• Nelson Moleiro

Frei Gigante Branco 2015


Fazem 8 anos que percorri algumas ilhas dos Açores em visita de lazer, entre elas a ilha do Pico. Visitei vinhas e alguns produtores, ouvia falar nos vinhos, mas não ligava puto à temática. Bebia, gostava (ou dizia que gostava), mas não estruturava nem aprofundava. Hoje arrependo-me vivamente, os Açores estão a produzir alguns bons vinhos e serão por certo um destino vínico que farei a médio prazo, até porque o reconhecimento qualitativo tem crescido a olhos vistos.

São vinhas inseridas em terras vulcânicas, num labirinto de muros negros, de basalto, construídos pela força humana, construídos de proteger as vinhas dos ventos Atlânticos e por outro lado deixar o sol entrar. A rocha vulcânica permite reter o calor de dia e libertá-lo durante as noites, uma espécie de estufas naturais a que atribuíram o nome de currais.

Venho então falar de um dos vinhos premium da Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, Frei Gigante Branco 2015, uma recomendação e oferenda do meu compincha e blogger Hugo Costa, autor do Rolhas e Retratos, já divulgado e falado nesta esta banca.

Frei Gigante Branco 2015

Algum perfume floral e frutado no nariz, onde se sente ligeira percepção alcoólica, bastante vivacidade. Na boca surpreendentemente mostra um lado bastante frutado que não esperava, que é atenuado pela grande acidez e salinidade. Vivo, intenso, e com longevidade de boca, sensação terrosa e vulcânica em boca, a que se junta um ligeiro tostado em mescla com a salinidade. Os 14% Vol de álcool não conseguem passar totalmente despercebidos, gostaria de um pouco menos. Um excelente vinho e boa representação do potencial açoriano nos vinhos brancos e castas locais, Arinto dos Açores, Verdelho e Terrantez do Pico. Bebido mais tarde, passadas uma meia-dúzia de horas, tem um nariz menos vigoroso, mais aberto e harmonioso. Na boca a acidez e salinidade conseguem “agarrar” a fruta que se tinha mostrado dominante num excelente equilíbrio de frescura e amplitude de boca. Bom conjunto. Melhorou bastante com o tempo de abertura, já sem aquele ligeiro álcool sentido na fase inicial.

Castas: Arinto dos Açores, Verdelho e Terrantez do Pico

Região: Açores

Teor Alcoólico: 14% Vol

PVP: +/- 18€

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