• Nelson Moleiro

Quinta da Covada Reserva Tinto 2013


A semana inicia com a temática anunciada de vinhos tintos do Douro. Mais especificamente alguns vinhos que num passado recente me proporcionaram satisfação pela sua qualidade e diferenciação. Antes de mais, um ponto inicial que quero referir, a crescente qualidade nos vinhos Douro é inegável, estamos a ter cada vez mais vinhos de mesa em patamares de qualidade invejável. Mas por outro lado, e vou lançar a bomba, não haverá muita similaridade e "clonagem" entre muitos deles? Vamos fazer "só" mais um DOC Douro? Dito isto, e sendo eu fã inegável da zona demarcada do Douro, apresento o primeiro de três vinhos tintos que me encheram as medidas. Daqueles, epá, isto está do caraças, e que se sobressaíram na esfera pessoal, no universo Táscuela®. São vinhos fora da “chapa 5” que não vão encontrar em qualquer prateleira, situados no patamar de preço dos 10 a 20€, e talvez para alguns de vós não tão fáceis de encontrar, mas que com jeitinho lá encontrarão em algumas Garrafeiras especializadas. Quinta da Covada Reserva Tinto 2013, foi inegavelmente uma óptima surpresa. Adquirido de forma arbitrária e por impulso, não conheço, pequeno produtor, é mesmo isto que quero experimentar! O que se pretende, ou melhor, o que pretendo num vinho tinto? Fruto de qualidade, com extracção quanto baste mas sem exageros, aliada ao componente vegetal e terreno transmitido pelo terroir, tudo com frescura e elegância que permita ser bebido com gosto e satisfação.

Quinta da Covada Reserva Tinto 2013

Este Quinta da Covada Reserva 2013, imaginado e concebido pelas mãos de João Lopes Pinto, é um vinho que se dá a conhecer ao imediato no nariz pela fruta fresca de elevada qualidade, boas notas florais da Touriga mas nada de exacerbações. Contudo, a sua riqueza reside no facto de não se focar exclusivamente no aspecto frutado, na boca revela uma componente vegetal interessante, muito bem integrado na madeira, que passa discreta e de forma subtil. Temos então um vinho muito harmonioso, com a Touriga Nacional e Touriga Franca a darem vigor ao vinho e as uvas provenientes de vinhas velhas aquela concentração e complexidade duriense. Revela-se bastante sedoso em boca, sem peso nem excessos. O estágio de 14 meses em barrica permitiu obter taninos mais polidos e redondos, mas sem retirar frescura e pujança a esta colheita, elegância é o termo certo. Soube-me a “diferente” e proporcionou-me tremendo prazer de beber, e beber, e voltar a beber! Em pleno ano de 2017 está no seu auge, ainda com bastante nervo para durar.

Se é melhor ou pior que Quintas da Covada de colheitas anteriores ou posteriores? Não faço ideia. Só sei que ambiciono provar e conhecer muito mais desta casa. Um vinho e um produtor que passou a ficar sem dúvida alguma no meu radar, saltando para o topo da lista nas minhas preferências. Já tenho apontado na agenda, conhecer in loco estes vinhos, o local e as pessoas. Até breve Tabuaço. Cheers!

Castas: 60% Vinhas velhas (Tinta Roriz e Rufete predominantemente)

20% Touriga Nacional

20% Touriga Franca

Região: Douro (Cima-Corgo)

Teor Alcoólico: 14% Vol

PVP: +/- 13.50€

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