gambas e pimentos, acompanhado com arroz basmati e manga laminada.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_d067badd3c7444bba2f42d9fe77cccf1~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5d3cd4e554e84585896d1b8405278818~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_451142a0535a48cc86f2c0b2a6f27dae~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2e17cb6ccd854be39b996be31ee136d5~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div>Domaine Robert Klingenfus (Maio 2018)</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_7ca8e849febc4de3a4c73ec79577faca~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_789a321b46c341bc8f12fc5e34652805~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_0a70f9eed6e440968a5cd39efa79c169~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_def07491fcc94bada6426e274ce511fb~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Sarmentu Tinto 2015 - Quinta da Nespereira</title><description><![CDATA[Vivemos numa era em que as novidades brotam a todo o minuto, novas colheitas, novas referências, vinhos que chovem de todo lado. Isto quer seja pela dinâmica de criar novos perfis de consumo, ou pelo seguimento de tendências e modas, tudo é tão repentino e fértil que deixamos cair em esquecimento a verdadeira essência e razão disto tudo, o vinho. O dito vinho autêntico, democraticamente acessível, e que reflecte toda a componente cultural e social que herdámos.O enófilo, consciente umas vezes e<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5036462458e641379a3bcbbda0265bdd%7Emv2_d_3521_2639_s_4_2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_5036462458e641379a3bcbbda0265bdd%7Emv2_d_3521_2639_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/01/24/Sarmentu-Tinto-2015</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/01/24/Sarmentu-Tinto-2015</guid><pubDate>Tue, 29 Jan 2019 08:10:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5036462458e641379a3bcbbda0265bdd~mv2_d_3521_2639_s_4_2.jpg"/><div>Vivemos numa era em que as novidades brotam a todo o minuto, novas colheitas, novas referências, vinhos que chovem de todo lado. Isto quer seja pela dinâmica de criar novos perfis de consumo, ou pelo seguimento de tendências e modas, tudo é tão repentino e fértil que deixamos cair em esquecimento a verdadeira essência e razão disto tudo, o vinho. O dito vinho autêntico, democraticamente acessível, e que reflecte toda a componente cultural e social que herdámos.</div><div>O enófilo, consciente umas vezes e inconscientemente noutras, procura a novidade e exclusividade, caindo no ridículo de não apreciar devidamente o que está ali mesmo em frente aos seus olhos e que é de acesso universal. Venho falar de um vinho que adquiri para a minha garrafeira felizmente a bom tempo, e que vai na hora me apraz muito beber. Sempre que abro uma garrafa, constato como bem se comporta um vinho simples e de entrada de gama. Costumo dizer em tom de brincadeira que é um autêntico tira-gosto no meio de dezenas de vinhos que vou tendo o prazer de ir bebendo, nacionais e internacionais. Sarmentu é um vinho tinto da Quinta da Nespereira, produtor com história, situado em pleno Parque Natural da Serra da Estrela na região demarcada do Dão, mas que é reconhecido apenas por um nicho muito restrito de consumidores.</div><div>Sarmentu Tinto 2015, estamos a falar de um vinho que dá orgulho de falar e referenciar, e meus caros, pode ser comprado por cerca de 3€, ou melhor, poderia se ainda houvesse. Há que esperar sabe-se lá por novas colheitas, feliz de mim que reservei umas caixas. É aquele vinho que apetece beber sem pensar, sem complicar, num registo de quotidiano e não só, em que queremos ter vinho, bom vinho à mesa, sem mariquices, verdadeira genuinidade a baixo custo. Quem não gosta de uma boa relação preço-qualidade? Eu cá adoro este raro binómio. De ressalvar que a Quinta entretanto foi vendida a um outro Grupo, restando aguardar que perfis de vinhos originarão estas vinhas no futuro.