Martín Códax Lías 2015

08.04.2019

 

Com a entrada na Primavera, começam-se a perfilar alguns dos perfis de vinhos para a época quente. Os alvarinhos são excelentes para o período primaveril e de verão. Mariscos, peixe grelhado no forno, queijos semi-duros, estão na linha da frente nas harmonizações destes monocastas. O alvarinho é uma das nossas castas rainha, contudo ao longo dos anos incentivámos e continuámos a denegrir e rebaixar a sua imagem, injectando-lhe gás e o selo de vinho inferior. Felizmente o panorama tem mudado, e temos assistindo à revitalização da casta e da região dos vinhos verdes, muitos e bons alvarinhos. Os espanhóis, com o seu albariño, têm conseguido uma dinâmica e história ímpares, conseguiram respeitar a herança e tradição, e de facto neste aspecto estão na linha da frente. Tenho provado muitos e bons albariños, o que me fez reflectir e entender que o fosso ainda existe, mas ao mesmo tempo concluir, que alguns e bons produtores nacionais conseguiram mudar maus vícios, apostando na qualidade e distinção. Veja-se os exemplos de Anselmo Mendes, Quinta do Regueiro, Quinta de Santiago, ou Quinta de Sanjoanne. Hoje já temos muito bom Alvarinho, já existindo a percepção que a qualidade e envelhecimento positivos em alguns destes vinhos podem perfeitamente coexistir com o vinho de corrente de consumo de massas.

 

Dito isto, venho falar de um albariño das Rias Baixas, das Bodegas Martín Códax, o Martín Códax Lías 2015, vinho que já bebi por diversas ocasiões, e que considero uma das melhores relações qualidade-preço neste segmento e perfil. É um vinho 100% albariño, vinhas oriundas da região do Val do Salnés, Rías Baixas, tendo sido considerado recentemente pela Associação Espanhola Periodistas y Escritores del Vino (AEPEV), e pelo segundo ano consecutivo, como melhor vinho branco de Espanha sem barrica.

 

Martín Códax Lías 2015

 

Muito limpo no nariz, alguns citrinos, casca de toranja, mas onde se enaltecem algumas notas de fruta branca madura, como pêra e maçã. Esta intensidade e grandioso nariz a muito se deve o estágio sobre borras, com bâttonage nos primeiros 2 meses. Em boca, acrescenta ainda mais presença, afirmativo, com grande volume de boca, alguma untuosidade, um certo vegetal também, e bastante seco no final. Por vezes nota-se a presença de alguma panificação inerente à levedura. Toda esta complexidade tanto no aroma, como no paladar, está perfeitamente integrada numa acidez forte, dando lugar a um conjunto bastante fresco, e altamente gastronómico.

 

Castas: Albariño

 

Região: Rías Baixas, Espanha

 

Teor Alcoólico: 13% Vol

 

PVP: +/- 16,50€

 

 

 

 

 

 

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Actualizado em Junho de 2019

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