• Nelson Moleiro

Terra Laura Domaine de Montcy AOC Cour-Cheverny 2015


É ainda muito jovem a experimentação e conhecimento pessoais de vinhos brancos do Vale do Loire, mas da minha humilde experiência vínica e conhecimento nesta área, posso dizer que está no topo das minhas preferências no que reporta a grandes vinhos brancos e também alguns espumantes. É um terroir que explorado em todo o seu potencial, permite uma expressão única de acidez e mineralidade nos seus vinhos. Chenin Blanc é rainha naquelas bandas, e a minha visita na Primavera de 2017 confirmou isso mesmo.

Contudo, a trote de visitas a Châteaux e outras riquezas regionais, e em virtude de uma boa promoção dos produtos locais, acabei por tropeçar em vinhos completamente desconhecidos, de castas que pouco ou nada sabemos. Nos tintos engracei com alguns exemplares de Gamay, pouca extracção e concentração, simples, directos e no seu essencial, vinosos e autênticos, com pouca ou nenhuma maquilhagem. Mas foi à saída da visita ao Château de Chambord, numa das várias Maisons des Vins que os franceses promovem em locais turísticos, que provei e descobri uma uva branca que nunca tinha ouvido falar, a Romorantin.

É uma casta antiga, única e muito rara, confinada quase exclusivamente aquela região de França, que permite obter vinhos brancos de alta qualidade e bom poder de guarda. Provei um par de vinhos e trouxe uma referência que me foi recomendada localmente, de um produtor que se dedica em exclusivo a agricultura biológica, vinificações naturais, sem adições de produtos enológicos e leveduras, usando o mínimo de sulfuroso possível nos seus vinhos, Terra Laura. Tenta-se alcançar uma expressão máxima de terroir e a obtenção de vinhos com grande carisma e pureza.

Terra Laura

Domaine de Montcy AOC Cour-Cheverny 2015

Região: Loire (Domaine de Montcy AOC Cour-Cheverny)

Castas: Romorantin

Teor alcoólico: 13% Vol

PVP: +/- 17€

Apresenta um nariz vigoroso, intenso e intrigante, aliciando-nos para uma verdadeira experiência degustativa no desconhecido. Com uma cor amarela palha, pálida, algumas notas florais discretas, citrinos, algum fruto amarelo alicerçado numa mineralidade bastante convincente, algumas notas iodadas. A boca revela uma acidez tremenda, impressionante diria mesmo, que disfarça e atenua uma ligeira sensação doce, revelando uma frescura. O final de boca é bastante equilibrado e persistente, longo e salivante.

Gosto muito destas experiências, de aprender e surpreender-me com o desconhecido, é a base da evolução. Cheers!

#França #ValedoLoire #Romorantin #vinhobranco

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