• Nelson Moleiro

XXVI Talhas Mestre Daniel Branco 2018


XXVI Talhas Mestre Daniel Branco 2018

Nos dias que correm ouvimos falar de de vinho de talha quase num registo diário, um vinho que sempre existiu, uma tradição da Romana que enraizou em Portugal por terras Alentejanas. Podemos dizer até que virou moda, e como em tudo o que é moda, por variadas vezes perde-se a essência e autenticidade e cai-se na banalidade. Bebi recentemente este Mestre Daniel Branco 2018, trazido por colegas a uma tainada vínica. Considero agora que é a primeira vez que bebo verdadeiramente um vinho de talha, autêntico, vinificado em talhas genuínas seguindo as práticas artesanais e tradicionais. Aparte dos aspectos técnicos e enológicos, já provei e bebi alguns ditos "vinhos de talha", mas ao contactar com este Mestre Daniel senti-me transportado para algo mesmo diferente, um classicismo e rusticidade únicas. Senti o cérebro a exclamar, "oh diachos, afinal isto é que é mesmo a talha".


Com nariz muito característico, terroso e mineral, profundo nas vias respiratórias altas, alguma fruta branca tropical e cítrica madura, envolta num esqueleto vegetal, que em boca se define por uma secura e mineralidade vincadas, boa acidez, mostrando untuosidade e longevidade de boca, com bastante nervo e frescura. É definitivamente um bom vinho, merece ser experimentado, e estará sempre ligado ao binómio amor/ódio.


O projecto XXVI Talhas é um projecto lançado por um grupo de amigos de Vila Alva no Alentejo, cresceram a ver as suas gentes a produzir estes vinhos, e com esforço e dedicação, procuram não deixar cair em esquecimento a tradição e património cultural. Acabaram por recuperar uma antiga adega com 26 talhas (22 de barro, algumas do século XIX, e 4 de cimento armado da década de 30), a conhecida adega do Mestre Daniel, onde produzem segundo os saberes dos seus antepassados estes vinhos rústicos. Mas quem era o Mestre? Era Daniel António Tabaquinho dos Santos (1923-1985), que para além de produzir vinho, utilizava a adega como local para exercer a actividade de carpintaria e, por esse motivo, era conhecido em Vila Alva como o "Mestre Daniel".


Castas: Antão Vaz, Perrum e Roupeiro


Região: Alentejo


Teor Alcoólico: 12% Vol


PVP: +/- 15€




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