</div><div>Sarmentu Tinto 2015</div><div>Vinho só com passagem em inox, que não fermentou nem estagiou em barrica de madeira, apresenta uma cor viva e escura, muito limpo, com boa qualidade na fruta vermelha, que ao aroma subtil, adiciona estrutura de tanino médio em boca, algum vegetal, aberto, a mostrar um bom equilíbrio e harmonia para um vinho deste segmento, com um final de boca surpreendentemente fresco e mais duradouro do que inicialmente se pudesse supor. Vivo e repleto de elegância, a elevar e direccionar de forma precisa o carácter regional. Um grande valor pelo preço praticado, muito interessante mesmo.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_01e08d6f5a1b436eaed79d75e6d247d5~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_69ef47a956204784b604ac552ef82ad9~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div>Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen</div><div>Região: Dão, Sub-Região da Serra da Estrela</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 3€</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Daterra Azos da Vila 2015</title><description><![CDATA[Laura Lorenzo é um nome que hoje surge na ribalta em Espanha, sempre que se fala em vinhos da Galiza, e em especial da região da Ribeira Sacra, Laura Lorenzo é nome de destaque. Trabalhou quase uma década como enóloga e viticultora no produtor Dominio do Bibei, na sub-região de Quiroga-Bibei, antes de se lançar num projecto próprio em sociedade com Alvaro Dominguez. Juntos criaram a Daterra Viticultores, um projecto que totaliza uma área de 4,5 hectares de vinhas, umas próprias, outras<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_eb3c08ee28294677808c554aed870918%7Emv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_651/d82464_eb3c08ee28294677808c554aed870918%7Emv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/01/16/Daterra-Azos-da-Vila-2015</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/01/16/Daterra-Azos-da-Vila-2015</guid><pubDate>Thu, 17 Jan 2019 13:26:27 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_eb3c08ee28294677808c554aed870918~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><div>Laura Lorenzo é um nome que hoje surge na ribalta em Espanha, sempre que se fala em vinhos da Galiza, e em especial da região da Ribeira Sacra, Laura Lorenzo é nome de destaque. Trabalhou quase uma década como enóloga e viticultora no produtor Dominio do Bibei, na sub-região de Quiroga-Bibei, antes de se lançar num projecto próprio em sociedade com Alvaro Dominguez. Juntos criaram a Daterra Viticultores<div>, um projecto que totaliza uma área de 4,5 hectares de vinhas, umas próprias, outras arrendadas, com a maioria das cepas com idades compreendidas entre os 80 a 120 anos. Das diferentes parcelas produzem diferentes vinhos, entre os quais este Azos da Vila, na sua abordagem de viticultura e enologia é usado um conceito minimalista de intervenção na vinha e na manipulação do vinho. Laura apostou na revitalização de vinhas stressadas pela produção massiva industrial, devolvendo-lhe o carácter e riqueza, tendo como premissa a viticultura biodinâmica e respeito pelo ecossistema local. Ao fim ao cabo, um acompanhamento constante da vinha ao longo de todo o ano, de forma a produzir uvas autênticas e genuínas, que reflictam o potencial do terroir. Na vinificação, uso exclusivo de leveduras indígenas, aplicação de barricas usadas na fermentação e estágio do vinho, sempre com o propósito de elevar os vinhos e não criar sobreposição secundária e terciária. O uso de sulfuroso é minimizado, assim como as manipulações enológicas. Como se diz por aí agora nos dias de hoje, vinhos com essência e &quot;não rapados&quot;.