• Nelson Moleiro

Quinta de Saes Estágio Prolongado 2015


Quinta de Saes Estágio Prolongado 2015
Quinta de Saes Estágio Prolongado 2015

Não, não estamos perante nenhuma novidade revestida de marketing pomposo, nem é um vinho feito de raiz ou em colaboração com enólogo de nova geração de capa de revista. Estamos unicamente, e ainda bem, perante o consistente e único Quinta de Saes Estágio Prolongado, das melhores relações preço/qualidade no Dão e talvez dos tintos mais fiéis ao perfil da Quinta da Pellada e da identidade regional do Dão. Reúno sempre que posso esta referência de Álvaro Castro, é imbatível em Portugal, irrevogavelmente dos tintos mais acessíveis de qualidade bem acima da média. O Saes Estágio Prolongado nasceu na década de 90 e as garrafas perduram no tempo, momentos únicos de prova. Ainda me recordo saudoso da vertical realizada com amigos enófilos em 2018. E digam-me lá, quantos vinhos portugueses conhecem que saiam para mercado com alguns anos de estágio? Uma mão cheia chega e sobra.

Este 2015 é uma colheita que depositei esperanças reforçadas, tendo aberto agora a primeira garrafa para provar, gosto que os vinhos assentem e exprimam as mais valias nos momentos evolutivos mais positivos de prova, apesar de isso ser sempre muito subjectivo de pessoa para pessoa, mas a teoria e prática nestes vinhos diz-me que sim.


No nariz está marcado pelos apontamentos de frutos vermelhos maduros, algum floral e vegetal de fundo, que atesta a origem “certificada” do produto, isto é Pellada puro. Na boca tanino muito fino, elegância em todo o seu esplendor, profundo e salivante, sempre bem alicerçado numa acidez e frescura da altitude serrana. Acompanha bem aquelas comidas de forno e tacho no Outono junto à lareira, e num momento conturbado de confinamento consciente que deveremos adoptar, o ideal. Por cerca de 14€, os vossos borregos, cabritos e afins vão agradecer este vinho à mesa a regar o repasto. Álvaro de Castro é a referência e nunca deixará de a ser, tem prova viva, produz os melhores vinhos do Dão há décadas, e como consequência, por A mais B, os melhores vinhos de Portugal.

Castas: Blend, 65% Vinhas Velhas, e 35% restantes com Touriga Nacional e Tinta Roriz


Fermentação em aço inoxidável, com controlo de temperatura, fazendo posteriormente a fermentação maloláctica em barris de carvalho francês onde permanece cerca de 14 meses


Região: Dão, Sub-Região da Serra da Estrela


Teor Alcoólico: 13% Vol


PVP: +/- 14,50€


Quinta de Saes Estágio Prolongado 2015

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