Lagar de Darei Grande Escolha Branco 2010 e Lagar de Darei Grande Escolha Tinto 2004

24.04.2019

 

Hoje não estamos para mariquices e grandes alaridos, objectividade e celeridade no que vai ser dito de seguida. Felizmente ainda existem grandes produtores de vinhos em Portugal, que se vão mantendo afastados dos holofotes das passerelles, mas que nos presenteiam com vinhos que gostamos e nos dão mesmo prazer de beber. Na minha região eleita em Portugal, o Dão, são vários os exemplos de elegância e longevidade, e voltei a constatar isso, quando recentemente peguei em dois vinhos da Casa de Darei (Mangualde), Lagar de Darei Grande Escolha Branco 2010 e Lagar de Darei Grande Escolha Tinto 2004. Uma pessoa é recente nestas andanças, e é ao pegar em vinhos assim, já com alguns anos de garrafa, que crescemos e evoluímos, aprendemos que nada sabemos afinal.

 

Lagar de Darei Grande Escolha Branco 2010



Nariz muito mineral, vegetal, discreto, não caindo numa expressividade abusiva o que me agrada. Em boca, bom preenchimento, volume, sem presença de carácter oxidativo, com acidez equilibrada, bastante seco, tudo muito bem casado, constituindo um excelente blend do Dão mais remoto. Bela expressão regional, elegância e rigor, vinhos que mostram um cunho próprio e identidade regional, para quem gosta de grandiosos vinhos de hoje, de ontem e de sempre. A Casa de darei pode não ser dos produtores mais comerciais do Dão mas é das mais genuínas e autênticas mantendo-se fiel aos seus princípios ao longo de décadas.

 

Castas: Malvasia-Fina, Encruzado, Cerceal-Branco, Verdelho

 

Região: Dão

 

Teor Alcoólico: 13,5% Vol

 

PVP: +/- 12€

 

Lagar de Darei Grande Escolha Tinto 2004


 

Com cor muito intensa, é um vinho de tradição, nariz com alguma volátil mas que não me incomoda, advém da vinificação e processos tradicionais. Notas florais e vegetais a mostrar complexidade aromática. Mantém o carácter vinoso dos vinhos desta casa, boa estrutura, robusto mas macio ao mesmo tempo, mas fresco, já com alguma evolução mas muito agradável em boca pela acidez que evidencia, que o sustenta à mesa. Com o tempo de abertura foi decaindo e ficou mais flat, ainda assim com tanino robusto. Um vinho que é fiel à região não embandeirando em modas.

 

Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz

 

Região: Dão

 

Teor Alcoólico: 14,5% Vol

 

PVP: +/- 14,5€

 

 

 

 

 

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Actualizado em Junho de 2019

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