• Nelson Moleiro

Palácio da Brejoeira Alvarinho 2006


E chego à altura de vir falar do vinho branco que mais se destacou nas minhas provas do Verão 2017. Pode não ter sido o melhor vinho, pode não ter sido o vinho mais unânime para todos aqueles que o beberam comigo, mas foi o que mais me surpreendeu e aprendizagem me proporcionou. Já tenho dito em tom de brincadeira, este blog é uma ditadura, mandam os meus critérios.

Ultimamente tenho me inclinado para o envelhecimento de Alvarinhos, no sentido oposto de recomendações e pressupostos dogmáticos, porrada e crença minha. Tudo isto em virtude do prazer que alguns vinhos brancos envelhecidos me têm trazido. Desta vez fui um pouco mais longe, fui buscar um histórico Palácio da Brejoeira Alvarinho Colheita de 2006 aos confins da minha garrafeira. Aquele vinho com rótulo com aspecto tão porreiro, senhorial e vintage, conheceu o dia do seu sacrifício, 10 anos de cura neste "bacalhau".

Para conhecerem a história deste emblemático e histórico Palácio situado na região de Monção recomendo a visita ao seu site Palácio da Brejoeira. Quanto aos vinhos do Palácio da Brejoeira, a "Quinta da Brejoeira, construída na Quinta do Vale da Rosa, é composta por 30 hectares, sendo que 18 são de vinha de casta Alvarinho, 8 de bosque, cerca de 1 hectare de área coberta e os restantes de jardim (...) no fundo da Avenida das Tílias pode-se vislumbrar a imensa vinho do prestigiado vinho Alvarinho Palácio da Brejoeira. Nestes 18 hectares é cultivado desde os anos 70, que após as vindimas é eximiamente tratado na Adega".

Palácio da Brejoeira Alvarinho 2006

Escolhi este Alvarinho como o vinho branco que mais me seduziu este Verão por uma simples razão, o envelhecimento em garrafa desta colheita de 2006 proporcionou um resultado final mais complexo, mas no entanto mais simples. Parece confuso mas não é, o vinho é tão simples de beber! É nítida a alteração no aroma e sabor do Alvarinho, tornando-o mais tranquilo e menos exuberante, mas mesmo assim mantendo acidez em boca e onde o seu carácter vegetal se eleva, tornando-se um vinho mais "amargo". Distingue-se então em prova, da típica exuberância aromática da fruta de um Alvarinho quando bebido jovem, tanto no olfacto como no paladar. Para mim, a prova cabal que a casta envelhece muito bem e desmistifica a velha afirmação que os vinhos verdes são todos para serem bebidos novos. Bons aromas, forte presença em boca, bem aveludado e elegante, de fraca percepção alcoólica e ainda bem vivo. Digo uma vez mais, deixem envelhecer o Alvarinho!

Particular e curioso é o copo usado para a prova do vinho, assim como a piscina que me deliciei nesta tarde quente de Verão, já diz o ditado, quando não tens cão, caça com gato. Always have to look on the bright side of life!

Castas: Alvarinho

Região: Vinhos Verdes (Sub-Região de Monção e Melgaço)

Teor Alcoólico: 12% Vol

PVP: +/- 15€

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