</div></div><div>Daterra Azos da Vila 2015</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_38504ee7c8b041ee8d7c3d263fba5e71~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div>A forte influência granítica impõem um carisma mineral ao vinho. Um nariz apaixonante, aromático, fruta fresca de altíssima qualidade, alguma tinta da China e químico no nariz, na boca muito envolvente, bom tanino, frescura e uma ligeira salinidade crocante no final de boca. De uma genuinidade e carácter invejáveis, em que a elegância de boca aliada a uma certa rusticidade é algo que me cativa. É um vinho de um produtor que provo pela primeira vez mas que fica assente na minha agenda e radar. Altíssima qualidade, pouca concentração, baixo teor alcoólico, uma bomba à mesa, e que nos convida a virar a garrafa num ápice. Um vinho muito equilibrado de uma região que alia um clima Atlântico a um clima continental mediterrânico. Se é para provar lá fora, que seja algo deste calibre.</div><div>Grande vinho, grande produtor!</div><div>Castas: Vinhas velhas de 80 a 120 anos (Mouraton, Mencia, Garnacha Tintorera, Marenzao, Gran Negro, entre outras)</div><div>Região: Ribeira Sacra, Galiza (Val do Bibei, povoado de Manzaneda)</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 20€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_57a2829c7fe24eb68434113c94353f73~mv2_d_3598_2698_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_3bb9b6f55b124bd58cf6b9c15c5e43b6~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_4c389f5bb8a44253918c429706a398d4~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_fe29307c22e84c569307f77d455ac2d2~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Sebastien Riffault Sancerre Saulétas 2010</title><description><![CDATA[Sebastien Riffault é um nome famoso no Vale do Loire, e produz vinhos naturais muito distintos do habitual e fora da caixa. Os seus Sauvignon Blanc de Sancerre são únicos, e dignos de prova para qualquer enófilo sedento de contactar com algo único e distinto. Numa visita em Outubro passado a Paris, visitei a Cave de Papilles, a garrafeira de eleição no que toca a vinhos naturais, onde adquiri este Sebastien Riffault Sancerre Saulétas 2010, excelente oportunidade e ocasião para provar um grande<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_71ca867aed5648939b1385e06d429329%7Emv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_651/d82464_71ca867aed5648939b1385e06d429329%7Emv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/01/15/Sebastien-Riffault-Sancerre-2010</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/01/15/Sebastien-Riffault-Sancerre-2010</guid><pubDate>Tue, 15 Jan 2019 15:18:40 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_71ca867aed5648939b1385e06d429329~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><div>Sebastien Riffault é um nome famoso no Vale do Loire, e produz vinhos naturais muito distintos do habitual e fora da caixa. Os seus Sauvignon Blanc de Sancerre são únicos, e dignos de prova para qualquer enófilo sedento de contactar com algo único e distinto. Numa visita em Outubro passado a Paris, visitei a Cave de Papilles, a garrafeira de eleição no que toca a vinhos naturais, onde adquiri este Sebastien Riffault Sancerre Saulétas 2010, excelente oportunidade e ocasião para provar um grande exemplar.</div><div>Os vinhos naturais vinificados completamente sem sulfuroso são mais susceptíveis à oxidação, por isso períodos muito curtos em condições não ideais podem alterar significativamente estes vinhos. Este vinho não está só em bom estado, mas também mostra a notável intensidade sem qualquer carácter oxidativo que o deprecie. O carácter único trazido pela botrytis e o envelhecimento em barrica adicionaram-lhe uns apontamentos funky e freak. São vinhos que não são feitos para durarem muito em garrafeira, mas com base no que provei, desmistifiquei certos preconceitos instituídos. Vinhos que impressionam e que são definitivamente únicos.