Dão "A Centenária" Tinto 2014 - António Madeira

02.04.2018

 

António Madeira, um nome emergente do panorama vínico nacional. Num Portugal vínico cada vez mais desenvolto e activo, mas que por outro lado começa a carecer de alguma autenticidade e identidade, demos graças e relevância a pessoas que procuram ser genuínos e respeitar a terra, as tradições e a cultura vínica nacional. São heranças que vamos perdendo, mas que urge respeitar e perpetuar.

 

António Madeira, de escola francesa mas de origem portuguesa, regressou à terra dos seus antepassados ​​no início da década, com o objectivo de procurar e tratar de vinhas com castas de uvas autóctones e que representassem a viticultura no Dão remoto de há cento e cinquenta anos. É assim que se apresenta, a que junta uma metodologia e visão de intervenção minimalistas nos seus vinhos. Usa processos tradicionais de viticultura e vinificação, conceitos biológicos e biodinâmicos nas vinhas, enologia pouco interventiva, tudo com o princípio e objectivo de produzir bons vinhos, e expressarem todo o seu esplendor o terroir granítico da Serra da Estrela.

 

Com A Centenária consegue criar um Grand Cru em solo nacional, incutido pela sua formação e experiência em França. Obrigado António pela tua acérrima teimosia em querer elegância e leveza nos vinhos em vez da extracção e concentração, num mundo cada vez mais invadido por vinhos “turbinados”.

 

Dão "A Centenária" Tinto 2014

 

O ex-líbris e grande referência deste jovem produtor. Uvas provenientes de uma única parcela com vinhas muito antigas, inclusive com algumas castas já praticamente extintas. Fermentação em cubas abertas só com leveduras indígenas, onde a temperatura é regulada com sacos de gelo em redor das cubas em conjunto com a frescura nocturna da Serra. A maloláctica decorre em barricas de carvalho francês usadas onde o vinho estagia 18 meses antes de passar 6 meses em tanques de aço inoxidável, seguindo depois para engarrafamento.

 

De cor ténue, pouco carregada, de aspecto cristalino. Nariz vibrante, diria arrebatador! Aroma a fruta vermelha de altíssima qualidade, fresco, vinoso, algum aroma de pinheiro, boa mineralidade granítica a elevar o seu patamar qualitativo. Na boca souplesse e finura, que melhorará ainda mais no futuro com a guarda em cave. Grande elegância e uma vez mais, carácter essencialmente vinoso a destacar-se, delicado, limpo, com final longo e complexo. Cheguei a pensar racionalmente que poderia estar demasiado novo para consumo, que estivesse muito verde, mas surpreende. Nesta fase precoce já se bebe muito bem mesmo.

 

Será este o nosso Grand Cru ao nível de altíssimas referências internacionais? Porque não? Fica a deixa e o entusiasmo pessoal pelos vinhos de António Madeira. A olhar e seguir com muita atenção no futuro. Parabéns.

 

Castas: Parcela única de um blend de vinhas velhas

 

Região: Dão, Sub-região da Serra da Estrela

 

Teor Alcoólico: 12% Vol

 

PVP: +/- 45€

 

 

 

 

 

 

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