• Nelson Moleiro

Palha Malhada Tinto 2001


Quem gosta de vinho rústico, puro, autêntico, sem artificialismo, com todo o carácter terreno, terroso e vinoso? Hoje em dia é escasso, falta muito por aí esta pureza ligada a vinhos vindos da “terra”, sem grandes adições e malabarismos. A standardização tende a colocar em situação de paridade inúmeras referências, distinguidas não em boca, mas sim no rótulo, criando a tal monotonia vínica geral, regional e o camandro! Vinho puro, old school, sem ganza, feito por mãos de pele curtida e rugosa. Sim porra quero isso, queremos isso, queremos vinho! Hoje não estou para grande palavreado, estou rabujento, não me apetece grandes aprofundamentos, há sol primaveril lá fora à minha espera. Não há muito a dizer perante este Palha Malhada Tinto, um “vinheco” de 2001 que respira jovialidade, um vinho de lavrador de outros tempos que mostra raça após uma década, quase a chegar às duas. Já com secundários, alguns terciários, mas depois de respirar e abrir, a proporcionar um estrondo de prazer. A ser bebido e apreciado com pares que saibam e consigam valorizar a riqueza e herança vínica apresentada no copo. Não é vinho de autor, é sim vinho de lavrador. Não venham cá com brett, cavalinhos molhados e rolhas. Depois de tirada a dita, só resta virar a garrafa até ao fim.

#naosejasenochato

Um bem haja, até já!

Palha Malhada Tinto 2001

Castas: Tinta Roriz, Alfrocheiro, Penamacor e Jaen

Região: Dão

Teor Alcoólico: 13% Vol

PVP: Desconheço mas é baratinho

#Dão #Jaen #Alfrocheiro #TintaRoriz #Penamacor #VinhoTinto

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