Quinta das Corriças Reserva Tinto 2011 e Quinta das Corriças Colheita Seleccionada Branco 2014

12.07.2017

 

Os vinhos de Trás-os-Montes cada vez mais recebem o reconhecimento merecido e estão em crescendo no panorama nacional! Estamos a falar de uma certa lufada de ar fresco, uma bofetada em alguma monotonia pachorrenta em que o nosso mercado entrava nos últimos anos! É uma região, que a meu ver, vai ser muito falada e dar cartas no futuro! Aqui encontramos tintos com excelente frescura, sedimentada em vinhos com bons níveis de acidez, uma nova coqueluche. Os brancos não conheço a fundo para me pronunciar de maneira tão assertiva, mas o potencial é tremendo! Quinta das Corriças, Quinta de Arcossó, Encostas de Sonim, são vinhos que cada vez mais ocupam a minha garrafeira!

 

Um terroir difícil, onde o granito dita a lei, montanhas e montanhas com clima tanto infernal e tórrido, como gélido e de bater o dente, que coloca estas videiras num stress e amplitudes térmicas quase únicas! É daqui que sai a riqueza dos vinhos transmontanos.

 

Os exemplares que falo hoje foram provados na mesma semana em momentos distintos! O Quinta das Corriças Reserva Tinto 2011 a acompanhar uma carne mirandesa oriunda de Vimioso, e o Colheita Seleccionada Branco 2014, uns dias mais tarde de mãos dadas com um robalo grelhado.

 

Quinta das Corriças Reserva Tinto 2011

Um vinho que usa um blend de castas locais, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Bastardo e Touriga Franca. Vinho de cor ruby forte mas dispersa com aromas de fruta vermelha e fruta preta madura muito interessantes, que só peca pela elevada presença de barrica, onde é retirado em parte o seu virtuosismo e potencial. A meu ver este vinho ganharia imenso com menos estágio em carvalho, tanto francês como o americano, noto madeira a mais para o meu gosto. Na boca é onde se destaca, grande acidez e frescura, uma componente vegetal que lhe atribui irreverência, um tinto vibrante nas papilas gustativas com boa presença de boca. Contudo, o sabor abaunilhado da madeira sobrepõe-se por vezes à fruta. Outro aspecto que não aprecio, mas isso são preciosismos meus, é a presença de várias medalhas de prémios na garrafa, gosto de um aspecto mais clean. Mas isso são parvoíces e um aparte meu.

 

 

 

 

 

Castas: Touriga Nacional, Tinta Amarela, Tinta Roriz, Bastardo e Touriga Franca

 

Região: Trás-os-Montes

 

Teor Alcoólico: 14% Vol

 

PVP: +/- 12,5€

 

Quinta das Corriças Colheita Seleccionada Branco 2014

 

 

 

 

Um vinho simples e descomprometido, uma vez mais usando uvas de castas locais, Gouveio, Rabigato, Códega de Larinho e Malvasia Fina. Cor amarelo palha claro, no nariz a presença de fruta cítrica e componente floral, se bem que é na boca que ganha argumentos. É um vinho fresco, com acidez média, sabores a fruta branca madura e com algum volume de boca, que flui positivamente ao longo da refeição, fácil de beber. Um bom vinho que será unânime em qualquer mesa heterogénea e uma proposta fora da oferta tradicional e comercial neste segmento. Se forem curiosos como eu vão adorar experimentar!

 

Castas: Gouveio, Rabigato, Códega de Larinho e Malvasia Fina

 

Região: Trás-os-Montes

 

Teor Alcoólico: 12,5% Vol

 

PVP: +/- 5€

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DICAS DE VINHOS BOA COMPRA!

#1 

Muxagat Os Xistos Altos Rabigato 2014

Douro (Branco)

 

#2

Primus 2015

Dão (Branco)

 

#3

Quinta da Pellada Estágio Prolongado 2011

Dão (Tinto)

#4

Dão A Centenária 2015

Dão (Tinto)

#5

Luís Pato Vinhas Velhas 2017

Beira Atlântico (Branco)

#6

Em Cru 2017

Dão (Branco)

#7

António Madeira Colheita 2016

Dão (Tinto)

#8

Argau Cuvée Bruto

Beira Atlântico (Espumante)

#9

Quinta da Serradinha Encruzado e Arinto 2016

Encostas d'Aire / Lisboa (Branco)

#10

Conciso 2014

Dão (Branco)

Actualizado em Junho de 2019

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