</div><div>Sebastien Riffault Sancerre Saulétas 2010</div><div>Castas: Sauvignon Blanc</div><div>Região: Sancerre, Vale do Loire (França)</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 28€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_ade9e3e3940e45088ba2dbcc81f71860~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div><div>Cor amarela dourada turva, sente-se ao imediato um vinho com alma e identidade própria, grande contacto pelicular a transmitir o potencial em bruto da casta, e a mineralidade do terroir. Fruta com elevado grau de maturação, mas não exacerbada no nariz, aroma muito intenso e cheio de personalidade, mel, alguma mineralidade, um pouco de carácter botrytis tostado (ligeiro fruto seco como amêndoa e flor de laranjeira) e nuances cítricas. Tem uma ligeira componente de acidez volátil, mas em boca está bem suportado pela acidez, a dar uma grande dimensão, secura e prolongamento. Botrytis ligeiro que lhe dá uma complexidade extra da podridão nobre, sem exageros. Apesar de seu grande corpo e concentração, o vinho é extraordinariamente estruturado e fresco. Uvas de Sauvignon Blanc colhidas tardiamente, muito baixa produção, cerca de 2000 litros/hectare de vinha, das quais aproximadamente 50% contraíram botrytis. O vinho é envelhecido por 36 meses em barricas de carvalho velho e permanece mais 12 meses em garrafas antes do lançamento. Não é filtrado nem se emprega sulfuroso em qualquer ponto. </div>Cheers!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_ddbd8757626c4952a7f891864a796866~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5e87febd4cdb4417aa11de90e127a1b0~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Desnível Touriga Franca Unoaked 2017</title><description><![CDATA[João Lopes Pinto decidiu aumentar o portefólio e a sua aposta na diferenciação dos vinhos da região do Douro. A Touriga Franca é vastamente usada no Douro, tanto na produção de vinhos do Porto como vinhos de mesa, mas raramente em vinhos monocasta, estando sempre associada ao vinho do lote, como é apanágio do ADN dos vinhos tintos portugueses. É sem dúvidas das castas mais frescas da região, aplaudo a aposta do enólogo em produzir um vinho distinto, sem qualquer estágio ou fermentação em<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_1baec597739f48aab728071e9576b206%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_366/d82464_1baec597739f48aab728071e9576b206%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/01/10/Desn%C3%ADvel-Touriga-Franca-Unoaked-2017</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/01/10/Desn%C3%ADvel-Touriga-Franca-Unoaked-2017</guid><pubDate>Thu, 10 Jan 2019 15:24:33 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_1baec597739f48aab728071e9576b206~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div>João Lopes Pinto decidiu aumentar o portefólio e a sua aposta na diferenciação dos vinhos da região do Douro. A Touriga Franca<div> é vastamente usada no Douro, tanto na produção de vinhos do Porto como vinhos de mesa, mas raramente em vinhos monocasta, estando sempre associada ao vinho do lote, como é apanágio do ADN dos vinhos tintos portugueses. É sem dúvidas das castas mais frescas da região, aplaudo a aposta do enólogo em produzir um vinho distinto, sem qualquer estágio ou fermentação em madeira, unoaked, uma forma inteligente de explorar e exemplificar o potencial desta casta nos vinhos tranquilos.</div></div><div>Desnível Touriga Franca Unoaked 2017</div><div>Depois de aberto, deixado a respirar por aproximadamente uma hora, evidencia um aroma delicado de fruta vermelha madura de grande qualidade, notas florais, ligeiros violetas, algum vegetal discreto, caruma de pinheiro e bosque. Na boca ainda expressivo, muito seco, surpreendentemente sedoso, com tanino presente mas elegante, profundo e firme em boca, a perspectivar enorme potencial de guarda em garrafa.</div><div>Considero um vinho que mostra um bom carácter gastronómico, sobretudo para para acompanhar carnes vermelhas. Um vinho que procura tirar partido da casta tinta “fresca” do Douro, e alvejar um perfil menos alcoólico, de menor concentração e maturação, a que chamo um vinho fácil de beber, e que vai ao encontro de uma nova geração de consumidores.