• Nelson Moleiro

Zarate Albariño 2010


Muitas vezes o vinho branco, tirando alguns terroirs de eleição no Velho Mundo, França, fundamentalmente, causa-nos alguma dúvida, um certo atrito e desconfiança, no que toca à capacidade de envelhecimento positivo. Tenho insistido na casta alvarinho e no seu poder de envelhecimento nobre, quando plantado nos melhores terroirs. Este Zarate Albarino 2010, vinho branco de entrada das Bodegas Zarate, produtor referência nas Rías Baixas, é prova cabal. Apresenta-se em Agosto de 2019 imaculado, com uma frescura intocável, onde a complexidade e envolvência no aroma e boca fazem perceber que o vinho cresceu, com fruta muito delicada, amadureceu, tornou-se adulto, mas sem perder nervo. A salinidade arrebata-nos assim que o vinho dá entrada na boca, mineral, guloso, acidez média, com presença e persistência surpreendentes para um vinho de 2010. O yin e o yang juntam-se, estamos um pouco mais próximos da perfeição. Recentemente bebi um Tras da Vina 2012, do mesmo produtor, vinho de parcela, e apesar de objectivamente estarmos na presença de um vinho superior, com mais valências e conteúdo, acabo por considerar e concluir que provavelmente este colheita de 2010 superou melhor o desafio do tempo, o que adaptando mais ou menos o discurso, acaba sempre por nos surpreender tendo em conta o binómio expectativa/realidade. Podemos pegar sempre numa referência de entrada, mais barata, e obter uma experiência global mais satisfatória no futuro. O vinho não é uma ciência exacta, temos que saber relativizar muita coisa e estar preparados para o erro na maioria das vezes, só assim aprendemos algo mais.

Cheers!

Castas: Albarino

Região: Rías Baixas, Galiza, Espanha

Teor Alcoólico: 13% Vol

PVP: +/- 11,50€

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