Aciano Tinto 2016, um Toro diferente

27.11.2018

 

Os vinhos espanhóis entraram de forma galopante na minha garrafeira durante este ano de 2018, um impulso trazido por dicas de amigos, alguma pesquisa pessoal e consequentemente compras além fronteiras. A experiência positiva reporta-se tanto a tintos como a brancos, e falando nos tintos concretamente, agradaram-me alguns produtores das regiões emergentes que primam por oferecer vinhos de baixo teor alcoólico, com fruta primária de boa qualidade, baixa extracção, a permitir uma experiência vínica elegante e com subtileza, Ribeira Sacra, Bierzo, Manchuela e os distintos vinhos das Canárias. A cultura do vinho praticada na Rioja, com exacerbação de barrica não me convence, e falamos da região vinícola mais famosa de Espanha.

 

Toro é uma região espanhola muito próxima da Ribeira del Duero, que é uma região onde os vinhos produzidos advêm principalmente da casta Tempranillo, a nossa Tinta Roriz. Na região de Toro usa-se um clone de Tempranillo, a Tinta de Toro. Este vinho tinto foi-me recomendado por um ávido consumidor de vinhos espanhóis, um verdadeiro Mencia lover, fiel consumidor de vinhos de Bierzo e do aclamado Raúl Perez. Como tal achei que seria um vinho que se encaixava nas descrições acima supracitadas, com frescura, potencial gastronómico e elegante.

 

Aciano Tinto 2016

 

Castas: Tinta de Toro e uma pequena percentagem de outras (Vinhas Velhas)

 

Região: D.O. Toro (Espanha)

 

Teor Alcoólico: 14% Vol

 

PVP: +/- 18€

 

 

 

Quem é o responsável por este vinho é Alvar de Dios Hernández, um projecto pessoal que iniciou numas vinhas que herdou dos seus antepassados, o seu avô. As uvas provêm de uma área de vinha de 3 hectares com mais de 100 anos de idade, era pré-filoxera, predominantemente plantada com a casta Tinta de Toro e outras como Grenache, Mencía, entre outras não catalogadas. A vinificação é de índole tradicional, fermentação com leveduras autóctones e existe o cuidado, preocupação e critério, de se realizar uma maceração equilibrada. Posteriormente foi envelhecido 12 meses em barricas de carvalho usado.

 

Gostei imenso do vinho, pouca sensação de barrica, fruta de altíssima qualidade no nariz que se confirma em boca, sedoso, com óptima acidez a mostrar-se um bom par à mesa. A elegância é chave neste vinho, pouca concentração e maturação, bom final de boca. Os 14% vol. de álcool indicados no rótulo passam completamente despercebidos, um conjunto muito harmonioso. Bom vinho!

 

 

 

 

 

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Actualizado em Junho de 2019

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