• Nelson Moleiro

Vale da Capucha Arinto 2017


Vale da Capucha Arinto 2017

O Vale da Capucha, na Quinta de São José, é um dos nomes mais destacados na senda dos vinhos artesanais em Portugal, trabalhados de forma mais natural e orgânica, sem recurso a instrumentalizações enológicas. É na região de Torres Vedras, a pouquíssimos quilómetros do mar, que Pedro Marques procura elaborar vinhos frescos que reflictam o terroir atlântico inserido no maciço calcário da região Oeste, elaboração de baixa intervenção na vinha e na adega, e estágios mais longos com o intuito dos vinhos serem lançados no mercado com plenas virtudes e integração.


Incuti-me a tarefa de provar, ou melhor, beber, este Vale da Capucha Arinto 2017. Muita matéria no nariz, ténue oxidação que o enriquece, mostra um perfil profundamente mineral e terroso. Em boca pleno de frescura e fruta cítrica madura, com acidez viva e salinidade brutais, brisa atlântica no copo. Temos a presença de algum tanino, por vezes a lembrar-me a sensação de alguns vinhos de talha, seco, com estrutura, corpo e complexidade evidentes. O final de boca revela-nos umas notas "enqueijadas" mais intensas que poderão e deverão estar ligadas à fermentação, porventura um contacto longo com as borras, já que não é filtrado nem clarificado, que é o ponto negativo de prova que lhe aponto, acabando por lhe retirar uma valorização global pessoal bem mais alta. O vinho precisa de ser oxigenado para estabilizar antes de ser servido. Gostei muito, com uma afinação mais cuidada e optimizada será grandioso, das melhores interpretações de Arinto que já provei.


Castas: 13,5% Vol


Região: Lisboa


Teor Alcoólico: 13,5% Vol


PVP: +/- 20€



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