• Nelson Moleiro

Quinta da Lixa Alvarinho Reserva 2016 e Quinta da Lixa Tinto Reserva 2015


Quinta da Lixa Alvarinho Reserva 2016 e Quinta da Lixa Tinto Reserva 2015
Quinta da Lixa Alvarinho Reserva 2016 e Quinta da Lixa Tinto Reserva 2015

Os vinhos da Quinta da Lixa são vinhos que conheci nos primórdios da minha caminhada no blog, no âmbito do Enoturismo quando em 2016 estive alojado na unidade hoteleira pertencente ao grupo, o Monverde Wine Experience Hotel. Muito além do vinho, nutro especial gosto por viajar dentro e fora de portas. Quem apreciar design e conforto de linhas modernas mescladas com alguma tradição, aconselho vivamente a experiência neste local.


Quanto aos vinhos da Quinta da Lixa, este é um produtor de grandes volumes, que opera maioritariamente nos grandes mercados de exportação, mais de 30 países. Nas referências de vinhos de entrada com elevada produção, recorrem a uvas próprias e a de pequenos viticultores da região sobre a sua orientação.


O caminho que levei em meia dúzia de anos foi uma escalada brutal, tenho provado e tido acesso a imensas coisas e com uma progressão e definição de gosto muito segmentado e orientado. Acho que é essencial saberes estar perante o patamar da excelência para construíres uma opinião válida e objectiva. Como vejo estas coisas de ser blogger como uma partilha pessoal, de imenso investimento pessoal em todas as vertentes, quem se identifique com o que partilho, segue os meus desvaneios e opiniões livremente. Por vezes, com ou sem razão (acabo por nem saber bem), sou alvo de crítica no sentido de escolher e falar de referências e vinhos muito exclusivos, muitas vezes de um microcosmos enófilo muito reduzido. Mas é resultado disso mesmo, um percurso, partilha com pessoas com ideais semelhantes, uma decisão de escolha e consequentemente a definição de um gosto pessoal. Quando me fartar, fartei.


Mas indo ao encontro do que acabo de dizer, recentemente peguei em alguns vinhos Quinta da Lixa destinados a um nicho mais exigente, referências que ainda não conhecia, o Quinta da Lixa Alvarinho Reserva 2016 e o Quinta da Lixa Tinto Reserva 2015. Aos presentes dias de Março de 2021, proponho-me emitir uma opinião concreta, com uma experiência de prova muito mais vasta, um perfil e visão mais comerciais, acessível em prova a todos, tanto na compra como na degustação.


Quinta da Lixa Alvarinho Reserva 2016 e Quinta da Lixa Tinto Reserva 2015

Quinta da Lixa Alvarinho Reserva 2016

Nariz com presença de citrinos, aromaticamente já menos pronunciado nesta fase, com alguma fruta tropical e sensação da fermentação e estágio em barrica. Em boca muito volumoso e largo, com alguma cremosidade e estruturado. Tem um final seco e vegetal, moderava-lhe um pouco a marcação da barrica no estágio, que esconde a pureza da casta e das melhores uvas no sentido evolutivo. Mas com isto quero dizer que mesmo no mercado de massas conseguem-se ir experimentando vinhos diferentes, mais sérios, e isso constitui o percurso evolutivo de um enófilo. PVP: +/- 13,50€


Quinta da Lixa Alvarinho Reserva 2016

Quinta da Lixa Tinto Reserva 2015

Fruto negro no aroma, muito balsâmico com presença de alguma tosta e especiaria da barrica, algum bosque. Para mim o positivo deste vinho é sua boca plena de frescura com acidez bem viva, bom volume e secura, muito gastronómico com o final de boca secante. O uso de uma percentagem de alvarinho dá-lhe nervo e frescura e acidez muito ávidos a pratos específicos, por exemplo a lampreia da época, as cabidelas. PVP: +/- 13,50€


Quinta da Lixa Tinto Reserva 2015

Eu tenho procurado imenso estilos de vinhos com baixa intervenção e com expressão pura de terroir, tenho encontrado na Galiza, Canárias e em Bierzo, no Loire, Alsácia e na Borgonha, mas nunca me esqueço do meu Dão e Bairrada. Contudo há bom vinho em todo o lado, e até as grandes casas procuram diversificar a sua oferta, o consumidor está mais exigente. Por isso apostar em vinhos de nicho como fez a Quinta da Lixa faz sentido, mas sem nunca descurar a origem e o mercado principal. Vinhos como estes da Quinta da Lixa não são vinhos que andasse à procura no passado mais recente, ando com a minha nave espacial por outras órbitas, mas o consumidor comum começa a ter uma oferta mais qualitativa dos grandes produtores, e isso é sempre preferencial ao mercado de engano das grandes superfícies com as suas marcas próprias.


Nota: Garrafas gentilmente oferecidas pelo produtor


Deixo a ligação para o artigo que puliquei em 2016 da minha estadia no Monverde e visita à Quinta da Lixa. Vejam que merece a pena, e sintam-se motivados para o desconfinamento.


www.tascuela.com/post/2016/09/13/monverde-wine-experience-hotel



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