• Nelson Moleiro

Pad Thai e Montlouis Tendre Branco 2015 (Chenin Blanc)


Um destes dias, num dos momentos de zapping numa das minhas plataformas televisivas predilectas, a Netflix, deparei-me com uma série temática sobre gastronomia que me despertou o interesse. O nome da série, Somebody Feed Phil, com Phil Rosenthal, conhecido escritor e produtor televisivo nos Estados Unidos. Phil viaja pelo mundo para provar os melhores pratos locais, desde a Cidade do México, Vietname, Tel Aviv, Banguecoque e Lisboa.

Logo no primeiro episódio, Banguecoque! Fiquei deslumbrado com os pitéus gastronómicos, um misto de experiências de street food e cozinha de inovação. Viagens e comida, duas coisas que idolatro. Poderia pedir melhor?

Como resultado decidi recriar um prato de Pad Thai, com as devidas adaptações, mas de forma a transportar-me às ruas de Banguecoque. A responsabilidade destas criações como sempre estão nas mãos da Sofia, autora e criadora no Sophie's Secrets.

Pad Thai

Noodles de arroz integral

Cenoura, pimento e couve

Amendoins torrados

Bambu

Frango

Molho de peixe, de soja, picante

Coentros

Lima

Prato asiático, exótico, sabores agridoces, picantes, tudo misturado, adoro. Uma comida deste gabarito pede vinho com algum açúcar residual como companhia. Um Riesling seria uma excelente escolha, mas não me apeteceu tomar de assalto a minha garrafeira em referências que excasseiam. Surgiu-me a ideia de um Chenin, adquirido directamente nas Caves dos Produtores de Montlouis-Sur-Loire. Este “tendre” acaba por ser um vinho classificado como demi-sec, onde se procede a uma colheita tardia das uvas, mas na minha opinião está longe de ser ou poder ser considerado um colheita tardia tradicional. Temos então açúcar residual q.b. de maneira a sustentar e aguentar os sabores fortes e condimentados, aquele toque exótico tão particular que a comida asiática fornece.

Montlouis Tendre Branco 2015

Lembro-me de fazer a prova na visita às Caves há cerca de um ano, e apesar do açúcar residual inerente, a acidez e mineralidade nesta região do Loire, fornecem ao vinho carácter e elevado grau gastronómico, doçura a aguentar o prato na esfera das especiarias, e acidez a limpar o palato, ou seja, perfeito. O terroir de “tuffeau”, que é uma espécie de rocha calcária local, fornece mineralidade e frescura únicas ao Chenin. A acidez presente é inconfundível. Uma região vínica que me agrada particularmente pela polivalência dos seus vinhos brancos e está no topo das minhas regiões preferidas.

Castas: Chenin Blanc

Região: Montlouis-Sur-Loire

Teor Alcoólico: 12% Vol

PVP: +/- 8€

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