</div><div>Parabéns, fico a aguardar com enorme curiosidade o potencial evolutivo deste vinho, um exercício de aprendizagem a que me sujeito com enorme expectativa. </div><div>Castas: Touriga Franca</div><div>Região: Douro</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 13€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_5d7ed511025947fa95e807c005427e06~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_030709caf14c47f186d5f0296eb47ea0~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_a5a17730fe7d4c2888c9e7f0d22f06b6~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_2398830b299b4ef99910b61af52312e6~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_cb860ba7e310453b97ac9a13725b7ce6~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c575dfd500ed4a9bb60117eb7535adf5~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Domaine Les Heritiers du Comte Lafon Mâcon-Milly-Lamartine 2014</title><description><![CDATA[O ano de 2018 foi pródigo em descobertas, grandes novidades pessoais no que toca ao portefólio vínico em prova. Um abrir de horizontes que nos permite crescer, aprender, estruturar oferta e conhecimentos, assim como relativizar muitas opiniões e críticas sobre alguns vinhos que vamos provando. Tanto há para conhecer em Portugal, a qualidade tem crescido imenso, mas a procura externa é aliciante, e aliando esse factor e com a ajuda e dicas de alguns amigos, tenho tido acesso a grandes vinhos lá<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c849abc80b144e6ba5afd14f1e81df54%7Emv2_d_2898_3866_s_4_2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_651/d82464_c849abc80b144e6ba5afd14f1e81df54%7Emv2_d_2898_3866_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2019/01/03/Domaine-Les-Heritiers-du-Comte-Lafon-M%C3%A2conMillyLamartine-2014</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2019/01/03/Domaine-Les-Heritiers-du-Comte-Lafon-M%C3%A2conMillyLamartine-2014</guid><pubDate>Thu, 03 Jan 2019 14:50:25 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_c849abc80b144e6ba5afd14f1e81df54~mv2_d_2898_3866_s_4_2.jpg"/><div>O ano de 2018 foi pródigo em descobertas, grandes novidades pessoais no que toca ao portefólio vínico em prova. Um abrir de horizontes que nos permite crescer, aprender, estruturar oferta e conhecimentos, assim como relativizar muitas opiniões e críticas sobre alguns vinhos que vamos provando. Tanto há para conhecer em Portugal, a qualidade tem crescido imenso, mas a procura externa é aliciante, e aliando esse factor e com a ajuda e dicas de alguns amigos, tenho tido acesso a grandes vinhos lá fora. França neste aspecto é um mundo. Recentemente foi-me sugerido por uma amigo um vinho que desconhecia por completo, um Borgonha, 100% Chardonnay como se pretende, de uma região menos badalada e famosa, Maconnais. Falo de Domaine Les Heritiers du Comte Lafon Mâcon-Milly-Lamartine 2014, vinho do produtor Dominique Lafon<div>, bastante reconhecido em França pelo trabalho nos seus Domaines familiares, Domaine des Comtes Lafon e L'Heritiers du Comtes Lafon. Adquiriu em 1999 cerca de 14 hectares de vinha em Maconnais, acreditando na virtude e potencial regional, onde empenhou o seu fulgor empreendedor através da viticultura biodinâmica e trabalho de expressão de terroir, de forma a produzir vinhos distintos, com complexidade e autenticidade, capazes de elevar os vinhos locais a um patamar mais elevado.</div></div><div>Domaine Les Heritiers du Comte Lafon Mâcon-Milly-Lamartine 2014</div><div>Um vinho que se define tanto pelo equilíbrio que demonstra, como também pela complexidade de nuances que evidencia. No nariz, os aromas de fruta branca, pêssego, maçã, com forte incidência nos citrinos, toranja, muito bem integrados com alguns aspectos florais e com o estágio em barrica, onde estão presentes discretas notas fumadas que elevam o vinho. Em boca, a acidez, e sobretudo a mineralidade, fazem explodir para um outro patamar, atingindo uma harmonia perfeita entre maturação da fruta e prolongamento em boca, com um ligeiro toque amargo e de giz no final. Grande, grande vinho.</div><div>O objectivo não é ir beber lá fora, é procurar vinhos e perfis distintos, alguma unicidade, de forma a podermos enquadrar e perceber o que estamos a fazer e a provar em território nacional.