Malaca Rosé 2015

02.05.2017

 

Não é Verão mas para lá caminhamos, pelo menos assim dita o calendário. Desta vez quisemos trazer um vinho regional do Algarve, uma zona menos abordada por nós, muito por culpa do desconhecido, se bem que a nível nacional também não é uma região muito considerada, tendo nestes últimos anos ganho mais prestígio e destaque no universo vínico.

O que vi neste vinho que me despertou curiosidade? Castelão! Sim Castelão, essa casta de uva que sempre tratei por Periquita, famosa na Península de Setúbal e a meu ver amada ou odiada por muitos. Eu vou ser franco e directo, não amo nem odeio, mas estou mais para o lado daqueles que não escolhem estes vinhos com Castelão como opções primárias. Sem qualquer dúvida, independentemente da qualidade dos vinhos, não se enquadram na minha preferência e gosto pessoal! Contudo sou teimoso, e lá de tempos a tempos gosto de testar-me, e quando vi estes vinhos da Sociedade Agrícola Quinta da Malaca, produzidos no Algarve, disse para mim mesmo: "ora aí está um Periquita, ou melhor Castelão, que vou experimentar". Agarrei no tinto e no rosé, mas é do rosé que vamos falar hoje!

 

Castelão é uma casta nacional que se dá bem em solos difíceis, secos e arenosos, e em climas quentes, daí que abunda nos vinhos de Setúbal, mas também em alguns vinhos algarvios. São habitualmente vinhos muito aromáticos, muita sensação de fruta, concentração e estrutura, "quentes" e com muita "doçura", são estes os termos que arranjo para os habituais tintos varietais de Castelão, daí que muitas vezes se misturam estas uvas com outras castas que permitam um melhor equilíbrio entre fruta e acidez, formando um blend final mais harmonioso e consensual, sobretudo em vinhos novos. Aqui neste Malaca Rosé 2015, a minha curiosidade era saber como se comportava este Castelão em vinho rosé, nunca tal tinha provado.

 


Quando se olha para este Malaca Rosé 2015 salta logo à vista a sua cor forte e viva, quase a parecer um vinho palhete tradicional. No nariz, forte aroma a frutos vermelhos como morangos e frutos silvestres e alguma componente floral, mas mais discreta e sobreposta pela componente frutada. Na boca temos fruta, fruta e muita fruta à primeira golada, com muita intensidade e concentração, não habitual num rosé, mas em que a acidez até está bem presente, mas que em pouco tempo passamos a ser dominados pela vertente adocicada deste vinho.

 

 

 

 

É um vinho rosé muito curioso e distinto, altamente gastronómico, nada daqueles rosés de piscina em meses de verão. Para mim não é o rosé de preferência pessoal, gosto mais deles secos e suaves, mas uma boa opção para quem gosta de um rosé mais concentrado e frutado. Ganha relevância pela sua diferença no segmento. No caso acompanhámos com peixe grelhado, que julgo não ser a melhor harmonização para este vinho, e recomendaria para o consumo deste rosé pratos mais temperados ou até com especiarias.

 

Malaca Rosé 2015

 

 

 

Castas: Maioritariamente Castelão

 

Teor Alcoólico: 12,5% Vol

 

PVP: +/- 7€

 

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DICAS DE VINHOS BOA COMPRA!

#1 

Muxagat Os Xistos Altos Rabigato 2014

Douro (Branco)

 

#2

Primus 2015

Dão (Branco)

 

#3

Quinta da Pellada Estágio Prolongado 2011

Dão (Tinto)

#4

Dão A Centenária 2015

Dão (Tinto)

#5

Luís Pato Vinhas Velhas 2017

Beira Atlântico (Branco)

#6

Em Cru 2017

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#7

António Madeira Colheita 2016

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#8

Argau Cuvée Bruto

Beira Atlântico (Espumante)

#9

Quinta da Serradinha Encruzado e Arinto 2016

Encostas d'Aire / Lisboa (Branco)

#10

Conciso 2014

Dão (Branco)

Actualizado em Junho de 2019

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