</div><div>Castas: Chardonnay</div><div>Região: Maconnais, Borgonha</div><div>Teor Alcoólico: 13% Vol</div><div>PVP: +/- 22€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_7cebe926655746d4b66db2a532b5c486~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_21be591fb0d44b1082f8adaa9a122e45~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Quinta da Serradinha Tinto 2012</title><description><![CDATA[Falamos de riqueza e respeito pela vinha, pelo terroir, e os respectivos vinhos que resultam dessa cadeia biodinâmica. É uma riqueza e uma dádiva que a natureza, aliada à inteligência humana, nos proporciona, e há que saber honrar e respeitar esse património material e cultural. A Quinta de Serradinha é pioneira a nível nacional neste conceito, e sendo meus conterrâneos, honra-me poder falar de peiro cheio destes vinhos de Leiria. No passado sábado participei numa prova vertical de Quinta de<img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_0c3f956fc43e4bce9f0a2e3e9707771d%7Emv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg/v1/fill/w_488%2Ch_651/d82464_0c3f956fc43e4bce9f0a2e3e9707771d%7Emv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Nelson Moleiro</dc:creator><link>https://www.tascuela.com/single-post/2018/12/19/Quinta-da-Serradinha-Tinto-2012</link><guid>https://www.tascuela.com/single-post/2018/12/19/Quinta-da-Serradinha-Tinto-2012</guid><pubDate>Wed, 19 Dec 2018 14:26:59 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_0c3f956fc43e4bce9f0a2e3e9707771d~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><div><div>Falamos de riqueza e respeito pela vinha, pelo terroir, e os respectivos vinhos que resultam dessa cadeia biodinâmica. É uma riqueza e uma dádiva que a natureza, aliada à inteligência humana, nos proporciona, e há que saber honrar e respeitar esse património material e cultural. A </div>Quinta de Serradinha <div>é pioneira a nível nacional neste conceito, e sendo meus conterrâneos, honra-me poder falar de peiro cheio destes vinhos de Leiria. No passado sábado participei numa prova vertical de Quinta de Saes, e como em qualquer prova organizada neste núcleo Viking, existe uma forte componente de &quot;extras&quot; no final, vinhos que cada um dos malandros presentes escolhe trazer para partilhar com os seus pares. Um desses era um Quinta da Serradinha Encruzado e Arinto de 2015, e para mim foi um dos vinhos do dia. Fez-me pensar, melhor dizendo, relembrar, que tenho dos melhores vinhos no meu &quot;quintal&quot; e por vezes uma pessoa na ânsia de procurar mais e mais, acaba por deixar cair em esquecimento o que tem dentro de portas. Assumo mea-culpa. Com isto tudo, cheguei a casa nessa noite e fui buscar um </div>Quinta da Serradinha Tinto 2012, seria o meu vinho para o almoço de Domingo.</div><div>Quinta da Serradinha Tinto 2012</div><div>Castas: Baga (50%), Castelão (25%), Touriga Nacional (15%) e Alfrocheiro (10%)</div><div>Região: Encostas d'Aire</div><div>Teor Alcoólico: 12% Vol</div><div>PVP: +/- 13€</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_7e515ccba6e642679015cc92f1dee037~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><div>Um vinho que emana fruta limpa, fruta vermelha fresca, gulosa, autenticidade, grande alma. Na boca é grande, diria gigante, uma acidez e salinidade que lhe dão uma frescura invejável, puro, rico, apaixonante, com notas vegetais a par da fruta que o enriquecem e lhe conferem uma interpretação complexa, um vinho salivante, um grande par à mesa. Vinho sério, com alma e autenticidade, reflecte elevado carácter e respeito pela vinha. Com um baixo teor alcoólico é um vinho que flui no copo, e passados 6 anos, ainda tem a acidez e tanino que lhe permitem ir muito mais longe. É de longe, nos dias que correm, um vinho obrigatório para qualquer amante de vinhos fora do mainstream chato e pachorrento.</div><div>Porra, Leiria tem dos melhores vinhos, parabéns ao António Marques da Cruz pela sua perseverança e sabedoria.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_b29fdcfe5d444826998e537ac3d4fdb0~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/d82464_8d150ad604a242998bf2078f45d0637c~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>